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- Ernst Bloch e a conversão utópicaPublication . Ferraro, GianfrancoO artigo tenta investigar a abordagem à utopia de Ernst Bloch, focando-se em particular no Espírito da utopia. A partir da interpretação de Miguel Abensour da utopia como forma de “conversão”, e através das reflexões de Pierre Hadot sobre a história da conversão como fenómeno espiritual que interseta quer a filosofia quer a religião, o artigo estuda a modalidade com que uma conversão utópica se define em Bloch. A consequência desta reflexão consiste na possibilidade de abordar a própria filosofia de Bloch, tal como a tradição utópica no seu todo, dentro do horizonte da filosofia como maneira de viver, conforme a abordagem de Hadot: uma modalidade filosófica esta, característica da Antiguidade, mas também presente na modernidade, caracterizada por técnicas e práticas de escrita que visam, mais do que a uma compreensão teórica dos fenómenos, a uma transformação das práticas de vida. Recuperando esta modalidade filosófica, Bloch abre o caminho para uma espiritualidade política na qual se enraíza, por fim, a potência transformativa da própria utopia.
- The late Foucault: ethical and political questionsPublication . Ferraro, Gianfranco; Faustino, MartaMichel Foucault is one of the most important and controversial thinkers of the twentieth century and one of the leading figures in contemporary Western intellectual life and debate. The recent publication of his last lecture courses at the Collège de France (1981-1984), together with the short texts, essays, and interviews from the same period, have sparked new interest in his work, allowing for a new understanding of his philosophical trajectory and challenging several interpretations produced over the last few decades. In this later phase of his thinking, Foucault deepens and expands the course of his preceding works on the genealogy of subjectivity, while at the same time adding a significant ethical and political dimension to it. His focus on the ancient ethics of care of the self and technologies of self-constitution during this period adds important nuances to his previous positions on power, truth, and subjectivity, shedding new light on his philosophical endeavour as a whole and situating his reflections at the centre of current moral debates. Focusing on the last stage of Foucault's thought, this book brings together international scholars to relaunch the critical debate on the significance of Foucault's so-called “ethical turn” and to discuss the ways in which the perspectives offered by Foucault in this period might help us to unravel modernity, giving us the tools to understand and transform our present, ethically and politically.
- An unnatural history of destruction: catastrophe and the cityPublication . Ferraro, GianfrancoThis chapter focuses on the urban space as a space of catastrophe. In particular, it considers earthquakes and human-caused destructive events. By drawing on Foucault’s notion of heterotopias, De Martino’s reflections on cultural apocalypses and Assmann’s notion of cultural memory, it reveals the key role played by catastrophes in the recreation and re-imagination of urban spaces. It also considers their relevance to art – in particular architecture, sculpture, and poetry – when it comes to reconfiguring forms of living and recreating a common ethos for survivors and inhabitants.
- Modernidade e ascese: Nietzsche e Weber, leitores da ReformaPublication . Ferraro, GianfrancoEm diferentes partes da sua obra, Friedrich Nietzsche ataca frontalmente a tradição luterana alemã, polemizando com os «ideais ascéticos» antimodernos e antirre-nascentistas, por ela levados no coração da modernidade, até provocar a sua decadência. No seguimento de Nietzsche, analisando os processos de secularização da modernidade, Max Weber destaca a ligação entre a ascese protestante, baseada na justificação através da fé e na noção de Beruf, o nascimento do individualismo capitalista ocidental e a mecânica burocrática dos Estados modernos. Colocando as abordagens destes dois autores no quadro do debate sobre a secularização e a teologia política da modernidade, este ensaio procura focar a importância das «técnicas de vida» e da ascese como instrumentos de transformação das condutas, assim como o papel que esta transformação tem para a compreensão da modernidade pós-luterana, e, por fim, a aposta teológico-política do confronto atual entre o ecumenismo espiritual das igrejas cristãs e o niilismo governamental da «gaiola de aço» globalizada.
- Entrevista a Roberto EspositoPublication . Ferraro, GianfrancoRoberto Esposito (Piano di Sorrento, Itália, 1950) é um dos maiores filósofos viventes. É considerado um dos pensadores de referência do pensamento italiano contemporâneo e da reflexão sobre a biopolítica. É, atualmente, professor de filosofia teorética na Scuola Normale Superiore de Pisa, em Itália.
