Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP
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Percorrer Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- 26 anos da rota do românico: balanço, impacto e perspetivasPublication . Teixeira, Soraia; Câmara, Maria Alexandra Gago daO presente estudo realiza um balanço dos 26 Anos da Rota do Românico, destacando o seu percurso enquanto instrumento de valorização cultural e patrimonial nos Vales do Sousa, Tâmega e Douro. O trabalho propõe-se a identificar os seus impactos sociais, económicos e patrimoniais deste projeto. Para tal, recorreu-se a uma abordagem multidimensional, desde a revisão bibliográfica, à análise documental e entrevista aos técnicos da rota. Os resultados evidenciam que a Rota do Românico desempenha um papel relevante na promoção do património cultural, incentivando a preservação e o turismo, enquanto contribui para a dinamização económica das comunidades locais. Contudo, identificam-se também desafios na gestão patrimonial e sustentabilidade das rotas, nomeadamente com a proposta de expansão a toda a Região Norte de Portugal. O estudo propõe perspetivas de futuro, sugerindo estratégias de preservação dos bens patrimoniais e das comunidades locais. Este estudo reforça a importância das rotas culturais como instrumentos de valorização patrimonial e desenvolvimento regional, oferecendo uma análise crítica do impacto acumulado ao longo de mais de duas décadas do caso concreto da Rota do Românico.
- Análise espacial e aplicação de grafos no entendimento dos objetos de placas de xisto da pré-história recente de PortugalPublication . Ribeiro, Pedro Renato Reis; Figueiredo, Alexandra; Évora, MarinaEsta dissertação de mestrado em Estudos do Património incide sobre um fenómeno marcante da pré-história do sudoeste da Península Ibérica: as placas de xisto gravadas. Propõese uma análise inovadora dos dados do registo arqueológico, integrando o tratamento em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com a Teoria dos Grafos. Esta abordagem beneficia dos avanços tecnológicos impulsionados pela era digital e pela análise de sistemas de relacionamentos complexos. O fenómeno das placas de xisto gravadas, atribuído ao período entre o Neolítico Final e a Idade do Cobre, atuou como um polo de difusão e possivelmente de partilha cultural entre comunidades. Através de objetos com características morfológicas e simbólicas similares, estas comunidades estabeleceram redes de interação num vasto território, superando as dificuldades de circulação da época. A convergência entre os atributos intrínsecos de cada placa e os dados espaciais dos locais de achado permite compreender a extensão deste fenómeno e as motivações da sua utilização. O estudo aqui elaborado explora o potencial de tecnologias emergentes, sobretudo a utilização das bases de dados de Grafos na investigação arqueológica e patrimonial, procurando abrir novos caminhos metodológicos para o estudo do património português. Esta investigação não tem a ambição de apresentar uma nova interpretação ou uma reinterpretação explicativa do seu significado e funções acerca do fenómeno que são as placas de xisto gravadas encontradas e registadas em território português. Procura alargar o conhecimento sobre as placas e apontar pistas para futuras investigações.
- A arqueologia no Instituto de Coimbra vista através da correspondência postal recebidaPublication . Matos, Sérgio Filipe Félix Pacheco de; Cardoso, João LuísO Instituto de Coimbra foi uma academia científica e literária fundada em 1852, tendo a sua última acta registada em 1985. Tratava-se de uma academia multi-disciplinar criada para prosseguir activamente o desenvolvimento do Saber nas mais variadas áreas da Ciência e da Literatura, em linha com o espírito da época. A presente dissertação propõe-se abordar a área de Arqueologia no Instituto de Coimbra através da correspondência postal recebida por aquela instituição. Nessa medida, começaremos por fazer uma pequena resenha histórica e orgânica do Instituto de Coimbra e da sua secção de arqueologia. Falaremos depois nos congressos luso-espanhóis para o progresso das ciências e do papel do Instituto de Coimbra na organização dos mesmos. Será também apresentada uma pequena biografia de cada um dos arqueólogos que se corresponderam com o Instituto de Coimbra, seguindo-se por último a análise das cartas e bilhetes postais em questão.
- Arquitectura religiosa em Angola: o desconhecido modernoPublication . Matos, Susana Paula Cid de; Câmara, Maria Alexandra Gago daEste trabalho pretende dar a conhecer a significância da Arquitetura Religiosa Moderna em Angola. Articula-se com uma primeira parte de enquadramento sobre o tema da tipologia religiosa no âmbito da arquitetura representativa do Movimento Moderno, seguindose de uma abordagem sobre referências para a Arquitetura Moderna Religiosa em Angola. Na segunda parte do trabalho apresentam-se exemplares que foram erguidos por todo o território e é também um pretexto para contar a história de Angola através da sua arquitetura, mais especificamente, a religiosa. É evidenciada a importância da Igreja Católica na história de Angola e da arquitetura que a mesma produz, num período em que o Estado Novo se depara com a aceitação da inovação, do progresso e da tecnologia.
