Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar | Master's Degree in Food Consumption Sciences - TMCCA
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Percorrer Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar | Master's Degree in Food Consumption Sciences - TMCCA por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "03:Saúde de Qualidade"
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- Avaliação da alimentação nas profissões de risco para o alinhamento de estratégias alimentares: um estudo exploratórioPublication . Lameirão, Bruno Filipe Rodrigues; Moura, Ana Pinto de; Rocha, CéliaA alimentação em profissões de risco é relevante para a saúde, o bem-estar e o desempenho profissional. Na Polícia Judiciária (PJ), as exigências operacionais, os horários irregulares e a imprevisibilidade das tarefas podem dificultar hábitos alimentares equilibrados. Este estudo teve como objetivo avaliar os hábitos alimentares e os desafios dietéticos enfrentados pelos profissionais da PJ. Participaram 165 profissionais da PJ em Portugal, com idade média de 44 ± 10 anos, maioritariamente do sexo masculino (56%; n = 92) e Inspetores (64%; n = 105). Foi aplicado um questionário estruturado sobre condições de trabalho, barreiras à alimentação saudável, frequência alimentar e dados sociodemográficos. Os participantes percecionaram um impacto moderado do trabalho na alimentação (4,5 ± 1,7; escala 1–7). As principais barreiras foram o estilo de vida ocupado (61%; n = 101), os horários irregulares (56%; n = 93) e a falta de opções saudáveis fora do local de trabalho (44%; n = 72). As razões mais referidas foram horários de refeição irregulares (47%; n = 78), saltar refeições (45%; n = 75) e períodos prolongados sem comer (36%; n = 59). O score global alimentar foi de 2,7 ± 0,6, sendo mais elevado em piquete e prevenção (2,9 ± 0,8; 2,9 ± 0,7) do que em dias de folga e turnos da manhã (2,6 ± 0,7), com diferenças significativas entre contextos (χ² = 28,87; p < 0,001). O score associou-se positivamente ao impacto percebido do trabalho na alimentação (rs = 0,287; p < 0,001) e negativamente à satisfação com a carga horária (rs = -0,260; p = 0,001). Os resultados sugerem que as exigências organizacionais influenciam os hábitos alimentares destes profissionais, justificando estratégias de promoção da saúde e intervenções nutricionais adaptadas a profissões de elevada exigência operacional.
- Avaliação da oferta alimentar em meio escolar do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico: um estudo exploratório com intervenientes-chave do setorPublication . Matos, Alexandra Sofia Vicente de; Moura, Ana Pinto de; Franchini, FranchiniA alimentação é um dos fatores determinantes para o bem-estar e saúde humana. É na infância que os hábitos alimentares influenciam os comportamentos alimentares e a saúde na vida adulta, sendo a educação alimentar uma intervenção essencial na oferta alimentar das escolas. Nos últimos anos em Portugal, a promoção e educação para a saúde em meio escolar têm vindo a ser atualizadas e implementadas, nomeadamente com o reforço de orientações e referenciais sobre a oferta alimentar nas escolas. Pretendeu-se nesta investigação analisar a opinião dos intervenientes-chave sobre a oferta alimentar em meio escolar do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico, abordando as práticas dos referenciais existentes em Portugal, nomeadamente nas ementas escolares, regime escolar – fruta, produtos hortícolas e leite, e uma análise no ponto de vista da sustentabilidade desses mesmos referenciais. Para o efeito, recorreu-se a entrevistas semi-estruturadas realizadas a onze profissionais, com responsabilidades ao nível da gestão/direção e operacionalização em ações de intervenção da oferta alimentar em meio escolar, pré-escolar e 1ºciclo do ensino básico, em vários tipos de organizações escolares, sejam públicas ou privadas. Os discursos dos participantes foram analisados tendo por base a análise temática e o recurso ao programa QSR Nvivo 10®. Da análise dos extratos discursivos dos participantes identificam-se os seguintes fatores que influenciam a adesão à oferta alimentar em contexto escolar: educação alimentar, hábitos alimentares e manipuladores de alimentos, destacando-se a falta de literacia alimentar por parte dos encarregados de educação. Um outro obstáculo reportado foi a falta de fiscalização/monotorização das capitações preconizadas para as ementas escolares, ocorrendo um excesso de proteína animal e défice na componente vegetal. Nas entrevistas foram ainda reportadas dificuldades na utilização de produtos locais nas ementas escolares, fruto do custo associado a estes produtos. No que diz respeito à temática do desperdício alimentar, os nossos participantes salientaram a falta de acompanhamento na avaliação do desperdício alimentar, o qual tende a ser avaliado de uma forma pontual, havendo ausência na verificação de eficácia das ações realizadas para o seu combate. Particular relevância foi dada ao papel dos manipuladores de alimentos na adesão à oferta alimentar saudável proporcionada em meio escolar, referindo, no entanto, que é uma classe profissional que não é reconhecida e que não tem a formação devida. A falta de nutricionistas em contexto escolar foi referida várias vezes pelos participantes, sendo estes atores considerados como atores relevantes para se alcançar as seguintes melhorias nas escolas: educação alimentar, monitorização das capacitações e redução do desperdício alimentar. Em suma, é necessário criar, potencializar e valorizar uma equipa de profissionais diversificada nomeadamente, nutricionistas, manipuladores de alimentos, técnicos de saúde, agricultores e professores, para minimizar os obstáculos sentidos no dia a dia nos processos da oferta alimentar em contexto escolar.
