Linguística | Capítulos/artigos em livros nacionais / Book chapters/papers in national books
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- O acto ilocutório de oferta em portuguêsPublication . Almeida, Carla Aurélia deTendo por base o enquadramento teórico da Análise do Discurso e da Análise da Conversação, o presente texto tem como enfoque analítico as dimensões sequenciais e interativas dos atos ilocutórios de oferta e de convite tal como eles se realizam num corpus de interações verbais do quotidiano.
- Os agradecimentos no discurso académico: um estudo comparativo de dissertações e teses em português europeu e em português brasileiroPublication . Seara, Isabel; Silva, Simone; Marques, Carla; Gonçalves, Matilde; Jorge, Noémia
- Algumas notas reflexivas sob a forma de posfácio. In Memoriam de Isabel LeiriaPublication . Osório, Paulo; Castro, Catarina; Madeira, AnaO texto discute alguns princípios epistemológicos da subárea de Português Língua Não Materna e da sua ligação à Linguística (Aplicada), servindo-se de alguns contributos epistemológicos já avançados pela homenageada do texto: Isabel Leiria.
- A aquisição das consoantes líquidas do português europeu em coda por aprendentes chinesesPublication . Zhou, Chao; Freitas, Maria João; Castelo, AdelinaVários estudos sobre aquisição da língua segunda revelam a dificuldade de falantes não nativos na aquisição das consoantes líquidas (e.g. Bradlow 2008, Bradlow et al. 1999, Derrick 2005). Embora haja referências às produções não conformes aos alvos dos aprendentes chineses relativamente às líquidas do Português Europeu (PE), feitas com base na experiência docente (Wang 1991) e em dados de escrita (Nunes 2014), tanto quanto sabemos, investigação sustentada em dados de produção oral não foi ainda desenvolvida para o PE. O PE apresenta quatro consoantes líquidas (as laterais /l/ e / ʎ /, as vibrantes /ɾ/ e /R/) (Mateus et al. 2005). Em coda apenas ocorrem /l/, realizada como [ɫ], e /ɾ/, realizada como [ɾ]. No Chinês Mandarim (CM), existem duas consoantes líquidas, /l/ e /r/ (Duanmu 2005, Lin 2007), apenas /r/ ocorrendo em posição de coda e sendo foneticamente realizada como [ɹ]. O presente trabalho examina a produção das consoantes líquidas do PE em coda por parte de catorze falantes chineses, com idades compreendidas entre os 19 e os 21 anos, tendo dois anos de aprendizagem de português como língua estrangeira (PLE) na China e três meses de imersão em Lisboa. Todos os informantes participavam, no momento da recolha, em aulas de PLE do nível B1(Instituto da Cultura e Língua Portuguesa, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) e têm o mandarim como única língua materna. Foi efectuada uma recolha de dados através da aplicação de um teste de nomeação, com palavras-alvo dissilábicas ou trissilábicas, com consoantes líquidas em sílaba tónica e nas várias posições de sílaba e de palavra possíveis no PE. As produções dos informantes foram gravadas e a sua transcrição fonética foi concretizada por colaboradores experientes na tarefa. Os resultados mostram que os falantes chineses têm dificuldade em produzir as consoantes líquidas em coda, apresentando uma menor taxa de sucesso em /l/ (16.7%) do que em /ɾ/ (73.8%). Estes dados serão discutidos à luz (i) da relação entre nível segmental e níveis prosódicos (Nespor & Vogel 1986) e (ii) do ‘Speeching Learning Model’ (Flege 1995), segundo o qual os sons com maior contraste fonológico entre a L1 e a L2/LE são os mais fáceis de adquirir. Serão ainda analisadas as estratégias de reconstrução utilizadas pelos informantes, estratégias essas que apontam para a construção de representações fonológicas distintas entre os dois segmentos já no nível B1. Tais dados fornecem indicações para delinear o perfil fonético-fonológico do aprendente chinês de PLE e pistas para a planificação didáctica no domínio do ensino da estrutura sonora do PE como L2/LE.
