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Entradas recentes

Educação decolonial em uma sociedade líquida: fronteiras culturais, epistemológicas e sociais, e suas colisões no contexto educacional
Publication . Santos, Raimundo Washington dos
Este artigo de revisão bibliográfica analisa a relação entre educação decolonial e sociedade líquida, destacando como fronteiras culturais, epistemológicas e sociais se entrelaçam e entram em conflito no contexto educacional contemporâneo. A sociedade líquida, conceito de Zygmunt Bauman, é marcada pela fluidez das relações e pela constante mutação das identidades, desafiando as práticas pedagógicas tradicionais. A educação decolonial, por outro lado, propõe a ruptura com estruturas de poder e a desestabilização de epistemologias hegemônicas que excluem saberes não ocidentais. Ao revisitar autores como Paulo Freire, bell hooks e outros, o artigo investiga como suas abordagens contribuem para repensar o ensino, promovendo a valorização da diversidade epistêmica. Argumenta-se que, mesmo em um cenário instável, a educação decolonial pode abrir caminhos para a emancipação e a reinvenção do espaço educativo.
Ecossistemas de educação empreendedora na educação básica brasileira: uma análise a partir do radar de educação empreendedora do Sebrae
Publication . Lopes, Daniel; Emiliano, Esdras de Freitas; Moravia, Eduarda Corrêa ; Almeida, Cacilda
Os Ecossistemas de Educação Empreendedora (EEE) estão emergindo como mecanismos cruciais para o desenvolvimento territorial. No entanto, diferentemente da literatura com foco nas universidades, há uma lacuna de pesquisa sobre como esses EEE se manifestam no nível da educação básica. O objetivo deste artigo é analisar a maturidade dos ecossistemas de educação empreendedora na educação básica brasileira, a partir dos dados do Radar de Educação Empreendedora do Sebrae (Radar). Em termos teóricos, apresenta-se uma breve discussão sobre as principais dimensões dos EEE, abrangendo políticas públicas, estrutura, recursos, atores e cultura. Em termos metodológicos, a pesquisa foi baseada na análise de microdados do Radar, por meio de técnicas de análise descritiva e análise de proporções. Criada pelo CER Polo Sebrae de Educação Empreendedora, a ferramenta começou a ser aplicada em 2022 e, em 2025, já possuía mais de seis mil radares preenchidos de escolas públicas e privadas de todos os estados brasileiros. Os resultados mostram que os EEE da maioria das escolas participantes encontram-se no nível intermediário, indicando a possibilidade de desenvolver as dimensões que o compõem. Além disso, foi evidenciado que uma proporção maior de escolas precisa desenvolver a dimensão recursos. Esta pesquisa contribui teoricamente, trazendo uma perspectiva de análise das dimensões dos EEE para o nível da educação básica, em contraste com estudos que focalizam tais ecossistemas nas universidades. Em termos práticos, as dimensões de análise do Radar podem contribuir para o fortalecimento de estratégias institucionais, políticas públicas e ações educacionais voltadas ao empreendedorismo. Esta e futuras análises com base nos dados do Radar podem contribuir para consolidá-lo como uma ferramenta válida e confiável de diagnóstico, promovendo um ambiente mais propício ao empreendedorismo, à inovação e ao desenvolvimento dos territórios.
