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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Os portugueses Ciganos têm sido vítimas de perseguições, ao longo de séculos, mas preservaram a sua cultura, manifestando resistência cultural e afirmação identitária. As
pessoas Ciganas fazem parte da sociedade portuguesa, contudo, a cultura Cigana continua a ser pouco conhecida e valorizada. O mais frequente é a associação dos Ciganos a
estereótipos e imagens negativas homogeneizantes e a rotulação de parasitismo social. Os estudos portugueses têm focado mais as condições de vida precárias e a pobreza e exclusão social (precariedade habitacional, altas taxas de analfabetismo e abandono escolar, inacessibilidade ao mercado de trabalho e as questões de racismo e discriminação), a
segregação e marginalização. As questões culturais e as expressões artísticas ciganas são ainda pouco estudadas. As festas são os principais momentos para a celebração da família e manifestação da tradição da cultura (casamentos, pedimentos, aniversários, batizados, etc.). A visibilidade aumentou com a divulgação de vídeos nas redes sociais de festas, de música e cantares e também de momentos religiosos (“cultos”), em que é possível observar essas manifestações artísticas, assumidas e interpretadas por várias gerações das famílias.
Torna-se assim relevante desvendar e analisar a cultura e as práticas artísticas das pessoas Ciganas. O objetivo da comunicação é apresentar uma abordagem exploratória sobre
expressões artísticas, através de análise de gravações disponíveis nas redes sociais e outras fontes, articulada com a significância da herança cultural das famílias, equacionando,
igualmente, a persistência do etnocentrismo cultural da sociedade portuguesa, com a não valorização das artes ciganas.