- Avaliação dos determinantes de compra da "Maçã de Alcobaça" IGPPublication . Silva, Bruna Santos; Moura, Ana Pinto de; Cunha, Luís MiguelO presente estudo tem como principal objetivo caracterizar os determinantes de compra da Maçã de Alcobaça Certificada por parte dos consumidores portugueses, avaliar o padrão de consumo deste produto no contexto da alimentação habitual e identificar os fatores que influenciam as escolhas e preferências dos consumidores em relação à Maçã de Alcobaça Certificada. Numa primeira fase, foram realizadas 12 entrevistas semiestruturadas. Para assegurar uma maior representatividade, foram implementados critérios de amostragem baseados no sexo, faixa etária, formação e localização geográfica dos participantes. A partir dos resultados obtidos nas entrevistas, foi desenvolvido um questionário estruturado em quatro secções: conceptualização do tema, aplicação do Food Choice Questionnaire (FCQ), caracterização do padrão alimentar e perfil sociodemográfico. A recolha de dados contou com uma amostra de conveniência composta por 166 indivíduos, de ambos os sexos, com idade igual ou superior a 18 anos, residentes em Portugal. Para a análise dos dados, recorreu-se a técnicas de estatística descritiva para avaliar a frequência alimentar, análise fatorial para a construção dos fatores do FCQ, bem como a testes estatísticos para identificar associações e correlações entre as variáveis em estudo. Os resultados demonstraram que os principais critérios de escolha na compra da Maçã de Alcobaça IGP identificados foram o “Apelo sensorial”, a “Preocupação com origem” e “Conteúdo Natural”. Verificou-se ainda que as mulheres atribuem um maior valor a fatores como “saúde”, “preço” e “conveniência”, enquanto os homens são mais sensíveis ao apelo sensorial do produto.
- Avaliação dos determinantes de consumo alimentar e identificação de padrões alimentares na cidade de Maputo, MoçambiquePublication . Pedrosa, Sofia Fontes; Moura, Ana Pinto; Cunha, Luís MiguelFruto da globalização, urbanização e melhoria dos transportes, a alimentação homogeneizou-se, tornando-se mais ocidental, potenciando transições alimentares, sobretudo em países africanos, com mudanças nos padrões alimentares. A par dos problemas já conhecidos e ainda prevalentes da subnutrição e deficiência de micronutrientes, Moçambique enfrenta novos desafios ligados ao excesso de peso, obesidade e outras doenças não transmissíveis. Este estudo visou avaliar os principais fatores que influenciam as decisões alimentares da população moçambicana residente na cidade de Maputo, maior centro urbano do país. Para isso, aplicou-se um questionário por entrevistas presenciais, com amostragem não aleatória, estruturada por zona, sexo e escalão etário, envolvendo indivíduos moçambicanos com 18 ou mais anos. O questionário incluiu o Food Choice Questionnaire, o Questionário de Frequência Alimentar e variáveis sociodemográficas. Dos 385 entrevistados, 214 apresentaram respostas válidas. A maioria era do sexo feminino (53,7%) e jovem (63,6% entre os 18 e 29 anos), com escolaridade secundária (50,9%) e inserida em agregados familiares numerosos (61,2% com cinco ou mais membros). Em termos de rendimento, 44,1% situavam-se entre 10.000,01 e 30.000,00 meticais. Os dados evidenciam valorização dos aspetos sensoriais, conveniência e bem-estar emocional nas escolhas alimentares, enquanto o controle de peso e preocupações éticas foram os menos considerados. A análise identificou quatro perfis: Grandes Consumidores, Tradicionais, Frugais e Light. Verificou-se frequência elevada no consumo de carne, lacticínios, fast food, sumos e refrigerantes, refletindo mudanças nos hábitos urbanos. Estas conclusões destacam a necessidade de políticas públicas que incentivem práticas alimentares mais equilibradas, adaptadas à diversidade da população de Maputo.