A perspectiva onlife no desenvolvimento da educação empreendedora
Publication . Souza, Gustavo Henrique; Schlemmer, Eliane; Santos, Aline Sobral dos
O estudo visa discutir a educação empreendedora a partir da perspectiva do Paradigma da Educação OnLIFE e os afluentes teóricos que balizam os conceitos apresentados para o desenvolvimento de competências empreendedoras. Desenvolver uma Educação Empreendedora OnLIFE envolve compreender que os processos necessários para habitar esse terceiro milênio implicam em uma forma de pensar e agir conectado (humanos e não humanos), sob uma perspectiva ecológica e ecossistêmica. Logo, uma educação empreendedora OnLIFE enfatiza a flexibilidade curricular para permitir que os estudantes sejam co-criadores dos ambientes ecologicamente conectados, desenvolvendo trajetórias de aprendizado de acordo com seus interesses e necessidades de uma sociedade Onlife. Em termos epistemológicos, a Educação Empreendedora OnLIFE reforça a importância da co-criação do conhecimento em rede, preparando os estudantes para inovar/inventar numa ecologia-conectiva. O ambiente de aprendizado é híbrido e multimodal, e propicia o desenvolvimento da Rede de Competências para a Educação Empreendedora OnLIFE, em experiências práticas e conectivas que refletem as problematizações reais de um mundo hiperconectado. Esse desenho educacional não busca transmitir conhecimentos técnicos, mas desenvolver a formação em contextos ecologicamente conectados, nos quais o humano é compreendido como um dos elementos dessa rede, estando, portanto, coengendrado com ambiente e com as tecnologias, sendo parte do ecossistema.
A escola cidadã como ambiente de fomento à educação empreendedora no ensino médio
Publication . Almeida, Alice Rodrigues
No século XXI, a escola cidadã é chamada a ir além da instrução tradicional, assumindo papel ativo na formação crítica, no engajamento social e no desenvolvimento de competências empreendedoras. Este estudo qualitativo, de caráter interpretativo, investigou como a escola pode constituir-se em espaço fértil para uma formação empreendedora crítica, promovendo vínculos entre estudantes, comunidade e território. A pesquisa foi realizada em uma escola da Rede La Salle no Brasil, com a implementação de um projeto de Educação Empreendedora (EE) voltado ao ensino médio. Inspirado na metodologia EduEmprèn, da La Salle Technova Barcelona, e influenciado pelo programa EduCaixa, o projeto incentivou os jovens a identificar desafios reais e propor soluções criativas com impacto social, valorizando a vivência territorial, o trabalho colaborativo e o protagonismo juvenil. Os dados foram coletados por meio de questionários, entrevistas, relatos e acompanhamento das etapas do projeto, possibilitando triangulação de fontes. A análise evidenciou que a adoção de uma perspectiva empreendedora crítica fortaleceu os vínculos entre estudantes e território, impulsionando uma cultura de inovação solidária. Conclui-se que, ao assumir sua missão cidadã, a escola pode se consolidar como espaço para o florescimento de jovens empreendedores sociais, comprometidos com a transformação coletiva e com a construção de uma sociedade mais justa.
A educação empreendedora nos cursos de graduação das instituições públicas de ensino superior de Petrolina-PE: o cenário em seus projetos pedagógicos de curso
Publication . Carvalho, Tácio Nunes de; Oliveira, Deranor Gomes de
Este artigo apresenta uma análise do panorama da educação empreendedora nas Instituições de Ensino Superior (IES) públicas da cidade de Petrolina-PE, com foco na identificação da presença e da articulação da temática nos Projetos Pedagógicos de Curso (PPCs). Originado de uma dissertação de mestrado desenvolvida no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Dinâmicas de Desenvolvimento do Semiárido (PPGDiDES) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), o estudo adota uma abordagem exploratória e quali-quantitativa, utilizando a técnica de análise de conteúdo com apoio do software NVivo 14. Foram analisados 27 PPCs de três instituições públicas, com base em categorias dedutivas e indutivas relacionadas à inserção do empreendedorismo na estrutura curricular. Os resultados revelam que a maioria dos cursos não apresenta qualquer menção ao tema, e mesmo quando presente, o empreendedorismo aparece de forma pontual e desarticulada, sem constituir uma diretriz pedagógica consistente. A partir disso, o artigo propõe recomendações para a integração efetiva da educação empreendedora nas dimensões de ensino, pesquisa e extensão, bem como a criação de uma governança interinstitucional voltada à consolidação de um ecossistema local de educação empreendedora. Conclui-se que, embora o cenário atual revele fragilidades, há um potencial significativo para que as IES públicas de Petrolina assumam um papel protagonista na formação de sujeitos empreendedores e no fortalecimento do desenvolvimento regional.