Sociologia | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars
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Percorrer Sociologia | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais::Sociologia"
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- Cidadania adiada: a persistência do abandono escolar de crianças e jovens ciganos/as e a(in)eficácia das políticas educativasPublication . Magano, OlgaA escolaridade tem aumentado em Portugal, mas a população cigana mantém-se distante das taxas gerais. De acordo com os Censos 2021 (INE), 60,2% entre os 25 e os 65 anos tinham completado o ensino secundário, a taxa de analfabetismo era de 3,08% e a taxa de abandono precoce 8,1%. Na população cigana, mais de 70% da população inquirida tinha o 1º ciclo do ensino básico ou menos, em que 27,1% não sabiam ler nem escrever (Mendes, Magano e Candeias, 2014). Segundo o INE (2024), 91,9% da população cigana tem até ao 3º ciclo do Ensino Básico. A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) tem vindo a traçar o Perfil Escolar da Comunidade Cigana. Os dados permitem visualizar a dimensão das crianças e jovens ciganos matriculados nos vários níveis do ensino e verificar que à medida que aumenta o nível, diminui o número de inscritos (DGEEC, 2018, 2020, 2022). É permitido igualmente constatar as retenções e de abandono. No caso das retenções, são sempre superiores a 20% nos vários níveis de ensino, e a taxa de abandono do ensino básico é de 12,6% e no ensino secundário 20% (DGEEC, 2022). Apesar das várias políticas públicas educativas persiste o hiato entre a escolaridade atingida pela população cigana e pela população geral. Nesta comunicação serão analisados os motivos de sucesso e insucesso contando com perspetivas dos vários intervenientes nos processos educativos (famílias, estudantes ciganos e professores). Serão igualmente avaliados impactos das medidas educativas na escolaridade das pessoas ciganas, dado que conhecer a eficácia das políticas e intervir junto dos constrangimentos é fulcral para uma cidadania plena e conter o abandono escolar precoce. A reprodução social e desqualificação limitam o ingresso no mercado de trabalho, remetendo estes jovens e famílias para ciclos de pobreza e de exclusão social (FRA, 2022).
- Could be intercultural mediation the solution to ciganos/roma integration? The Portuguese case and the example of Porto cityPublication . Magano, OlgaFrom the perspective of Giménez Romero (1997), intercultural mediation is a form of intervention by third parties in and around social situations of significant multiculturalism, aimed at achieving recognition of the recognition of the other and bringing the parties closer together, between ethnoculturally different social or institutional actors. However, the need for mediation is generally only emphasised in contexts of vulnerability and social exclusion (Guerra, 2008). Sometimes it is a question of attempts to ‘normalise’ the ‘outsiders’, those who differ from the ‘established’ (Elias and Scotson, 2000 [1965]), from a cultural point of view, since some citizens are viewed with strangeness or even as ‘foreigners’ (Simmel, 1997), spatially and socially settled and segregated from the urban fabric and the city (Wacquant, 2014). Fifty years on from 25 April 1974, the persistence of gypsophobia (Bastos, 2012) and anti-gypsyism (FRA, 2022; Magano and D' Oliveira, 2023) in Portugal is notorious, and the right to non-discrimination and social integration, in the sense of citizenship, has yet to be fulfilled. There have been several attempts to incorporate Ciganos/ Roma mediation professionals, but they have come up against the difficulty of formally recognising the profession. More recently, the creation of teams of Municipal and Intercultural Mediators, within the framework of the Strategic Plan for Migration, the National Strategy for the Integration of Roma Communities 2013-2020 and the Operational Programme for Social Inclusion and Employment (Portugal 2020) in 2018 sought to respond to the need for intercultural intervention with the Ciganos/Roma and immigrant population. The aim of this presentation is to reflect on the role of Ciganos/ Roma mediators, in general in Portugal and in particular in the city of Porto, with regard to the action taken to mediate with Ciganos/ Roma people and families during the period of implementation and execution of the project in the municipality of Porto (March 2019 - April 2022). In this specific case, the results of a survey applied to Ciganos/ Roma people and interviews applied to technicians and mediators will be used to find out what impact the project had on public organisations and Ciganos/Roma and non-Ciganos/Roma residents. The results point to a huge range of activities, roles and expectations attributed to the mediators and the constraints they face in achieving objectives that are sometimes unattainable or beyond the reach of these interveners, who have no power of decision or mobilisation of human and financial resources.
