Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP
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- 26 anos da rota do românico: balanço, impacto e perspetivasPublication . Teixeira, Soraia; Câmara, Maria Alexandra Gago daO presente estudo realiza um balanço dos 26 Anos da Rota do Românico, destacando o seu percurso enquanto instrumento de valorização cultural e patrimonial nos Vales do Sousa, Tâmega e Douro. O trabalho propõe-se a identificar os seus impactos sociais, económicos e patrimoniais deste projeto. Para tal, recorreu-se a uma abordagem multidimensional, desde a revisão bibliográfica, à análise documental e entrevista aos técnicos da rota. Os resultados evidenciam que a Rota do Românico desempenha um papel relevante na promoção do património cultural, incentivando a preservação e o turismo, enquanto contribui para a dinamização económica das comunidades locais. Contudo, identificam-se também desafios na gestão patrimonial e sustentabilidade das rotas, nomeadamente com a proposta de expansão a toda a Região Norte de Portugal. O estudo propõe perspetivas de futuro, sugerindo estratégias de preservação dos bens patrimoniais e das comunidades locais. Este estudo reforça a importância das rotas culturais como instrumentos de valorização patrimonial e desenvolvimento regional, oferecendo uma análise crítica do impacto acumulado ao longo de mais de duas décadas do caso concreto da Rota do Românico.
- Acção e património da Junta Nacional do Vinho: 1937-1986Publication . Pereira, Maria da Conceição Freire de Brito; João, Maria IsabelResumo - A história recente da vitivinicultura em Portugal, passa pelos documentos, objectos e edifícios deixados pela Junta Nacional do Vinho, pois este organismo de coordenação económica conduziu o sector vitivinícola, durante décadas (1937-1986). Quando foi extinta, a JNV deixou um extenso património herdado pelo Instituto da Vinha e do Vinho que urge salvaguardar. Com esse objectivo foi elaborado o presente estudo, abordando as seguintes questões: A justificação para a criação da Junta Nacional do Vinho, cuja função principal era a regularização de mercado, remonta ao início do século XX quando surgiram os problemas no sector vitivinícola, devido ao excesso de produção de vinho, a falta de escoamento e de qualidade do produto, bem como a desorganização de mercados. A acção da JNV desenvolveu-se no âmbito dos vinhos comuns em torno destas vertentes. Ao longo da sua actividade contribuiu para a modernização e organização do sector, para a divulgação e conhecimentos em torno do vinho e para o fomento de adegas cooperativas vitivinícolas, em termos nacionais. Os vestígios das actividades desenvolvidas pela JNV, durante o período de quase meio século, representam o testemunho histórico da actividade vitivinícola durante o Estado Novo, permitindo justificar o interesse na preservação do seu património, constituído, respectivamente pelo espólio museológico e bibliográfico, e pelos edifícios, devidamente apetrechados com equipamento tecnológico representativo da época, dispersos de Norte a Sul do País. Por fim foram sugeridas hipóteses para a salvaguarda deste património permitindo a conservação dos registos e das memórias de um passado recente para as gerações vindouras
- Análise espacial e aplicação de grafos no entendimento dos objetos de placas de xisto da pré-história recente de PortugalPublication . Ribeiro, Pedro Renato Reis; Figueiredo, Alexandra; Évora, MarinaEsta dissertação de mestrado em Estudos do Património incide sobre um fenómeno marcante da pré-história do sudoeste da Península Ibérica: as placas de xisto gravadas. Propõese uma análise inovadora dos dados do registo arqueológico, integrando o tratamento em Sistemas de Informação Geográfica (SIG) com a Teoria dos Grafos. Esta abordagem beneficia dos avanços tecnológicos impulsionados pela era digital e pela análise de sistemas de relacionamentos complexos. O fenómeno das placas de xisto gravadas, atribuído ao período entre o Neolítico Final e a Idade do Cobre, atuou como um polo de difusão e possivelmente de partilha cultural entre comunidades. Através de objetos com características morfológicas e simbólicas similares, estas comunidades estabeleceram redes de interação num vasto território, superando as dificuldades de circulação da época. A convergência entre os atributos intrínsecos de cada placa e os dados espaciais dos locais de achado permite compreender a extensão deste fenómeno e as motivações da sua utilização. O estudo aqui elaborado explora o potencial de tecnologias emergentes, sobretudo a utilização das bases de dados de Grafos na investigação arqueológica e patrimonial, procurando abrir novos caminhos metodológicos para o estudo do património português. Esta investigação não tem a ambição de apresentar uma nova interpretação ou uma reinterpretação explicativa do seu significado e funções acerca do fenómeno que são as placas de xisto gravadas encontradas e registadas em território português. Procura alargar o conhecimento sobre as placas e apontar pistas para futuras investigações.
