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Centro de Estudos Globais | Capítulos/artigos em livros internacionais / Book chapters/papers in international books

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  • Marketing de entretenimento como ferramenta educativa: lições empreendedoras a partir do caso BTS
    Publication . Guimarães, Stefany; Nunes, Camille; Rocha, Ronalty
    Este artigo analisa as estratégias de marketing de entretenimento adotadas pelo grupo BTS, com foco em seu potencial como instrumento de apoio à educação empreendedora. A pesquisa, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, utilizou estudo de caso com a fanbase amapaense AMAPARMY, por meio de grupo focal online. Os resultados revelam um ecossistema de marketing de entretenimento sofisticado, baseado em presença transmídia, engajamento emocional, gamificação, conteúdos exclusivos e atuação social. Emergiram sete categorias analíticas que ampliam a compreensão do marketing de entretenimento como ferramenta pedagógica. O estudo demonstra que as práticas do BTS favorecem o desenvolvimento de competências empreendedoras como criatividade, gestão de marca e protagonismo juvenil. Conclui-se que o marketing de entretenimento pode ser incorporado à educação empreendedora como metodologia ativa, conectada à cultura digital e à realidade dos estudantes, contribuindo para a formação de jovens críticos, inovadores e engajados socialmente.
  • Empreendedorismo e inovação em saúde: desafios para a autonomia do ato médico
    Publication . Vaz, Ana Beatriz Luzio ; Castanheira, Marta Fagulha; Vaz, António Daniel Luzio
    O avanço tecnológico da sociedade atual tem modificado de forma sensível o paradigma profissional nas várias áreas do saber, sendo a medicina uma das mais afetadas por essa evolução. O ato médico, tradicionalmente centrado na relação interpessoal entre médico e doente, encontra-se hoje modificado face à digitalização e à introdução de tecnologias emergentes que redefinem o modo como se diagnostica, trata e comunica em contexto clínico. Neste cenário, a inovação e o empreendedorismo assumem um papel decisivo, configurando-se como competências essenciais para a adaptação dos profissionais de saúde a um ambiente em constante evolução. O presente trabalho tem como objetivo analisar criticamente as principais vertentes tecnológicas associadas ao ato médico, refletir sobre as suas implicações éticas, e discutir de que modo o empreendedorismo poderá potenciar a autonomia e a capacidade inovativa dos médicos no contexto das tecnologias digitais. Método: estudo conceptual e de natureza teórica, emergente de uma revisão crítica da literatura sobre a inovação tecnológica, empreendedorismo e seus efeitos no ato médico. Resultados: A análise abrange áreas como a inteligência artificial, a telemedicina, a e-health, a m-health, as terapias digitais assistidas por aplicações móveis, a engenharia biomédica e a mecatrónica. Estas ferramentas, em conjunto com atitudes empreendedoras, evidenciam uma crescente adesão por parte dos serviços e prestadores de cuidados de saúde, traduzindo-se em novas oportunidades de organização do trabalho médico e de criação de soluções orientadas para a eficiência e para o bem-estar do doente, tendo sempre presente os princípios éticos e deontológicos. Discussão: Emerge que a integração das tecnologias digitais e da lógica empreendedora contribui ao reforço e autonomia do ato médico promotores de uma prática mais criativa, participativa e responsável. Contudo, este progresso exige uma formação contínua e um enquadramento ético escrupuloso e rigoroso que garanta uma decisão clínica humanizada. Conclusão: O empreendedorismo em saúde e do ato médico, a par da inovação tecnológica, constitui-se um mecanismo de transformação que deve sustentar um novo paradigma de prática médica centrada no doente e na excelência profissional.