- Aquisição e aprendizagem da morfologia e morfossintaxe verbal pelos falantes de herança das comunidades imigrantes na SuíçaPublication . Silva, Maria da Luz Santos; Batoréo, HannaO presente estudo, baseado em Silva (2012), foca o processo de aquisição e aprendizagem da competência morfológica e morfossintática, com enfoque na morfologia e morfossintaxe verbal, em aprendentes de um Curso de Língua e Cultura Portuguesas na Suíça de expressão alemã, isto é, falantes de herança (cf. Barbosa e Flores 2011). O grupo da amostra é constituído por 24 sujeitos, com as idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos, que nasceram na Suíça ou vieram com tenra idade para o país, tendo adquirido o Português Europeu em contexto de imersão, no ambiente familiar, e em contexto formal de aprendizagem de Português Língua Não-Materna (PLNM) na Suíça, no âmbito do subsistema do Ensino Português no Estrangeiro, ao atingirem a idade escolar. As produções linguísticas a partir das quais foi constituído o corpus que sustentou a análise do desempenho dos aprendentes foram as narrativas orais provocadas com base em dois estímulos visuais, a História do Cavalo e a História do Gato de Maya Hickmann (1995) (apud Batoréo [1996] 2000: 824-825). O nosso objetivo é examinar o desempenho e o desenvolvimento de crianças adquirindo o português europeu (PE) em contexto plurilingue e, com base numa análise descritiva, verificar a evolução no referido domínio nas faixas etárias compreendidas entre os 6 e os 10 anos, comparativamente à produção de falantes adultos nativos (língua alvo). Os resultados, que interpretamos como reflexo de um processo de desenvolvimento linguístico e cognitivo, demonstram a tendência gradual na aproximação à gramática da língua alvo adulta do PE.
- Aquisição/aprendizagem da competência metafórica no contexto do Português Língua Não Materna: importância da reestruturação conceptual na expressão de emoções e valoresPublication . Batoréo, HannaNo presente texto, desenvolvido no enquadramento da Linguística Cognitiva, pretende discutir-se a noção de competência metafórica (Aleshtar & Dowlatabadi 2014: 1895; cf. Batoréo 2015), no contexto específico da aquisição e aprendizagem do Português como Língua Não-Materna (PLNM). Defende-se que quem aprende uma língua nova deve fazê-lo de um modo conceptualmente adequado, adquirindo consciência metafórica, se o objectivo é comunicar com os outros, usando linguagem figurada, tal como acontece no dia-a-dia entre os falantes nativos (Gibbs 1994). Defende-se, também, que a investigação na área não se pode limitar ao estudo restrito da Linguagem, abrangendo antes a interacção entre as componentes do trinómio Cognição – Linguagem – Cultura. Esta interacção implica incorporação (embodiment), ou seja a conceptualização do mundo que é feita através do nosso corpo, assim como das experiências corporais e actividades efectuadas pelo Homem, mediadas pela cultura em que esta experiência se enquadra, dando, deste modo, origem à incorporação física e cultural. Como as culturas diferem entre si, as emoções ou os valores são conceptualizados em partes de corpo diferentes para veicular e projectar no processo de mapeamento emoções ou valores análogos (cf. Yu 2003, 2007, 2009; Batoréo 2017a, 2017b, 2018, no prelo). Conhecer e aprender como este processo se desenvolve num idioma diferente da nossa língua materna obriga ao falante não-nativo a reestruturar-se conceptualmente (Yu 2007), e garante um processo mais motivado (cf. Boers 2001, Boers et al. 2004, 2007), tendo como objectivo comunicar de um modo figurado e utilizar linguagem igualmente figurada na língua não-nativa. Para ilustrar os fenómenos, serão utilizados exemplos de Português Europeu, Inglês, Polaco e Chinês.
- Aspectos semânticos e pragmáticos da co-construção de identidades discursivas em narrativas de experiência de vida produzidas por participantes de emissões nocturnas de rádioPublication . Almeida, Carla Aurélia deTendo por base um corpus oral constituído por interacções verbais presentes em cinco programas de rádio portugueses, realizados em período nocturno, analisaremos a organização e o funcionamento das narrativas de experiência de vida que ocorrem no discurso interactivo oral, destacando os aspectos semânticos e pragmáticos que permitem a co-construção do sentido e das identidades discursivas presentes no discurso em análise.
