Linguística | Comunicações em congressos, conferências / Linguistics - Communications in congresses, conferences
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- The perception of word primary stress by European Portuguese speakersPublication . Castelo, AdelinaThis paper examines the role of lexical, morphological and phonological cues in the perception of word primary stress by European Portuguese native speakers. It is based on the results of an experiment which investigates five variables: marked and unmarked stress patterns; suffixes with and without lexically marked stress; number of syllables available for echo stresses; secondary stress in compounds; and vowel reduction. The results confirm the importance of the three kinds of cues for the identification of word primary stress in this language. Although most stresses are correctly identified, subjects may become unable to locate stressed syllables when the three types of cues in a word point in different directions. In those cases, speakers tend to identify stress by primarily taking into consideration lexical information or the phonological cue of vowel reduction.
- A expressão do tempo num texto de instruções do sub-género ‘modo de emprego’Publication . Silva, Paulo Nunes daNeste trabalho, procedeu-se à análise da expressão do tempo num texto de instruções que se integra no sub-género “modo de emprego”. Pretendeu-se, com esta reflexão, contribuir para um conhecimento mais aprofundado dos mecanismos de expressão temporal que são predominantemente utilizados nestes textos, e determinar se este género discursivo actualiza o protótipo sequencial narrativo, o protótipo sequencial descritivo, ou se se situa num ponto intermédio de um “continuum” entre os dois protótipos. Deste modo, a investigação realizada centrou-se em dois grandes objectivos, a que correspondem as duas perguntas seguintes: i) Que mecanismos de expressão do tempo e que tipo de relação temporal predominam nos textos de instruções? ii) Com base nesses mecanismos e nas relações temporais atestadas entre as situações referidas, que protótipo sequencial - entre os que estão previstos na teorização de Adam (1992) - actualiza o género discursivo texto de instruções?
- A expressão do tempo numa sequência explicativaPublication . Silva, Paulo Nunes daO artigo explicita uma pesquisa que incidiu numa sequência explicativa e que teve como objetivo identificar as propriedades temporais e aspetuais inerentes às sequências daquele tipo.
- O tempo numa sequência descritivaPublication . Silva, Paulo Nunes daO estudo desenvolvido teve como objectivo verificar se há propriedades temporais e aspectuais inerentes às sequências descritivas. Pretendeu-se determinar se, nas sequências descritivas, ocorre predominantemente um dado tempo verbal, ou se as situações referidas se integram predominantemente numa determinada classe aspectual, ou se se observa uma elevada taxa de ocorrência de adverbiais temporais, ou, ainda, se prevalece uma dada relação discursiva entre os enunciados. A hipótese de trabalho subjacente ao trabalho foi a seguinte: nas sequências descritivas, predominam as situações da classe dos estados e a relação temporal de sobreposição entre essas situações estativas. Os resultados obtidos confirmam que as propriedades temporais e aspectuais prototípicas das sequências descritivas devem ser procuradas a nível das classes aspectuais em que se inserem as situações referidas e das relações temporais entre essas situações.
- Nasometric values for european portuguese: preliminary resultsPublication . Falé, Isabel; Faria, Isabel HubNasal sounds frequencies in European Portuguese represent 21% of Português Fundamental corpus sounds (Nascimento et al. 1987), revealing how nasality plays an important role in this language and how a speech problem affecting nasality can interfere severely in one’s speech intelligibility. In order to obtain the first standard nasometric values for European Portuguese we developed two tests (syllable repetition and text reading) and collected data from 25 adults. Preliminary results showed that: oral stimuli achieved an average nasalance score of 10%; syllables with nasal consonant and nasal vowel achieved 77% and the reading passages with nasal saturation presented an average score of 44%. Considering these results, we acknowledge the existence of three different levels of normal nasality.
- O tempo numa sequência narrativa integrada num texto do género discursivo relato de acontecimento desportivo em directoPublication . Silva, Paulo Nunes daEsta reflexão pretende identificar as principais propriedades temporais e aspectuais das sequências narrativas que integram textos do género "relato de acontecimento desportivo em directo". Entre as características das sequências narrativas, contam-se a denotação de eventos e a relação temporal de sequencialidade entre esses eventos. Quando um sujeito falante atualiza o protótipo narrativo em textos deste género, pode seleccionar, como tempo verbal dominante, o presente do indicativo ou o pretérito perfeito simples. Os dados analisados sugerem, por isso, que, quanto às propriedades temporais e aspectuais, há uma clara interação entre o protótipo sequencial narrativo e o género em que a sequência atualizada se insere.
- Contributos para a caracterização do género académico ‘Resposta de Desenvolvimento’Publication . Silva, Paulo Nunes da; Santos, Joana VieiraUma vez que caracterizar os géneros do discurso académico permite identificar os processos de construção dos textos que os integram, permitirá também melhorar a proficiência dos estudantes do ensino superior. A este respeito, Parodi (2009), evidenciou não só a maior ou menor diversidade de géneros das leituras aconselhadas em diferentes cursos, como também a conveniência de basear as reflexões sobre os géneros em corpora extensos e adequadamente ricos. Numa linha complementar, propomo-nos contribuir para a reflexão teórica sobre géneros do discurso académico, sob a perspetiva das práticas de escrita na universidade. Analisámos um corpus de 179 textos (de 500 a 1000 palavras), pertencentes ao género resposta de desenvolvimento, obtidos em exames de Ciências Humanas. Tendo selecionado respostas com sequências de tipo argumentativo, identificámos os parâmetros mais relevantes segundo os níveis textuais propostos por Adam (2001) – semântico, enunciativo-pragmático, composicional e estilístico-fraseológico: a) nível semântico – conteúdos adequados à área de estudo em causa, seleção de argumentos pertinentes, explicitação de tese; b) nível enunciativo-pragmático – marcas de contexto socioprofissional e das condições de produção; c) nível composicional – sequências argumentativas, estruturação em partes funcionalmente distintas; d) nível estilístico-fraseológico – léxico especializado, conetores discursivos, citações. Estes parâmetros caracterizam os textos do género resposta de desenvolvimento, e permitem delimitá-lo relativamente a outras classes, o que contribuirá para o conhecimento do discurso académico, e, por outro lado, para a implementação de melhores práticas de produção escrita no ensino superior.