  • Idiomas que geram negócios: como o bilinguismo impulsiona cidadania global, empreendedorismo e comércio exterior
    Publication . Menezes Mendes Cintado, Giselle; Fachinello, Dirlei Terezinha
    Em um mundo cada vez mais interconectado, o domínio de segundas línguas deixou de ser um diferencial para se tornar uma competência essencial nas esferas do empreendedorismo, da cidadania global e do comércio exterior. Este trabalho tem como objetivo analisar o papel estratégico do bilinguismo no fortalecimento de práticas empreendedoras e no fomento à cidadania ativa em contextos de relações comerciais internacionais. Busca-se, ainda, evidenciar como o domínio de línguas adicionais promove a construção de pontes interculturais e favorece a inserção produtiva em mercados globais. A metodologia adotada baseia-se em uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e analítico, com revisão de literatura e análise de casos documentados em publicações acadêmicas e relatórios institucionais. Foram selecionados exemplos emblemáticos que ilustram a relevância do bilinguismo em contextos reais de comércio exterior, como a adoção do inglês como idioma corporativo pela empresa japonesa Rakuten (Neeley, 2011), a crescente busca pelo espanhol e português por parte de estudantes chineses interessados no mercado latino-americano (Phillips, 2018), e o investimento de empreendedores ocidentais no aprendizado do mandarim para atuação na China (Smith, 2015). Também se destacam estudos sobre os impactos do domínio linguístico no desempenho de pequenas e médias empresas (Hernández Linares et al., 2018), reflexões sobre o inglês como língua global (Crystal, 2003; Graddol, 2006) e as competências empreendedoras (Jardim, 2022) relacionadas com o universo de idiomas que geram negócios.
  • Empreendedorismo no paradigma da educação onlife: aventuras do gato de botas pela cultura na cibricidade de Bento Gonçalves – RS
    Publication . Sitnievski, Natália; Schlemmer, Eliane
    A crescente digitalização e conectividade que constituem a sociedade desafiam a educação a expandir seus limites para além dos espaços físicos, geograficamente localizados na sala de aula. Alinhado a essa transformação, o projeto “Hora de Liderar - Humanidades”, realizado com estudantes do Ensino Médio de uma escola privada do sul do Brasil, propôs a prática inventiva “O Gato de Botas na Rua Saldanha Marinho”, conectando espaços geográficos e digitais com inovação e cultura. A proposta teve como objetivo mapear dados urbanísticos, históricos e sociopolíticos de uma das principais vias da cidade de Bento Gonçalves-RS, ressignificando o espaço urbano como local de aprendizado. Esse contexto deu origem ao problema da pesquisa: Como uma prática inventiva como “O Gato de Botas na Rua Saldanha Marinho” pode fomentar a cidadania digital e impulsionar uma visão empreendedora do território no contexto do Paradigma da Educação OnLIFE? Com base no método cartográfico de pesquisa-intervenção, foram analisadas pistas que evidenciam o potencial da experiência para o desenvolvimento de uma educação empreendedora e conectada com as realidades locais. A prática demonstrou-se relevante por ativar a cibricidade e promover o desenvolvimento de um protagonismo juvenil conectado na valorização cultural, no habitar de espaços híbridos e na identificação de oportunidades no setor de turismo e serviços da cidade.
  • O estilo mediterrânico de empreender: perspetivas para um ecossistema diferenciado
    Publication . Palma, Patricia; Jardim, Jacinto
    O empreendedorismo é considerado uma ferramenta estratégica de desenvolvimento económico e social, tendo cada região uma forma diferenciada de criar valor. Neste quadro, o presente estudo visou explorar um case-study mediterrâneo, questionando a existência de uma outra forma de empreender em Portugal, Espanha e Grécia, e distinguindo-se, por exemplo, do modelo anglo-saxónico, muitas vezes privilegiado na literatura e considerado como universal. Para isso foi realizada uma revisão teórico-reflexiva da literatura sobre as características principais do ecossistema empreendedor mediterrânico, que são promotoras do desenvolvimento dos novos negócios. Os resultados obtidos apontam para a existência de uma rede assente em três vetores-chave – cultura mediterrânica, recursos e poder político local – que origina um modelo de ecossistema empreendedor mediterrânico. Assim, nos três países analisados, o empreendedorismo eficaz é coletivo e é apoiado pelo poder político local, o que facilita os recursos e as parcerias necessárias. Além disso, estes resultados reforçam a necessidade de pesquisas que articulem a faceta universal e as especificidades do contexto, contribuindo para uma visão cada vez mais contextual, holística e glocal deste fenómeno.