- Composição corporal, ingestão nutricional e perceção da influência da alimentação na prática desportiva em atletas praticantes de futsal: um estudo exploratórioPublication . Brum, Sílvia; Moura, Ana Pinto de; Franchini, BelaO futsal é uma modalidade desportiva relativamente recente e, embora seja uma modalidade em crescimento, até ao momento não existem recomendações nutricionais para praticantes de futsal. Contudo sabe-se que a alimentação influência significativamente o rendimento desportivo, dada a alimentação ser o veículo de obtenção de energia e nutrimentos. A presente investigação procurou avaliar a composição corporal, a ingestão nutricional e hábitos de sono e de treino de atletas de futsal Sénior Masculinos do Campeonato Nacional da II Divisão de Futsal - Série Açores, bem como avaliar a perceção destes atletas da influência da alimentação na prática desportiva. Recorreu-se à antropometria para avaliação da composição corporal (n=68) e à aplicação de questionários às 24 horas anteriores em 3 dias distintos para avaliação da ingestão alimentar (n=20) utilizando o programa informático Nutrium® e à entrevista como técnica de recolha de informação para avaliação da perceção (n=20), utilizando o programa informático QSR Nvivo 10®. Embora a maioria dos atletas apresente uma composição corporal saudável, detetou-se elevada prevalência de excesso de peso, sobretudo nos atletas que participaram da avaliação da ingestão nutricional e perceção. Da avaliação da ingestão nutricional verificou-se inadequação, isto é, baixa em energia e hidratos de carbono e elevada em lípidos e álcool. Do discurso dos atletas demonstrou-se que os mesmos entendem o conceito de alimentação saudável, embora a maioria admita poder melhorar a sua alimentação, sendo que a falta de tempo e a dificuldade em abandonar os alimentos preferidos foram os principais obstáculos identificados à prática de uma alimentação saudável. Em relação ao desempenho, os atletas referiram poder melhorá-lo, através de certos alimentos a evitar ou a promover. Uma minoria dos atletas consumia suplementos para melhoria do desempenho.
- Determinação dos níveis de metais pesados em peixes epipelágicos e avaliação do risco que representam para a população, em Cabo VerdePublication . Gomes, Marlene Duarte; Seixas, SóniaEste estudo avaliou os níveis de metais pesados (mercúrio, cádmio e chumbo) em 44 amostras de peixes epipelágicos migratórios: atum (Thunnus albacares), serra (Acanthocybium solandri) e lobo (Coryphaena hippurus), capturados e comercializados em Cabo Verde, entre 2022 e 2024, para determinar a quantidade acumulada no músculo e o risco de exposição da população. Foram realizadas análises físico-químicas, e a conformidade com a legislação nacional foi avaliada. O mercúrio foi o principal contaminante com níveis quantificáveis. O atum registou a maior concentração média de Hg (0,62 mg/kg), seguido pelo serra (0,27 mg/kg) e lobo (0,22 mg/kg). Notavelmente, 10% das amostras de atum e 5% das amostras de serra excederam os limites legais de mercúrio. Observou-se uma correlação positiva entre o mercúrio no atum e o seu tamanho, indicando bioacumulação. Cádmio e chumbo apresentaram maioritariamente concentrações abaixo do limite de quantificação, sendo considerados conformes, mas impedindo uma avaliação quantitativa detalhada. A Ingestão Semanal Estimada (EWI) de metilmercúrio excedeu a Ingestão Semanal Tolerável Provisória (PTWI) para o consumo de atum e para a média geral do pescado (de 150% a 220%), indicando um potencial risco para a saúde da população. Os resultados sugerem um risco de exposição a mercúrio em Cabo Verde, especialmente pelo consumo de atum. O estudo ressalta a necessidade de avaliações de risco mais refinadas, de melhorias nos métodos analíticos para Cd e Pb e do desenvolvimento de diretrizes específicas de consumo.
