Língua, Literatura e Cultura Portuguesas | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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- Apresentação do dossier temático “Intercâmbios Peninsulares”Publication . Beceiro Pita, Isabel; Olivera Serrano, César; Dias, Isabel de BarrosApresentação do Dossier Temático da revista Medievalista intitulado “Intercâmbios Peninsulares”. O dossier temático constitui um dos resultados do projeto "Transferencias humanas, culturales e ideológicas entre los reinos ibéricos (siglos XIII-XV)" (Ref. HAR2017-89398-P), financiado pelo Ministerio de Economía, Industria y Competitividad, de Espanha.
- Os cabelos pretos de Maria de MagdalaPublication . Grünhagen, SaraPublicado na Revista Blimunda (nº 136), da Fundação José Saramago, este artigo propõe uma análise intermediática do romance "O evangelho segundo Jesus Cristo", evidenciando como o romance dialoga não apenas com o texto bíblico, mas também com a tradição pictórica cristã. Demonstra-se de que modo motivos visuais cristalizados, como a última ceia, o Noli me tangere, o homem das dores ou a Pietà, são reativados, deslocados e criticamente reinventados. Sustenta-se, assim, que a reescrita saramaguiana não é iconoclasta, mas uma releitura ficcional e crítica de um cânone já múltiplas vezes relido, revisitado e transformado.
- O cânone entre estátuas e palavras: Camões & companhia em José SaramagoPublication . Grünhagen, SaraComo figura incontornável do cânone português, Camões é um dos autores-chave da biblioteca de José Saramago, marcando em especial a paisagem literária de "O ano da morte de Ricardo Reis" (1984). Levando-se em conta outras reflexões já feitas sobre o tema, este trabalho busca analisar o modo como esse romance aborda tanto Camões como parte da sua recepção. Trata-se de mostrar que mais de um Camões é apresentado ao longo da narrativa e que a recuperação do cânone em Saramago de maneira geral passa pela revisão do que já se disse e se fez com ele, passa pela leitura de outras pinturas de um mesmo lugar, inevitavelmente transformado, quando não criado por elas.
- Cartografia, imagologia e mapas antropomórficos : a imagem geográfica como ponto de encontro entre ciência e imaginárioPublication . Dias, Isabel de BarrosEstudo que começa por considerar a cartografia enquanto espaço polifónico, misto de Ciência e de Imaginário, passível de integrar e de veicular uma ampla e variada profundidade semântica. Num segundo momento é ponderada a representação de figuras humanas em mapas, o que inclui, tanto as imagens estereotipadas e estandardizadas - especialmente significativas em termos imagológicos -, como o nível mais idiossincrático da iconografia dos chamados «mapas antropomórficos». Defende-se que a sobreposição de figuras humanas a mapas deve ser entendida no domínio mais alargado de uma estrutura do Imaginário dominada pela noção de «terra-mãe» e no quadro dos múltiplos vetores que refletem esta ideia profundamente arreigada na mente humana.
- CHAVES, Flávio Loureiro - História e Literatura, Porto Alegre, UFRGS / Ed. da Universidade, 1988, 94pp. [Recensão crítica]Publication . Reis, Carlos; Vila Maior, Dionísio
- O corpo falante de Don Juan: a versão muito original de João de BarrosPublication . Sequeira, Rosa MariaO poema dramático de João de Barros, datado de 1920, ilustra uma conceção de desejo ligada a uma ética da alegria na qual o desejo é o motor da ação. Esta conceção, que radica em Espinoza, Deleuze e Guattari, opõe-se a uma outra conceção de desejo como falta que vemos nas filosofias de Platão e Shopenhauer. No poema dramático de João de Barros, o herói reúne forças humanas e sublimes e possui qualidades simbólicas superiores às das restantes personagens na busca de conhecimento de si que constitui o cerne da trama. Por outro lado, este texto contraria a tendência das versões do século XX para anular a presença do transcendente, aqui com algum papel enquanto entidade que participa do confronto. Esta versão de João de Barros tem ainda outra originalidade que consiste em sugerir uma intimidade masculina entre as personagens, vinte anos antes de o médido Gregório Marañon (1947) ter proposto a homossexualidade do sedutor.