  • Transformando ritmo em profissão: a oportunidade de profissionalização das Escolas de Samba em Corumbá-MS
    Publication . Santos, Juliana dos
    O Carnaval de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, é mais do que uma festa popular: representa um motor econômico e um pilar de identidade cultural regional. Este artigo investiga de que forma a profissionalização das escolas de samba pode converter o capital cultural do evento em desenvolvimento econômico sustentável. A pesquisa foi conduzida por meio de entrevistas semiestruturadas com gestores de agremiações e análise de relatórios oficiais. Os resultados evidenciam tensões entre tradição e modernização, destacando obstáculos como a falta de infraestrutura, a precariedade nas relações de trabalho e a dependência de recursos públicos. O estudo propõe um modelo de gestão colaborativo, que articula políticas públicas, capacitação continuada e parcerias com o setor privado. A profissionalização é apresentada como chave para gerar empregos qualificados, atrair investimentos e transformar o carnaval em uma indústria criativa sustentável. Conclui-se que, com o apoio de políticas estratégicas e investimentos em gestão e formação, o Carnaval de Corumbá pode se consolidar como vetor permanente de desenvolvimento cultural, social e econômico na região.
  • Políticas públicas de inserção produtiva juvenil: uma análise do programa Primeiro Emprego em Sergipe em Parceria com o SENAC Sergipe
    Publication . Nunes, Cristiane; Silva, Leila
    O Programa Primeiro Emprego, desenvolvido pelo Governo do Estado de Sergipe, em parceria com a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (SETEEM) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), teve como objetivo promover a inserção produtiva de jovens entre 18 e 29 anos que haviam concluído o ensino médio. A iniciativa ofereceu uma bolsa como ajuda de custo e garantiu a formalização do vínculo empregatício por meio da assinatura da carteira de trabalho em empresas parceiras. Com foco na qualificação profissional e no acompanhamento pedagógico, o Senac contribuiu para a formação técnica e cidadã dos participantes, reforçando a articulação entre educação e trabalho. A análise deste programa partiu da compreensão de que políticas públicas voltadas à juventude devem considerar não apenas a preparação para o mercado, mas também o fortalecimento do projeto de vida dos jovens, conforme defendido por Jardim (2021), para quem a orientação vocacional é um processo educativo essencial à construção de trajetórias significativas. De modo complementar, Frigotto (2006) argumenta que a educação profissional deve ser compreendida como prática social transformadora, voltada à formação integral e à superação das desigualdades estruturais que afetam a juventude brasileira. A pesquisa, de caráter qualitativo, utilizou análise documental e entrevistas com jovens beneficiários e gestores do programa, a fim de identificar os impactos subjetivos e sociais gerados pela experiência. Os resultados preliminares indicaram ganhos relevantes na autoestima, no engajamento educacional e no sentimento de pertencimento dos participantes, além da ampliação das perspectivas de futuro. Conclui-se que o Programa Primeiro Emprego contribuiu para o fortalecimento da cidadania juvenil ao integrar educação, trabalho e desenvolvimento humano em uma proposta concreta de inclusão social e produtiva.