- A arte indo-portuguesa na IIha de Moçambique: um intercâmbio de formas e de gostosPublication . Teixeira, Sara Martins Domingues de Sousa; Câmara, Maria Alexandra Gago daEsta dissertação tem como propósito dar a conhecer parte do património artístico da Ilha de Moçambique, cuja urgência em o salvaguardar, levou à constituição de importantes núcleos de arte indo-portuguesa, nomeadamente os Museus de Arte Sacra e o de Artes Decorativas, criados pela Comissão de Monumentos e Relíquias Históricas de Moçambique durante o Estado Novo, no virar de 1969 para 1970, altura em que a Ilha se tornava uma atração turística. Nela contextualiza-se a marcada presença indiana na arte aplicada à arquitetura, na arte sacra e no mobiliário existentes na Ilha de Moçambique, onde se preservam peças de elevado valor artístico e histórico, do séc. XVI à primeira metade do séc. XX, resultado da fusão da cultura portuguesa com culturas orientais do Índico. Neste estudo é dado particular enfoque ao património móvel, que constitui as coleções do MUSIM (Museus da Ilha de Moçambique), a instituição estatal tutelada pela cultura na qual se inserem os museus onde se localizam a maior parte das peças nele referidas e apresentadas. A presente investigação engloba igualmente peças de outras coleções estatais e particulares da Ilha de Moçambique e também de Maputo, como uma amostra do que se preservou desta arte em território moçambicano. Este trabalho desvenda, em paralelo, a história e a cultura desta cidade, que é Património da Humanidade e ao revelar-se o caminho percorrido para a salvaguarda do seu legado, registamse as principais ações decorridas nos períodos colonial e no pós-colonial para a sua divulgação e valorização, visando a preservação de memórias coletivas.
- Azulejaria de Santarém nos séculos XVII e XVIII: revisitar um património azulejar in situPublication . Valente, António Francisco Baptista; Câmara, Maria Alexandra Gago daA azulejaria em Portugal nos séculos XVII e XVIII é marcada pelo despontar da criação de peças figurativas de elevado valor artístico, em paralelo com outros trabalhos mais simples, todavia de grande efeito decorativo. Os azulejos converteram-se numa aplicação muito comum no revestimento de interiores das igrejas e dos conventos. Pretendeu-se com a presente dissertação estudar algumas dessas obras integradas nos Templos da cidade de Santarém e, dessa forma, dar a conhecer o quanto a azulejaria escalabitana é um marco importante na história da arte em Portugal. Os enxaquetados em azul e branco, ou o verde e branco que podemos admirar num grande número de igrejas são uma particularidade da azulejaria portuguesa da qual estudámos alguns exemplos. Este revestimento decorativo nas paredes dá ao observador a perceção de um movimento rítmico diagonal, como podemos constatar nas Igrejas de Santa Maria de Marvila ou de Santa Iria. Pretendeu-se ainda estudar como as contingências políticas e económicas resultantes da perda da independência (1580-1640) e a consequente Guerra da Restauração, levaram os azulejadores a encontrar diversos expedientes no incremento da conceção das suas obras. Procurámos ainda verificar que, como numa contrapartida à perda de qualidade dos temas figurativos, o repertório decorativo vai enriquecer a sua inspiração nos tecidos, nos bordados, nos tapetes e nas formas vegetalistas. Esta transformação é algo especificamente que está muito bem representado na azulejaria em Portugal, particularmente em Santarém. Se na primeira metade do século XVII dominaram os chamados azulejos de tapete, com paredes inteiras revestidas desta forma, na primeira metade do século XVIII impera sobretudo ojpo azul e branco. A redução da paleta cromática à cor azul permitiu, como constatámos, criar uma riqueza pictórica nas grandes representações figurativas como as da Capela Dourada, da Sacristia da Igreja dos Capuchos ou a dos corredores e escadarias do Paço Episcopal.
- Caminhos para a valorização do património arqueológico industrial do concelho de Alcanena: a indústria de curtumesPublication . Pimenta, Carole; Évora, MarinaEm Alcanena, o património industrial na área dos curtumes tem um significado particularmente marcante devido à importância que a atividade de curtimenta teve e continua a ter para a população, sendo a indústria predominante. Os testemunhos materiais desta atividade, como os espaços fabris, os patrimónios culturais relacionados com esta indústria, continuam visíveis na paisagem do território, mas perderam sentido. Com a abertura dos mercados e o surgimento de materiais plásticos, os fabricantes de sola de couro não resistiram, e tal ditou o fim do fabrico da Sola de Tipo A – Alcanena. Este era um produto caraterístico da região devido à água calcária que se encontra no território que é muito alcalina. No entanto, tal não impede o surgimento de unidades fabris mais modernas, continuando Alcanena a se destacar como centro nacional de referência no setor do couro. Este trabalho pretende dar a conhecer, valorizar e divulgar os testemunhos do património industrial oriundos dos curtumes, com foco no saber fazer da sola. O seu processo de curtimenta era diferente de uma pele para calçado. Um couro para a sola é um produto que não tem acabamentos depois de enxugar, necessitando apenas de ser corrido a batido com maças. Difere dos processos que se aplicam à curtimenta de pele para calçado, por exemplo, sendo os mesmos que ainda existem hoje, mas já modernizados e muito mais evoluídos. Tal não se aplica à sola como se pode constatar no Capítulo 6, em que é explicado como todo o processo era realizado. Para recuperar um saber-fazer característico do Concelho de Alcanena, os testemunhos orais de antigos operários revelaram-se fundamentais. Sem essas memórias vivas, não teria sido possível salvaguardar e valorizar um conhecimento enraizado, que foi determinante para moldar a identidade e a história de Alcanena tal como a conhecemos hoje. Estes testemunhos orais podem ser acedidos através dos QR Codes que se encontram no capítulo 6.2 – Antigos processos de curtimenta da sola de tipo A - Alcanena e contextualização dos objetos.