- Crenças na vida após a morte: estigma e marginalização no contexto do espiritismo no FunchalPublication . Cladeira, Mariana Rita; Magano, OlgaEnquadramento: A procura da explicação da vida após a morte sempre povoou o imaginário da mente humana. Quando nos questionamos sobre quem somos, de onde viemos, para onde vamos, sentimos alguma inquietação. A literatura sociológica destaca como a construção social cria padrões tidos como "normais", enquanto desvia aqueles considerados "estigmatizados". Goffman ([1963] 2004) discute como o normal e o estigmatizado são perspetivas geradas em situações sociais. A crença na reencarnação e na comunicação com espíritos, princípios centrais do Espiritismo, é vista como "desviante" em relação às normas religiosas e sociais dominantes, colocando os seus praticantes numa posição de estigma e discriminação. Objetivo: Compreender, do ponto de vista das ciências sociais, o impacto da crença na vida depois da morte na vida quotidiana dos frequentadores de um Centro Espírita no Funchal. Metodologia: O estudo explorou as motivações que levaram os espíritas a frequentarem o Centro Cultural e Espírita do Funchal, bem como as implicações das suas experiências mediúnicas. Para efeito, efetuamos um estudo qualitativo, apoiado na observação participante e em entrevistas semiestruturadas, com o total de 18 intervenientes. Recorreu-se, ainda, à análise de conteúdo, utilizando a ferramenta MAXQDA. Resultados: Constata-se que as vivências mediúnicas fortalecem a crença na vida após a morte e têm um impacto significativo nas vidas pessoais, sociais e profissionais dos participantes, especialmente quando vividas coletivamente no centro espírita e através da partilha de experiências. O Espiritismo, ao enfatizar a reencarnação e a comunicação com os mortos, contrasta com a doutrina católica tradicional, levando ao distanciamento social dos espíritas em relação à sociedade predominante. Desta forma, origina sentimentos de estigmatização social e estereótipos. Conclusão: Este estudo evidenciou como o preconceito e a marginalização são frequentemente associados a grupos minoritários e suas crenças, especialmente quando desafiam as normas dominantes. A discriminação enfrentada pelos espíritas pode ser comparada a outras formas de exclusão, como o antisemitismo e a islamofobia, destacando a importância de entender e integrar diversidades culturais e religiosas. Assim, este trabalho contribui significativamente para o campo das ciências sociais ao explorar uma área pouco estudada e sugerir intervenções para promover o reconhecimento e a inclusão das diversidades culturais e religiosas.
- Expressões artísticas ciganas: uma abordagem exploratória na senda de tornar visível a cultura ciganaPublication . Magano, Olga; Guerra, PaulaOs portugueses Ciganos têm sido vítimas de perseguições, ao longo de séculos, mas preservaram a sua cultura, manifestando resistência cultural e afirmação identitária. As pessoas Ciganas fazem parte da sociedade portuguesa, contudo, a cultura Cigana continua a ser pouco conhecida e valorizada. O mais frequente é a associação dos Ciganos a estereótipos e imagens negativas homogeneizantes e a rotulação de parasitismo social. Os estudos portugueses têm focado mais as condições de vida precárias e a pobreza e exclusão social (precariedade habitacional, altas taxas de analfabetismo e abandono escolar, inacessibilidade ao mercado de trabalho e as questões de racismo e discriminação), a segregação e marginalização. As questões culturais e as expressões artísticas ciganas são ainda pouco estudadas. As festas são os principais momentos para a celebração da família e manifestação da tradição da cultura (casamentos, pedimentos, aniversários, batizados, etc.). A visibilidade aumentou com a divulgação de vídeos nas redes sociais de festas, de música e cantares e também de momentos religiosos (“cultos”), em que é possível observar essas manifestações artísticas, assumidas e interpretadas por várias gerações das famílias. Torna-se assim relevante desvendar e analisar a cultura e as práticas artísticas das pessoas Ciganas. O objetivo da comunicação é apresentar uma abordagem exploratória sobre expressões artísticas, através de análise de gravações disponíveis nas redes sociais e outras fontes, articulada com a significância da herança cultural das famílias, equacionando, igualmente, a persistência do etnocentrismo cultural da sociedade portuguesa, com a não valorização das artes ciganas.