  • Políticas públicas para o empreendedorismo em Portugal: evolução, desafios e tendências para a construção de ecossistemas empreendedores
    Publication . Cunca, Leonel Luis Curado ; Jardim, Jacinto
    Este estudo consiste numa análise teórico-reflexiva das políticas públicas promotoras do empreendedorismo em Portugal, com ênfase na sua contribuição para o fortalecimento do ecossistema empreendedor e para o desenvolvimento económico e social do país. Através de uma revisão crítica da literatura e de relatórios produzidos nas últimas duas décadas, são identificadas as principais iniciativas estatais implementadas, bem como os seus impactos e limitações. Os resultados evidenciam progressos relevantes, nomeadamente na criação de infraestruturas de apoio, na disseminação de programas de incentivo e na integração gradual da educação empreendedora nos diversos níveis de ensino. Contudo, persistem desafios estruturais, como a fragmentação das políticas, a fraca articulação entre os atores do ecossistema e a exclusão de públicos vulneráveis e periferias territoriais. Conclui-se que o reforço da eficácia das políticas públicas exige uma abordagem mais sistémica, inclusiva e sensível às especificidades regionais, alinhada com os princípios de coesão territorial, inovação social e sustentabilidade. Conclui-se que importa aperfeiçoar as políticas públicas relativas ao empreendedorismo, tendo os decisores e gestores públicos um papel determinante neste domínio.
  • Políticas públicas e empreendedorismo em contextos periféricos: o caso dos Açores como ecossistema em transformação
    Publication . Gaspar, Catarina Rita
    O empreendedorismo tem sido promovido como vetor estratégico de desenvolvimento, sobretudo em regiões periféricas e ultraperiféricas. Nos Açores, as políticas de incentivo procuram responder a constrangimentos estruturais como a dispersão geográfica, os custos de contexto e a reduzida escala do mercado. o presente artigo analisa criticamente o papel destas políticas no fortalecimento do ecossistema empreendedor açoriano, destacando medidas de capacitação, incubação, financiamento e inovação. A investigação assenta numa abordagem qualitativa, de base documental, com recurso a relatórios oficiais, programas de incentivo e literatura académica, complementada por uma análise comparativa com o arquipélago da Madeira e das Canárias. os resultados evidenciam progressos relevantes, nomeadamente no reforço das infraestruturas de suporte, na promoção da educação empreendedora e na modernização digital, mas também revelam limitações associadas à dependência de apoios públicos, ao escasso financiamento privado e às assimetrias territoriais. Conclui-se que a consolidação de um ecossistema empreendedor competitivo nos Açores dependerá da articulação entre políticas públicas, recursos endógenos e redes externas, potenciando inovação, internacionalização e coesão territorial.
  • Empreendedorismo inclusivo no Brasil: limites e potenciais das políticas públicas para a sustentabilidade dos negócios
    Publication . Batista, Hudson Alves
    O empreendedorismo tem sido amplamente promovido como uma estratégia para o desenvolvimento econômico e inclusão social. Nos últimos anos, diversas políticas públicas surgiram com o intuito de fomentar o empreendedorismo entre grupos historicamente marginalizados. No entanto, o simples registro formal de empreendimentos, via CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), não garante condições equitativas de permanência e crescimento no mercado. O principal objetivo deste estudo é analisar de forma crítica as políticas públicas brasileiras voltadas ao empreendedorismo inclusivo, identificando tanto seus avanços quanto suas limitações. O foco está em compreender como essas políticas têm impactado grupos socialmente vulneráveis e em que medida elas conseguem oferecer não apenas acesso à formalização, mas condições reais de sustentabilidade e crescimento dos negócios. Nossa revisão bibliográfica, foram analisadas 42 publicações científicas, além de relatórios técnicos e normativos emitidos por instituições como o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e o Ministério da Economia. Com esses materiais, buscamos abranger diferentes visões sobre empreendedorismo, inclusão social e políticas públicas. O tema faz uma análise crítica e reflexiva, sensível às questões estruturais e interseccionais. Os dados levantados mostram que, embora o Brasil tenha feito avanços com políticas como o MEI (Microempreendedor Individual) e o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), essas medidas ainda não alcançam plenamente quem mais precisa: empreendedores de grupos vulneráveis, como mulheres negras, jovens de periferia e pessoas LGBTQIA+. Ter um CNPJ não basta quando faltam apoio técnico, acesso ao crédito, redes de contato e formação adequada. A dificuldade de acesso à informação e a linguagem técnica dos editais afastam justamente quem mais precisa dessas oportunidades. O Estado, nesse contexto, precisa ir além de números e criar políticas públicas que escutem, acolham e caminhem junto com quem empreende nas margens.