- A Anja de José RodriguesPublication . Silva, Yolanda; Gonçalves, Carla AlexandraThis dissertation analyses the sculpture Anja (1996), by Master José Rodrigues, as a work of synthesis and rupture within the landscape of contemporary Portuguese public art. The study is structured around three fundamental axes: the artistic trajectory of José Rodrigues and his investigation into female corporeality and the sacred; the iconographic genealogy of the angel, from the influences of ancient cultures to the contemporary period; and an iconological reading of the work in its original urban context – Praça de Lisboa (formerly Praça do Anjo), in Porto. Through a methodology that articulates Panofsky and Warburg's iconology – mediated by Didi-Huberman’s reading of the image as symptom and as survival – with Pierre Nora's concept of lieu de mémoire and Martin Heidegger's notion of world, the dissertation demonstrates that Anja breaks with angelological tradition by presenting a nude, fragmented and exposed female figure, merging the sacred and the profane. The analysis of the site reveals a deliberate symbolic inversion: where the female body was historically confined (in the Recolhimento do Anjo), José Rodrigues proposes its public exposure. The research concludes that Anja did not find its world – the urban space, itself in an identity crisis, failed to offer the conditions for the work to take root. Nevertheless, despite its theft and mutilation in 2006, the sculpture persists as a critical memory of the city, interrogating the relationship between public art, vulnerability and urban amnesia. Anja thus transcends its materiality to become an object of consciousness –and, perhaps, a promise of a time yet to come.
- A arqueologia no Instituto de Coimbra vista através da correspondência postal recebidaPublication . Matos, Sérgio Filipe Félix Pacheco de; Cardoso, João LuísO Instituto de Coimbra foi uma academia científica e literária fundada em 1852, tendo a sua última acta registada em 1985. Tratava-se de uma academia multi-disciplinar criada para prosseguir activamente o desenvolvimento do Saber nas mais variadas áreas da Ciência e da Literatura, em linha com o espírito da época. A presente dissertação propõe-se abordar a área de Arqueologia no Instituto de Coimbra através da correspondência postal recebida por aquela instituição. Nessa medida, começaremos por fazer uma pequena resenha histórica e orgânica do Instituto de Coimbra e da sua secção de arqueologia. Falaremos depois nos congressos luso-espanhóis para o progresso das ciências e do papel do Instituto de Coimbra na organização dos mesmos. Será também apresentada uma pequena biografia de cada um dos arqueólogos que se corresponderam com o Instituto de Coimbra, seguindo-se por último a análise das cartas e bilhetes postais em questão.
- Arquitectura religiosa em Angola: o desconhecido modernoPublication . Matos, Susana Paula Cid de; Câmara, Maria Alexandra Gago daEste trabalho pretende dar a conhecer a significância da Arquitetura Religiosa Moderna em Angola. Articula-se com uma primeira parte de enquadramento sobre o tema da tipologia religiosa no âmbito da arquitetura representativa do Movimento Moderno, seguindose de uma abordagem sobre referências para a Arquitetura Moderna Religiosa em Angola. Na segunda parte do trabalho apresentam-se exemplares que foram erguidos por todo o território e é também um pretexto para contar a história de Angola através da sua arquitetura, mais especificamente, a religiosa. É evidenciada a importância da Igreja Católica na história de Angola e da arquitetura que a mesma produz, num período em que o Estado Novo se depara com a aceitação da inovação, do progresso e da tecnologia.
- A arte indo-portuguesa na IIha de Moçambique: um intercâmbio de formas e de gostosPublication . Teixeira, Sara Martins Domingues de Sousa; Câmara, Maria Alexandra Gago daEsta dissertação tem como propósito dar a conhecer parte do património artístico da Ilha de Moçambique, cuja urgência em o salvaguardar, levou à constituição de importantes núcleos de arte indo-portuguesa, nomeadamente os Museus de Arte Sacra e o de Artes Decorativas, criados pela Comissão de Monumentos e Relíquias Históricas de Moçambique durante o Estado Novo, no virar de 1969 para 1970, altura em que a Ilha se tornava uma atração turística. Nela contextualiza-se a marcada presença indiana na arte aplicada à arquitetura, na arte sacra e no mobiliário existentes na Ilha de Moçambique, onde se preservam peças de elevado valor artístico e histórico, do séc. XVI à primeira metade do séc. XX, resultado da fusão da cultura portuguesa com culturas orientais do Índico. Neste estudo é dado particular enfoque ao património móvel, que constitui as coleções do MUSIM (Museus da Ilha de Moçambique), a instituição estatal tutelada pela cultura na qual se inserem os museus onde se localizam a maior parte das peças nele referidas e apresentadas. A presente investigação engloba igualmente peças de outras coleções estatais e particulares da Ilha de Moçambique e também de Maputo, como uma amostra do que se preservou desta arte em território moçambicano. Este trabalho desvenda, em paralelo, a história e a cultura desta cidade, que é Património da Humanidade e ao revelar-se o caminho percorrido para a salvaguarda do seu legado, registamse as principais ações decorridas nos períodos colonial e no pós-colonial para a sua divulgação e valorização, visando a preservação de memórias coletivas.