- Casa de brasileiros de Paços de Ferreira: “Ecletismo e Exuberância”Publication . Barros, Maria da Assunção da Silva; Câmara, Maria Alexandra Gago daO património edificado dos brasileiros, no apogeu do século XIX e no alvor do século XX, tem despertado interesse por parte de investigadores que, através dos seus trabalhos, têm contribuído para o despertar de novos estudos. Nesse sentido, debruçamo-nos sobre as Casas de brasileiros do Concelho de Paços de Ferreira. Para compreender a sua génese, recorremos à investigação histórica e sociológica da emigração oitocentista de Portugal para o Brasil e da influência que o seu retorno teve no património arquitetónico. Conscientes da influência que os brasileiros exerceram no património do Concelho, analisamos as alterações introduzidas na arquitetura Civil e os novos elementos estruturais na edificação das suas habitações. Deparámo-nos com um património arquitetónico que urge descobrir o seu significado na História da Arte e da Cultura, só assim, conseguiremos que esta valiosa herança não desapareça.
- O colecionismo em Manuel Teixeira Gomes: contributos para o seu estudoPublication . Silva, Ricardo Manuel da Mota e; Flor, PedroManuel Teixeira Gomes (1860-1941), senhor de uma vasta cultura artística, amante e consumidor de arte, ao longo da sua vida adquiriu – durante o período em que foi diplomata em Londres (1911-1923) em casas de leilões, antiquários e marchands – um conjunto relevante de medalhística, objetos de arte e peças decorativas (ocidentais e orientais). Parte desta coleção foi alienada em quatro leilões realizados na capital inglesa, nos últimos meses de 1923, e o restante enviado para Portugal servindo de recheio à mansão que comprou em Caxias (a casa da Gibalta), onde perspetivava residir após findar o mandato como Chefe de Estado. Contudo, a inesperada renúncia, em dezembro de 1925, ao cargo e o seu autoexílio conduziram ao desmembramento desta coleção através de ofertas a amigos e, em grande medida, de doações a instituições públicas portuguesas como a Casa da Moeda e a museus, como o Museu Nacional de Arte Contemporânea, o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional Machado de Castro, o Museu Municipal do Porto e o Museu Municipal da Cidade de Lisboa. Após o seu falecimento, em outubro de 1941, o remanescente da coleção que permanecia na casa da Gibalta rumou a Portimão tendo, entre 1999 e 2007, parte da sua coleção sido comprada em leilões pelo Museu de Portimão o qual conta no seu espaço com o núcleo Manuel Teixeira Gomes – viajante, político e escritor onde estão expostas catorze das cento e seis peças da coleção que futuramente integrará o novo Núcleo Museológico Casa Manuel Teixeira Gomes.
- As cozinhas na Inglaterra dos séculos XV e XVI: recheios, práticas e receitasPublication . Duarte, Catarina de Almeida Pereira; Gonçalves, Carla Alexandra“Uma imagem vale mais do que mil palavras”, afirma o popular ditado português e não poderíamos estar mais de acordo. Esta dissertação pretende criar uma passagem visual, através da arte, para o quotidiano daqueles que viveram na Inglaterra dos séculos XV e XVI, focando-se especificamente nos espaços que, as diferentes classes sociais utilizavam para processar, cozinhar e consumir alimentos, incluindo peças de mobiliário, utensílios e demais acessórios. A alimentação, receitas e restantes práticas culinárias não podiam, naturalmente, ser deixadas de fora deste trabalho, não só pela sua ligação primordial com as cozinhas, mas também pela sua suprema importância como património imaterial. As fontes iconográficas, assim como os espaços e objetos, medievais e modernos, referidos nesta dissertação fazem parte do património material europeu, o nosso trabalho constituirá então, não apenas um estudo teórico, mas também uma pequena coleção de imagens históricas relacionadas com a alimentação e as cozinhas, que poderá também vir a ser útil para futuros estudos relacionados com o assunto em epigrafe.
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