- Entrevista a Frei Betto. Contra a servidão voluntária: o Brasil, a Igreja de Francisco e o futuro da teologia da libertaçãoPublication . Ferraro, GianfrancoFrei Betto (Carlos Alberto Libânio Christo) nasceu em Belo Horizonte, Brasil, em 1944. É frade dominicano e teólogo, estando entre os expoentes mais relevantes e internacionalmente reconhecidos da «teologia da libertação». Militante de movimentos pastorais e sociais, resistiu à ditadura militar brasileira, sob a qual foi preso e sofreu tortura: relatou exta experiência em Batismo de sangue (Prêmio Jabuti, 1982) e em Cartas da prisão (1977). Foi ativo na construção de Comunidades Eclesiais de Base e, durante o primeiro Governo Lula, foi assessor da Presidência do Brasil para o programa Fome Zero. Politicamente próximo das experiências socialistas da América do Sul, assessorou vários governos, especialmente o cubano, nas relações Igreja católica-Estado. Entre as dezenas de obras que escreveu, podem ser mencionadas: Fidel e a religião (1985), A obra do artista (1995), Hotel Brasil (1999), A arte de semear estrelas (2007), Um Homem chamado Jesus (2009), Mística e espiritualidade (com L. Boff, 2010), Fome de Deus (2014), Reinventar a vida (2014), Paraíso perdido (2015), Um Deus muito humano (2015), Fé e afeto (2019), e Jesus militante (2022).
- História Global das UtopiasPublication . Ferraro, Gianfranco; Franco, José EduardoEstudar a História Global das Utopias abre-nos um campo de investigação inédito sobre as muitas formas através das quais uma sociedade e os seus indivíduos determinam os quadros teóricos e práticos de repensamento e ultrapassagem dos seus próprios limites. Mais ainda, sem esquecer o conteúdo prático que qualquer abordagem à utopia traz consigo, este projeto implica uma reflexão sobre o substrato antropológico como tal, verdadeiramente global e, simultaneamente, subjetivo, que a utopia revela, no seu incansável desejo de transformar o presente e de oferecer novos e diferentes caminhos à humanidade, até quando o horizonte de uma forma histórica de humanidade parece mais fechado.
- Apresentação — Santo Inácio de Loyola e as suas conversõesPublication . Ferraro, Gianfranco; Lind, Andreas GonçalvesO nosso dossiê resulta de uma jornada de estudos realizada no Centro de Estudos Globais da Universidade Aberta, em dezembro de 2022, dedicada a repensar a conversão de Inácio de Loyola numa perspetiva interdisciplinar. O objetivo foi ir além da sua relevância histórica e explorar o fenómeno da conversão como chave para compreender dimensões mais amplas da espiritualidade humana. Para compreender os múltiplos aspetos da conversão inaciana, fomos explorando a conversão de Inácio, a partir de uma abordagem multidisciplinar da espiritualidade, investigando os exemplos e os arquétipos que a influenciaram. É neste contexto que procurámos investigar o seu significado, no seu prisma antropológico, psicológico e teológico, questionando a atualidade de uma transformação da existência que, talvez, ainda diga hoje respeito a todas as pessoas humanas.
- Entrevista a Oswaldo Giacoia Jr.Publication . Ferraro, GianfrancoOswaldo Giacoia Jr. é professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Tem bacharelado e mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), bacharelado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). É doutor em Filosofia pela Freie Universität Berlin. Fez pós-doutorado em Filosofia: Berlim (Freie Unversität Berlin); Viena (Universität Wien); e Lecce (Università del Salento). É investigador do Programa de Produtividade em Pesquisa do CNPq. Foi presidente da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (Anpof). Exerceu a função de coordenador do comité assessor da área académica de Filosofia nas instituições governamentais Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações; e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), vinculada ao Ministério da Educação. É membro do comité científico dos periódicos internacionais Nietzsche-Studien (Walter de Gruyter) e Schopenhaueriana. Collana del Centro Interdipartamentale di Ricerca su Arthur Schopenhauer dell’Università del Salento. É autor, entre outros, dos seguintes livros: Sala de espelhos. Nietzsche e o perspectivismo (Curitiba: Kotter, 2023); O leitor de Nietzsche (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2022); Ressentimento e vontade (Rio de Janeiro: Via Verita, 2021); Agamben. Por uma ética da vergonha e do resto (São Paulo: n.º 1, 2018); Nietzsche. O humano como memória e como promessa (Petrópolis: Vozes, 2013); Heidegger urgente. Introdução a um novo pensar (São Paulo: Três Estrelas, 2013).
- Entrevista a Pedro Pires, ex-Presidente da República de Cabo Verde e Presidente da Fundação Amílcar CabralPublication . Ferraro, GianfrancoPara assinalar e homenagear o 50.º aniversário da independência da República de Cabo Verde, ocorrida a 5 de julho de 1975, tivemos a honra de entrevistar um dos seus maiores protagonistas e verdadeiro Pai da Nação cabo-verdiana, o Presidente Pedro Pires, nascido em 1934 na ilha do Fogo: líder da luta de libertação nacional durante a guerra anticolonial, ao lado de Amílcar Cabral e Aristides Pereira; chefe da Delegação do PAIGC nas negociações com os portugueses após a Revolução dos Cravos; primeiro-ministro entre 1975 e 1991; e, por fim, Presidente da República de 2001 a 2011. Com ele, revisitámos alguns momentos decisivos da história recente daquela que é hoje, graças à luta dos povos das ex-colónias e à Revolução dos Cravos, uma república irmã de Portugal. O Presidente Pedro Pires é atualmente presidente da Fundação Amílcar Cabral, que em 2024 celebrou o centenário do nascimento desta figura central da luta e da reflexão anticolonial.