- Expressões artísticas ciganas: uma abordagem exploratória no sentido de tornar visível a cultura cigana portuguesaPublication . Magano, OlgaOs ciganos portugueses são vítimas de perseguições há séculos, no entanto, conseguiram preservar até à atualidade a sua cultura, mostrando resistência cultural e afirmando a sua identidade. Embora sendo parte integrante da sociedade portuguesa, a cultura cigana é ainda pouco conhecida e valorizada, em termos genéricos. Assiste-se a uma forte associação a estereótipos, a imagens negativas homogeneizadoras e rotulação de parasitas sociais, sempre vistos como “gente de fora”. Os vários estudos portugueses sobre pessoas Ciganas em Portugal têm-se centrado mais nas condições de vida e na pobreza e exclusão (especialmente habitação precária, elevadas taxas de analfabetismo e abandono escolar, inacessibilidade ao mercado de trabalho e questões de racismo e discriminação) e na segregação e marginalização. As questões culturais e as expressões artísticas das pessoas Ciganas são ainda pouco estudadas, embora sejam uma forte característica cultural diferenciadora. As festas familiares são as principais ocasiões de celebração da família e de manifestação das tradições culturais (por exemplo, casamentos, “pedimentos”, aniversários, batizados, etc.). A visibilidade pública da cultura cigana aumentou exponencialmente devido à presença nas redes sociais, com a divulgação de vídeos de festas, músicas, danças e canções, bem como de momentos religiosos (“cultos”), em que é possível observar uma riqueza de manifestações artísticas, assumidas e interpretadas por várias gerações nas famílias. É, por isso, importante descobrir e analisar a cultura e as práticas artísticas dos ciganos que persistem apesar da repressão, sobretudo daqueles que resistiram a 40 anos de ditadura e a uma forte repressão policial, neste meio século após a implementação do sistema democrático em Portugal. O objetivo desta comunicação é apresentar uma abordagem exploratória sistemática sobre as expressões artísticas ciganas portuguesas, música, teatro, dança, entre outras, comparando com algumas referências europeias. Será realizada análise de conteúdo de vídeos de artistas musicais, de gravações familiares em diferentes momentos festivos, de textos e letras de canções disponíveis em redes sociais e outras fontes, tendo em conta a importância assumida pela socialização, memórias das famílias e herança cultural, ao mesmo tempo que se questiona a persistência do etnocentrismo e racismo cultural impregnado na sociedade portuguesa e a incapacidade de reconhecimento da cultura e valorização das expressões artísticas ciganas com parte da cultura portuguesa.
- Growth of a far-right party in Portugal and Roma people as targets of hate and racismPublication . Magano, Olga; D' Oliveira, TâniaIn 2019, the far-right party Chega was created in Portugal. Since its creation, it has grown steadily in terms of voters, particularly by winning over municipalities that were traditionally considered the bastions of communism, where the Portuguese Communist Party gathered the most votes (Madeira et al., 2021). In the last legislative elections, on 10 March 2024, this party managed to elect 50 deputies, making it the third largest political force in Portugal. It is a populist party of the new radical right, nationalist and conservative, whose main aim is to combat the entry of immigrants into Portugal and the fight against Portuguese Gypsies. Although before the existence of this party the Gypsies were the main victims of hate speech and racism in Portugal (Silva, 2022), there has recently been a huge upsurge with the affirmation of the extreme right. They are also confronted with prejudices, stereotyped, essentialist and homogenizing representations (Costa, 1995), even when they are integrated and work and do not depend on Social Security assistance to survive (Magano, 2010; Magano & Mendes, 2021). Antigypsyism is a phenomenon on the rise and there is no penalization for hate speech. Like what happens in other European countries we are witnessing new forms of racism's expression, alongside the traditional ones, (Kyuchukov, 2012), through hate speech on social media (Tremlett et al, 2017), embodied in forms of Antigypsyism and Romaphobia (FRA, 2018; Stewart, 2012). Most of the discourse on social media points to the Portuguese Roma being blamed for their situation, namely the lack of education and income from work, and they are also accused of damaging the social environment (Magano & D’Oliveira, 2023). The main aim of this presentation is to question the factors behind the growth of hatred towards Gypsies, especially in the geographical areas where more Gypsies live, especially as this is the 50th anniversary of the implementation of the democratic system that ended the dictatorial system in Portugal. The aim is also to analyze different expressions of anti- Gypsyism in Portuguese society, especially those caused by the environment in which far-right ideas are disseminated in Portuguese society (press, television channels, proposed government programmes and social networks).