- Dificuldades no campo do consumo alimentar dos portadores de diabetes Mellitus assistidos no Hospital Provincial de Pembal, Cabo Delgado - Moçambique: estudo de casoPublication . Michal, Soares; Carapeto, CristinaA diabetes mellitus (DM) é um distúrbio metabólico em que o corpo se torna resistente ao efeito da insulina ou não produz a quantidade suficiente dessa hormona para processar a glicose. Como consequência, há uma acumulação de glicose no organismo, o que pode levar a sérias complicações de saúde. De acordo com estudos recentes o número de pessoas com diabetes em todo o mundo aumentou muito sendo que em 2019 se registavam 463 milhões portadoras de DM. A diabetes Mellitus tipo 2 (DMII) é uma doença crónica que se caracteriza por múltiplas complicações. Nos últimos anos a DMII tem-se tornado um problema de saúde pública a nível Mundial. O objetivo deste estudo foi avaliar as dificuldades que os portadores de diabetes enfrentam na composição do seu padrão alimentar. Tendo sido realizada uma pesquisa de campo, de carácter descritivo, transversal, de abordagem qualitativa e exploratória. A pesquisa foi realizada em uma Unidade de Saúde de referência do Norte da província de Cabo Delgado na cidade de Pemba . Foi utilizado como instrumento de coleta de dados um formulário semi-estruturado, com perguntas sobre os hábitos alimentares dos pacientes, a sua relação com os alimentos após a descoberta da doença, controle da sua dieta alimentar, bem como os impactos negativos na vida do paciente. Os dados foram analisados pelo programa SPSS -Statistical Package for the Social Science e MS Excel avançado, tendo sido analisados dados dos 28 pacientes e 9 profsissonais. No presente estudo participaram 28 pacientes sendo 15 do sexo masculino e 13 do sexo feminino. Verificou-se que a maior parte dos pacientes estavam empregados, dos quais 17,9% tinham acesso fácil à alimentação, 42,9% não tinham acesso fácil à alimentação e 39,3% viviam na incerteza de acesso à alimentação. Verificou-se que os portadores de diabetes mellitus que participaram neste estudo enfrentam muitas dificuldades para a obtenção da sua alimentação, factor que contribui para o agravamento do estado de saúde. Notou-se, também, que os participantes enfrentam várias dificuldades na aquisição de medicação nas farmácias privadas devido a questões financeiras e também devido à falta dos medicamentos no hospital e sendo que Estimativas da International Diabetes Federation (2006) mostram uma prevalência de diabetes em Moçambique em 2003 de 3,1% com um aumento projetado para 3,6% em 2025. Esses fatores justificam o desenvolvimento de estudos não só para detectar, mas também para organizar o processo de intervenção educativa e terapêutica nos diversos estágios desta doença e suas complicações. No entanto, muitos estudos e programas de saúde falham por não levarem em conta os aspectos alimentares, psicológicos, culturais, e sociais, aspectos interpessoais e ainda as reais necessidades psicológicas da pessoa diabética.
- Influência da religião na alimentação nas comunidades Católicas e Adventistas do Sétimo Dia em Cabo Verde: um estudo exploratórioPublication . Semedo, Daniel António Tavares Varela; Moura, Ana Pinto deA alimentação é um fator imprescindível para a manutenção da vida e faz parte da rotina diária das pessoas. A nível individual, a escolha alimentar é influência por diversos fatores, destacando-se o sensorial, o preço, a conveniência, a saúde/bem-estar, bem como a sustentabilidade ambiental ou a religião este último inserido na cultura de um povo. A presente investigação visa avaliar de que modo a religião influência a alimentação, nomeadamente junto de comunidades Católicas e Adventistas do Sétimo Dia, em Cabo Verde. Para o efeito, utilizou-se uma metodologia qualitativa, recorrendo-se a entrevistas semiestruturadas. Através da análise dos relatos discursivos aos 30 participantes, mediante a categorização dos mesmos, foi possível identificar três grandes categorias: i) relação do participante com a sua religião; ii) influência da religião na alimentação; e iii) avaliação das práticas alimentares propostas pela religião para a saúde/bem-estar. Verificou-se que os participantes Adventistas do Sétimo Dia estão mais envolvidos com a religião, do que os participantes Católicos. Por outro lado, verificou-se que para os Adventistas do Sétimo Dia, a religião influência diariamente as escolhas alimentares, ao nível da compra e do consumo, enquanto que essa influência faz-se notar nos Católicos principalmente em momentos pontuais (Quarta-feira de Cinzas e nas Sextas-feiras que precedem a Páscoa). Finalmente, os Adventistas do Sétimo Dia destacam que a prática da sua religião trás benefícios para a sua saúde e bem-estar, contrapondo com os Católicos que não identificaram benefícios diretos para a saúde pelo facto de praticarem esta religião, embora tenham referido que a mesma contribui para o seu bem-estar.