- Azulejaria de Santarém nos séculos XVII e XVIII: revisitar um património azulejar in situPublication . Valente, António Francisco Baptista; Câmara, Maria Alexandra Gago daA azulejaria em Portugal nos séculos XVII e XVIII é marcada pelo despontar da criação de peças figurativas de elevado valor artístico, em paralelo com outros trabalhos mais simples, todavia de grande efeito decorativo. Os azulejos converteram-se numa aplicação muito comum no revestimento de interiores das igrejas e dos conventos. Pretendeu-se com a presente dissertação estudar algumas dessas obras integradas nos Templos da cidade de Santarém e, dessa forma, dar a conhecer o quanto a azulejaria escalabitana é um marco importante na história da arte em Portugal. Os enxaquetados em azul e branco, ou o verde e branco que podemos admirar num grande número de igrejas são uma particularidade da azulejaria portuguesa da qual estudámos alguns exemplos. Este revestimento decorativo nas paredes dá ao observador a perceção de um movimento rítmico diagonal, como podemos constatar nas Igrejas de Santa Maria de Marvila ou de Santa Iria. Pretendeu-se ainda estudar como as contingências políticas e económicas resultantes da perda da independência (1580-1640) e a consequente Guerra da Restauração, levaram os azulejadores a encontrar diversos expedientes no incremento da conceção das suas obras. Procurámos ainda verificar que, como numa contrapartida à perda de qualidade dos temas figurativos, o repertório decorativo vai enriquecer a sua inspiração nos tecidos, nos bordados, nos tapetes e nas formas vegetalistas. Esta transformação é algo especificamente que está muito bem representado na azulejaria em Portugal, particularmente em Santarém. Se na primeira metade do século XVII dominaram os chamados azulejos de tapete, com paredes inteiras revestidas desta forma, na primeira metade do século XVIII impera sobretudo ojpo azul e branco. A redução da paleta cromática à cor azul permitiu, como constatámos, criar uma riqueza pictórica nas grandes representações figurativas como as da Capela Dourada, da Sacristia da Igreja dos Capuchos ou a dos corredores e escadarias do Paço Episcopal.
- O Bairro Operário de Portimão : história e patrimónioPublication . Ramos, Fernando Manuel Amaro Barata; Câmara, Maria Alexandra Gago da; Ramos, Paulo OliveiraA Revolução Industrial marcou uma nova ordem económica e social na Europa. O afluxo de população rural às cidades, à procura de melhores condições de vida, obrigou a uma reorganização da urbe, que veio alterar substancialmente o desenho urbano e dotar as cidades de uma nova vivência social e económica. Por várias cidades europeias proliferaram bairros operários, inicialmente com condi-ções de habitabilidade muito reduzidas, abaixo do humanamente exigível, até às con-cepções de melhor qualidade, promovidas tanto por exigência legal, como por iniciativa de alguns empresários. Foram diversas as concepções de habitação operária que ao longo dos anos foram estudadas e aplicadas. Assistiu-se a uma fase de grande experimentação que criou a base para o que hoje se pratica um pouco por todo o mundo. O bairro operário de Portimão, assinalável no contexto da habitação operária em Por-tugal, foi concebido na década de 30 do século XX, ligado à indústria conserveira, emergente na cidade, nessa época. Com o decorrer dos anos foi sendo alterado em fun-ção de necessidades dos seus moradores, mas manteve a sua unidade como bairro. Neste trabalho propõe-se a musealização deste bairro, de modo a preserva-lo e a dá-lo a conhecer à população. O objectivo é marcar este espaço urbano como um testemu-nho da história da cidade, inserido num contexto que a marcou profundamente e a con-dicionou até aos dias de hoje, como factor fundamental para o seu desenvolvimento.
- Bombeiros voluntários de Figueiró dos Vinhos : história e património de uma corporaçãoPublication . Lima, António José da Conceição Silva e; João, Maria IsabelO objectivo principal deste trabalho é prestar homenagem a uma Associação de Bombeiros fundada em 1935 no concelho de Figueiró dos Vinhos e que logrou comemorar as suas bodas de diamante em 2010. Porém, o espaço temporal da narração alarga-se, recuando até finais do século XIX, em busca das motivações e das dinâmicas que conduziram à sua criação em 1935. Em 5 capítulos narra-se a história da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Figueiró dos Vinhos, desde os seus alvores e a sua génese difícil e atribulada, até à sua progressiva instalação e crescimento, culminando numa instituição que se tornou basilar e fundamental para a comunidade do concelho de Figueiró dos Vinhos. O período temporal onde se enquadram os seus 75 anos de existência reflecte também o compasso histórico do concelho figueiroense, cujos protagonistas e eventos se atravessam na história da Associação e do seu corpo de bombeiros. A presente monografia também pretende demonstrar a importância do associativismo local. No caso concreto, uma colectividade que se identifica como escola de valores e formadora de uma identidade colectiva coesa, atestada pelas gerações que a serviram e deram corpo às suas simbologias.