- Hate speech, racism and xenophobia against roma peoplePublication . Magano, Olga; Gypsy Lore SocietyThe presence of Roma people in different countries on different continents reveals the persistence of racist expressions and practices against Roma people (FRA, 2022). There have been many examples throughout history, mainly exacerbated by successive measures of repression, assimilation, expulsion from territories and attempts at extermination. This is the extreme case with the condemnation to banishment and galleys (Portugal and Spain) (Costa, 1995), social invisibility and non-effective citizenship during dictatorial states (Portugal, Spain and Italy, for example), but also in the case of Eastern European countries with submission to slavery, later to the proletariat (Romania) and the horror of medical experiments and the Nazi holocaust which victimised not only thousands of Jews, but also Roma people (Margalit, 2002). As we go through the literature on the history of the Roma, even though most of it is written by non-Roma (Fraser, 1997), the panorama takes us back to the systematic confrontation of attempts at expulsion, elimination, discrimination, social and spatial segregation, racism and xenophobia. Hatred of Roma people continues to be a current problem that exists in every country where Roma live. In other words, even though we are in the 21st century and democratic states prohibit forms of racism, xenophobia and discrimination, in practical terms it still happens in everyday life. This phenomenon has been fuelled by the growth of racist movements and far-right parties in recent years. Racist practices are ingrained in societies and it is difficult to deconstruct stereotypes and negative representations of Roma people, who are usually the victims of generalisations and essentialist perspectives (Stewart, 2012). In addition, more recently, hate speech in comments on news stories in the media and on social networks has become extremely serious, threatening the human and citizenship rights of Roma people (Tremlett et al. 2017; Magano & D’ Oliveira, 2023). This panel hopes to bring together contributions from researchers from different countries and contexts on hate speech, racism and xenophobia, as well as exclusionary practices and the exclusion of Roma people from the spheres of citizenship, but also in terms of (non-) access to housing, access to employment and vocational training, education and health, and discuss perspectives for tackling this social and sociological problem.
- Impacto das alterações climáticas na saúde: perceções médicas e desafios das políticas de saúde em PortugalPublication . Ponte, Nidia; Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesAs alterações climáticas (AC) representam uma ameaça à saúde pública, com impactos diretos na incidência de doenças decorrentes de eventos extremos, favorecendo a disseminação de doenças transmitidas por vetores. Comprometem igualmente as determinantes ambientais e sociais da saúde, desafiando a resiliência dos sistemas de saúde. Neste contexto, este estudo qualitativo analisou as perceções de 13 médicos/as portugueses/as sobre os impactos das AC na saúde e a eficiência das políticas de saúde em Portugal, através de entrevistas semiestruturadas, visando identificar desafios e oportunidades para integrar essas questões na prática clínica e nas políticas públicas. Os resultados revelam que embora os médicos/as reconheçam os impactos das AC na saúde, há dificuldade em relacionar as AC com doenças específicas na prática clínica. A falta de formação especializada é um obstáculo importante, destacando a necessidade de programas de formação contínua para capacitar os profissionais de saúde a lidar eficazmente com os impactos das AC. Além disso, os dados indicam que as políticas públicas de saúde em Portugal carecem de uma integração estruturada das AC, sendo a comunicação entre médicos/as e decisores políticos um fator essencial para a criação de políticas de saúde mais eficazes. Com base nestas conclusões, desenvolveu-se um projeto de investigação, focado na dimensão intercultural, visando o diálogo entre médicos/as de cuidados primários e utentes de contextos socioculturais diversos nas Unidades Locais de Saúde do Porto. A integração dessa dimensão é crucial, pois as diferentes perceções e respostas às AC em comunidades diversas influenciam a implementação das práticas de saúde adaptativas. O projeto adota uma abordagem metodológica mista, combinando revisão de literatura, inquéritos, entrevistas e grupos focais, promovendo resiliência comunitária e práticas inclusivas, fortalecendo a capacidade de resposta do sistema de saúde e promovendo equidade no acesso a cuidado.