- Insegurança e consumo alimentar em jovens praticantes de modalidade desportiva na Região Autónoma da MadeiraPublication . Pereira, Suhail Ramos Nascimento; Fernandes, Ana PaulaA adolescência é uma das fases da vida onde existem as maiores mudanças físicas e psicológicas no organismo do ser humano. São um grupo populacional vulnerável e de grande importância nos estudos de Insegurança e Consumo alimentar, associadas aos seus comportamentos, ao perfil dos jovens, a sua alimentação e ao seu desenvolvimento no contexto de gênero e na sua vida quotidiana familiar. Por esta razão, existiu a necessidade de estudar um grupo de jovens adolescentes da Região Autónoma da Madeira, no sentido de avaliar os indicadores que permitem analisar o grau de insegurança alimentar e ingestão de nutrientes. Neste sentido foram objetivos do estudo medir o grau de insegurança alimentar em jovens que praticam desporto, bem como quantificar a ingestão nutricional deste grupo. Foi realizado um estudo transversal com adolescentes que praticam desporto num clube da RAM entre julho e outubro de 2021. A recolha dos dados foi feita através de um questionário estruturado online distribuído aos jovens e que continha: i) questões para a caracterização sociodemográfica e antropométrica; ii) questões acerca da modalidade desportiva; iii) a Escala de Experiência da Insegurança Alimentar (Food Insecurity Experiencie Scale - FIES); e iv) Inquérito semi-quantitativo de Frequência de Consumo de Alimentos. Os dados alimentares foram analisados e convertidos em nutrientes usando o Software Food Processor. Usou-se SPSS para Windows versão 27.0 após a verificação de valores ausentes e valores discrepantes. Considerou-se, nos testes de hipóteses desenvolvidos, uma significância de 5%, ou seja, a hipótese nula considerou-se rejeitada sempre que p<0,05. A população em estudo tem em média de idades 13,89 ± 2,322 anos, verificando-se que 84 eram do sexo masculino (75%) e 28 eram do sexo feminino (25%), os jovens residem na sua maioria na cidade do Funchal (63,4%) e praticam como modalidade desportiva o futebol (80,2%). Foi verificado que 89,3% dos jovens tem segurança alimentar, 8,9% dos jovens tem insegurança alimentar ligeira e apenas 1,8 % dos jovens se encontravam na classe de insegurança alimentar moderada. No que se refere as classes de percentis de IMC, observou-se que 76,8% da amostra se encontra numa faixa de baixo peso e normoponderal, e 23,3% encontram-se em sobrecarga ponderal e obesidade. Em relação ao consumo alimentar destes jovens em todos os nutrientes se verificaram participantes com ingestão inadequada a exceção dos ácidos gordos trans.
- Literacia alimentar dos alunos do ensino secundário no Alentejo LitoralPublication . Faria, Dora Natália Baixinho Carvalho; Fernandes, Ana PaulaSabe-se que a alimentação está intimamente relacionada com um bom estado nutricional, sendo essencial à obtenção e à manutenção da saúde. Nesse sentido, em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS), apoiada por diversos parceiros, tem desenvolvido iniciativas promotoras de ambientes alimentares mais saudáveis e/ou que fomentem a literacia alimentar. De forma a avaliar os níveis de literacia alimentar resultante dessas mesmas iniciativas, elegeram-se os alunos do ensino secundário como grupo controlo. Assim, o presente estudo teve como objetivo avaliar o nível de literacia alimentar dos alunos inscritos no ensino secundário regular nos Estabelecimentos de Educação e Ensino públicos do Alentejo Litoral, no ano letivo 2022/2023, e estabelecer correlações entre o estado nutricional e a aptidão física, e os indicadores de saúde previstos no Programa Nacional de Saúde Escolar vigente (PNSE de 2015) relacionados com a alimentação. Os métodos utilizados tiveram como base a aplicação do General Nutrition Knowledge Questionnaire for Adolescents (GNKQA), validado para a população adolescente portuguesa, a análise dos indicadores de saúde previstos no PNSE e a avaliação da aptidão física, através dos resultados obtidos nos testes da Aplicação FITescola®. Os resultados permitiram concluir que o nível de literacia alimentar no Alentejo Litoral é adequado, e que das variáveis em estudo, o mesmo varia de acordo com o género, sendo o feminino o que apresenta melhores resultados. Também se constatou melhores resultados no grupo que consome fruta e hortícolas diariamente. O nível de literacia alimentar não varia em função do desempenho físico, em qualquer um dos testes aplicados.