- Narrativo: modo, género, tipo de texto ou tipo de sequência?Publication . Silva, Paulo Nunes daNo âmbito das classificações dos textos literários, observa-se o uso da designação "narrativo(a)" em construções como "modo narrativo", "género narrativo", "texto narrativo" e "sequência narrativa". Sendo expectável que a mesma designação seja usada exclusivamente no âmbito de uma única classificação, como se explica que, neste caso, ela seja incorporada em classificações diferentes? Para abordar este tema, importa responder às seguintes questões: a) a designação narrativo aplica-se, em todos os casos referidos, aos mesmos objetos textuais? b) o que legitima o uso dessa mesma designação em níveis classificativos diferentes?
- Alguns contributos da linguística para a classificação dos textos literáriosPublication . Silva, Paulo Nunes daNas duas últimas décadas, vários autores das áreas da Linguística Textual e da Análise do Discurso (entre os quais se destacam Jean-Michel Adam, André Petitjean e Dominique Maingueneau) teorizaram sobre classificações textuais e respetivos critérios definitórios. Essas reflexões permitiram esclarecer e sistematizar algumas questões que são importantes do ponto de vista teórico e particularmente úteis para o contexto didático, nomeadamente no âmbito de disciplinas em que a análise de textos é central. O objetivo do presente artigo consiste em recensear os seus principais contributos, aplicando-os às classificações dos textos literários, e, em particular, à sua abordagem na sala de aula. A reflexão começa por incidir sobre i) a distinção entre classificações que assentam num único critério (tipos de textos, tipos de sequências textuais) ou em mais do que um critério (tipos de discurso, géneros) (Petitjean 1989), e ii) a explicitação da natureza dos critérios inerentes a essas classificações (Adam 2001, Maingueneau 1998). Apresentadas estas propostas, são sublinhadas as que consideramos mais pertinentes usar em contexto didático, e aplicadas a textos literários recomendados pelos programas de Português do ensino básico e secundário. Por fim, são dissecadas as propriedades que permitem inserir alguns desses textos nas classes em que consensualmente são incluídos (com destaque para textos dos géneros romance, epopeia, conto e soneto). Pretende-se, deste modo, apresentar uma sistematização operatória de classes de textos literários que seja aplicável na sala de aula e que esteja em conformidade com o que está previsto nos programas de Português. A dimensão pedagógica da reflexão constituirá um apoio aos professores do ensino básico e secundário na didatização dos conceitos abordados. As reflexões apresentadas são extensíveis a textos de outros géneros literários (como a novela, a cantiga, o auto, etc.), de outros tipos de discurso (como o discurso jornalístico, o discurso académico, etc.) ou de géneros avulsos (como a carta, o horário, o relatório, etc.).
- Impolitesse verbale dans les lettres de réclamation: une question de genre?Publication . Seara, IsabelDans cette étude, nous nous proposons d’analyser les phénomènes d’impolitesse dans un type particulier de situation communication à savoir, la lettre de réclamation écrite en milieu universitaire. L’enjeu sera double. D’abord, ce sera l’occasion de revenir sur certaines questions théoriques, aujourd’hui largement débattues, dans le champ de la réflexion sur la politesse linguistique. Inaugurée il y a une trentaine d’années par la diffusion des travaux de Brown et Levinson ([1978] et 1987), elle connaît à l’heure actuelle des évolutions récentes et remarquables, qu’il s’agira de discuter. Nous nous intéresserons notamment à celles centrées sur les rapports entre l’impolitesse et les violences verbales et dans un champ complémentaire au nôtre, à travers l’apport des travaux menés par Bousfield & Locher (2008) parmi d’autres études. Ensuite, ce travail consistera à décrire et à analyser quelques manifestations d’impolitesse, et s’efforcera de montrer comment, dans ces lettres, les multiples éléments qui expriment la déception, l’indignation ou même la colère, peuvent nous renseigner sur les différents usages, nettement distincts entre hommes et femmes. L’objectif sera de mettre en lumière en quoi l’agressivité, qui se traduit par des stratégies litigieuses variées (menaces, amorces de négociations, indignation, injures, insultes), constitue une véritable caractéristique de la lettre de réclamation, entendue comme genre textuel face-threatening. Nous verrons en réalité que ces stratégies sont plutôt utilisées par des interlocuteurs masculins pour marquer la position de force et pour accentuer le sentiment de la faute, en instaurant et en renforçant l’image d’une communication conflictuelle. Enfin, en nous fondant sur l’analyse des marqueurs d’impolitesse nous tâcherons de montrer une divergence d’usage entre les hommes et les femmes, à savoir que les insultes (selon la conception de Largorgette, 2009) sont utilisées de façon priviligiée par les interlocuteurs masculins, afin de mettre en scène un éthos d’autorité, et même de brutalité, tandis que les interlocuteurs féminins laissent filtrer l’hostilité sans toutefois favoriser le conflit ouvert, et cherchent à adoucir leurs critiques par des procédés d’atténuation (modalisateurs, minimisateurs et réparateurs par exemple).