- The implementation of a democratic system and citizenship of ciganos/roma people in Portugal: the paradigmatic case of Zebreira, Idanha-a-Nova, Castelo Branco DistrictPublication . Magano, Olga; Lopes, Fernanda; Gypsy Lore SocietyThe Ciganos/ Roma have been in Portugal for more than five centuries (since the first official registration), but there is still a huge lack of historical and social knowledge about their living conditions from their arrival to the present day. Knowledge is scarce and fragmented, both before and during the fascist state or ‘Estado Novo’ (Salazarism), when it was in force in Portugal (1933-1974). This was a period of dictatorship in which the relationship between the state and the Ciganos/ Roma was unknown. Only some information is known about the enormous repression experienced, persecution and expulsions, which contributed to the construction of an imaginary that reflects a past of constant flight (Mangas, 2021; Mendes, 2012). Thus, the state's strategy towards the Ciganos/ Roma has been characterised for centuries by segregation and merciless persecution (Bastos et al., 2007, Bastos, 2012; Silva, 2014). Every means was tried, even the most violent, to eradicate them from continental territory (expulsion orders; sentencing to banishment and deportations). Attempts at integration were rare and, when they did exist, they were always clearly aimed at repression, dissolution or domestication (Dias, 1995). The few references available point to living mainly in rural areas, without sufficient means of subsistence, housing and health conditions (Brinca, 2012). The disappearance of some opportunities for seasonal work, such as tending livestock and picking fruit, has meant that, like many other Portuguese populations, they have migrated internally to the outskirts of large cities, especially Lisbon and Porto, and there has been a large-scale process of sedentarisation of the Ciganos/ Roma in Portuguese society (Costa, 1995). In 1952, the Ciganos/Roma were granted the right to citizenship, which required their children to enrol in school, be settled and do compulsory military service (Antunes, 1997. Since 1974, access to citizenship rights has expanded, as has the right to housing and health services (Mendes et al., 2014). The democratic revolution of 25 April 1974 allowed for an unprecedented opening in terms of the possibility of settling and improving the living conditions of Portuguese Ciganos/Roma. The aim of this communication is to find out how the implementation of the democratic system impacted on the lives of Ciganos/ Roma families and contributed to their settling in certain social and territorial contexts, both urban and rural. We intend to present some exploratory results resulting from the application of qualitative methodology with in-depth interviews in which Ciganos/ Roma over the age of 65 are given a voice in various locations in Portugal. We will also use the results of an ethnographic investigation in a town in the central interior of Portugal that is characterised by many Ciganos/ Roma families - Zebreira, in the municipality of Idanha-a-Nova, in the district of Castelo Branco. In this town, Ciganos/ Roma makes up around 50 per cent of the resident population. Using an ethnographic approach, which includes fieldwork, participant 146 observation, interviews and documentary analysis, the research seeks to understand the historical and geographical trajectories of Ciganos/ Roma families, the factors that enabled them to remain and take root, as well as the social dynamics established with the surrounding community. We intend to contribute to in-depth knowledge of a unique case of Ciganos/ Roma families settling in a single parish, promoting reflection on public policies for integration and social cohesion and their interconnection with the conditions allowed by the change in the political scenario in Portugal.
- A importância do diploma no percurso profissional dos licenciados, mestres e doutores de uma instituição de ensino superior portuguêsPublication . Magano, Olga; Abrantes, Pedro; Ramos, Maria do Rosário; Carvalho, Alda; Jacquinet, MarcEm Portugal, assiste-se ao aumento da participação da população entre os 25 e 64 anos em educação e formação, esperando que se situe nos 47% até 2025 (INE, 2023). É expetável promover o acesso à educação, formação e aprendizagem ao longo da vida enquanto direito de todos os cidadãos (Pilar Europeu dos Direitos Sociais). Contudo, os esforços desenvolvidos ainda são insuficientes: em 2023 (INE, 2024) a taxa de escolaridade do ensino superior da população residente em Portugal com idade entre os 30 e os 64 anos era de 28,3%. Contribuir para o aumento da população com formação de ensino superior é uma função das instituições superiores de ensino, nomeadamente em relação a pessoas que não tiveram oportunidade de efetivar um processo de escolarização sem interrupções. Conhecer os perfis sociodemográficos dos diplomados dos vários ciclos de estudo, monitorizar a empregabilidade e disponibilizar um conjunto de dados que permitam compreender quem são os diplomados da instituição, quais são os seus projetos de futuro, assim como o impacto do diploma nas suas vidas pessoais e profissionais são objetivos estabelecidos pela instituição de ensino de suporte a esta análise. A finalidade desta comunicação é proceder a uma análise comparativa de resultados de inquéritos aplicados a diplomados de primeiro ciclo (desde 2011 a 2022 – 4 edições), com particular enfoque nos percursos profissionais e mobilidade social e também os resultados de um primeiro inquérito a mestres e doutorados. Tratando-se de um período temporal de mais de uma década, os resultados revelam os perfis de diplomados e percursos profissionais ricos e diversos. Confirma-se que a obtenção do diploma (de qualquer ciclo de estudos) é valorizada em termos de progressão nas carreiras, mudança de categoria profissional e estatuto social (Bourdieu, 1979; Bourdieu, 1989 [1977], Bourdieu & Passeron, 1983). Diploma, Ensino Superior, Percursos profissionais, mobilidade social