- Aspetos da interação online numa unidade curricular de 2º. Ciclo da Universidade Aberta: desenho de atividades e estratégias discursivas de dinamização de aprendizagens”Publication . Almeida, Carla Aurélia deTendo por base o modelo pedagógico da Universidade Aberta para os cursos de segundo ciclo (Pereira; Mendes; Mota; Morgado; Aires, 2003: 39-53), procuraremos analisar exemplos práticos de trabalho nos fóruns de 2º. Ciclo numa unidade curricular de Linguística, verificando a dinâmica que se pode estabelecer entre o trabalho em fórum e o desenho de atividades formativas. Considerando que o ensino online atribui particular importância à análise entre pares (no contexto de um processo interativo que tem por base o desenho de um percurso de aprendizagem constituído por atividades formativas e feedback das atividades formativas), analisaremos de que forma o desenho de atividades formativas várias permite a dinamização da participação dos estudantes nos fóruns e a moderação dos fóruns pelo e-professor (Anderson, 2003) com o objetivo de promover aprendizagens significativas ancoradas em exemplos práticos e em experiências partilhadas. Tendo por base a relação entre a autonomia na aprendizagem (estudo independente), com a procura do conhecimento (“cognitive presence”; Garrison; Anderson, 2003), e a realização de estratégias discursivas (Gumperz, 1989) desenvolvidas pelo e-professor de dinamização de aprendizagens, analisaremos, assim, um exemplo prático da atuação do professor e dos estudantes no modo como se constrói um percurso com a constante pesquisa bibliográfica, o trabalho em fórum e o feedback relativamente às tarefas realizadas. Teremos, assim, como enfoque analítico as três linhas de força fundamentais da educação a distância: a formação centrada no estudante; a flexibilidade permitida pelas metodologias de trabalho assíncronas que promovem a reflexão crítica por força do carácter mais elaborado da interação escrita e o primado da interação. Neste âmbito, procuraremos demonstrar que o delinear de estratégias de ativação da aprendizagem (Pereira et al., 2007) tem como resultado o envolvimento dos estudantes nos processos conjuntos de análise.
- Aspetos da realidade do português como língua oficial em Timor-Leste: uma reflexão dez anos depois da independênciaPublication . Batoréo, Hanna; Almeida, Nuno; Lourenço, SoraiaO presente estudo tem por objetivo refletir sobre alguns aspetos da situação do Português como Língua Oficial (LO) em Timor-Leste (TL) e sobre a forma como a língua portuguesa (LP) é estudada, perspetivada e avaliada, assim como ensinada dez anos depois da independência do país (2002 – 2012), numa sociedade multilingue como a timorense (cf. Bibliografia). Num primeiro momento, propomo-nos refletir acerca da competência comunicativa de aprendentes/falantes de português língua não materna (PLNM) em que esta assume características de L2 (Lourenço 2011). Pretende-se, ainda, apresentar propostas para uma clarificação da análise da componente escrita, de modo a consciencializar os utilizadores da língua para o seu nível de proficiência em língua portuguesa num determinado momento de aprendizagem. Num segundo momento, na sequência de Almeida (2011 e 2012), reflete-se sobre o PLNM na administração pública em TL, relatando dois exemplos de experiência profissionais específicos: o dos cursos de PLNM para a administração pública e o do funcionamento do projeto da consultoria linguística. Por fim, num terceiro momento, foca-se o interesse sobre os prós e os contras da introdução do recém-apresentado projeto Política da Educação Multilingue Baseada na Língua Materna (cf. Batoréo 2012).
- Ce que parler veut dire/O que falar quer dizer. Apresentação e análise do livro de Pierre BourdieuPublication . Almeida, Carla Aurélia de; VirgílioEste capítulo analisa a obra de Pierre Bourdieu, intitulada “Ce que parler veut dire. L’économie des échanges linguistiques”, obra publicada em 1982, pela Fayard, tendo por base a multiplicidade de leituras críticas de grandes obras que influenciaram as correntes modernas da Linguística. A obra em análise constitui uma reflexão sobre o falar como “objeto simbólico” (Bourdieu, 1982, p. 9): Pierre Bourdieu faz uma leitura aprofundada dos caminhos traçados por diferentes autores e modelos teóricos da Linguística. Realizando uma análise das teorias, conceitos e metodologias que se inscrevem no âmbito do paradigma da Linguística Estrutural e da Linguística Generativa, confronta estas teorizações com as correntes teóricas que surgiram no âmbito do estudo da Semântica, da Pragmática e da Sociolinguística e que se abriram ao estudo da linguagem em contexto de uso. É no âmbito desta análise aprofundada dos modelos e instrumentos de análise da Linguística que se compreende a importância desta obra para a Sociolinguística, a Sociologia da Linguagem e para as correntes modernas da Linguística. Com efeito, a expressão “querer dizer” remete para o cálculo que os interactantes fazem, em contexto interativo, da intencionalidade comunicativa e/ou sentido das trocas discursivas nas interações. O presente capítulo demonstra que Bourdieu aprofunda as análises semânticas e pragmáticas que se focam nestas questões da intencionalidade e do sentido para se focar no poder simbólico ou na eficácia simbólica do discurso que decorre do poder delegado que se atribui ao locutor como porta-voz do seu estatuto e/ou posição na estrutura social.
