Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP
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Percorrer Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP por orientador "Câmara, Maria Alexandra Gago da"
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- Arquitectura religiosa em Angola: o desconhecido modernoPublication . Matos, Susana Paula Cid de; Câmara, Maria Alexandra Gago daEste trabalho pretende dar a conhecer a significância da Arquitetura Religiosa Moderna em Angola. Articula-se com uma primeira parte de enquadramento sobre o tema da tipologia religiosa no âmbito da arquitetura representativa do Movimento Moderno, seguindose de uma abordagem sobre referências para a Arquitetura Moderna Religiosa em Angola. Na segunda parte do trabalho apresentam-se exemplares que foram erguidos por todo o território e é também um pretexto para contar a história de Angola através da sua arquitetura, mais especificamente, a religiosa. É evidenciada a importância da Igreja Católica na história de Angola e da arquitetura que a mesma produz, num período em que o Estado Novo se depara com a aceitação da inovação, do progresso e da tecnologia.
- Azulejaria de Santarém nos séculos XVII e XVIII: revisitar um património azulejar in situPublication . Valente, António Francisco Baptista; Câmara, Maria Alexandra Gago daA azulejaria em Portugal nos séculos XVII e XVIII é marcada pelo despontar da criação de peças figurativas de elevado valor artístico, em paralelo com outros trabalhos mais simples, todavia de grande efeito decorativo. Os azulejos converteram-se numa aplicação muito comum no revestimento de interiores das igrejas e dos conventos. Pretendeu-se com a presente dissertação estudar algumas dessas obras integradas nos Templos da cidade de Santarém e, dessa forma, dar a conhecer o quanto a azulejaria escalabitana é um marco importante na história da arte em Portugal. Os enxaquetados em azul e branco, ou o verde e branco que podemos admirar num grande número de igrejas são uma particularidade da azulejaria portuguesa da qual estudámos alguns exemplos. Este revestimento decorativo nas paredes dá ao observador a perceção de um movimento rítmico diagonal, como podemos constatar nas Igrejas de Santa Maria de Marvila ou de Santa Iria. Pretendeu-se ainda estudar como as contingências políticas e económicas resultantes da perda da independência (1580-1640) e a consequente Guerra da Restauração, levaram os azulejadores a encontrar diversos expedientes no incremento da conceção das suas obras. Procurámos ainda verificar que, como numa contrapartida à perda de qualidade dos temas figurativos, o repertório decorativo vai enriquecer a sua inspiração nos tecidos, nos bordados, nos tapetes e nas formas vegetalistas. Esta transformação é algo especificamente que está muito bem representado na azulejaria em Portugal, particularmente em Santarém. Se na primeira metade do século XVII dominaram os chamados azulejos de tapete, com paredes inteiras revestidas desta forma, na primeira metade do século XVIII impera sobretudo ojpo azul e branco. A redução da paleta cromática à cor azul permitiu, como constatámos, criar uma riqueza pictórica nas grandes representações figurativas como as da Capela Dourada, da Sacristia da Igreja dos Capuchos ou a dos corredores e escadarias do Paço Episcopal.
- O Bairro Operário de Portimão : história e patrimónioPublication . Ramos, Fernando Manuel Amaro Barata; Câmara, Maria Alexandra Gago da; Ramos, Paulo OliveiraA Revolução Industrial marcou uma nova ordem económica e social na Europa. O afluxo de população rural às cidades, à procura de melhores condições de vida, obrigou a uma reorganização da urbe, que veio alterar substancialmente o desenho urbano e dotar as cidades de uma nova vivência social e económica. Por várias cidades europeias proliferaram bairros operários, inicialmente com condi-ções de habitabilidade muito reduzidas, abaixo do humanamente exigível, até às con-cepções de melhor qualidade, promovidas tanto por exigência legal, como por iniciativa de alguns empresários. Foram diversas as concepções de habitação operária que ao longo dos anos foram estudadas e aplicadas. Assistiu-se a uma fase de grande experimentação que criou a base para o que hoje se pratica um pouco por todo o mundo. O bairro operário de Portimão, assinalável no contexto da habitação operária em Por-tugal, foi concebido na década de 30 do século XX, ligado à indústria conserveira, emergente na cidade, nessa época. Com o decorrer dos anos foi sendo alterado em fun-ção de necessidades dos seus moradores, mas manteve a sua unidade como bairro. Neste trabalho propõe-se a musealização deste bairro, de modo a preserva-lo e a dá-lo a conhecer à população. O objectivo é marcar este espaço urbano como um testemu-nho da história da cidade, inserido num contexto que a marcou profundamente e a con-dicionou até aos dias de hoje, como factor fundamental para o seu desenvolvimento.
- O campo de Santa Clara, em Lisboa : cidade, história e memória : um roteiro culturalPublication . Serol, Maria Elisabete Gromicho; Câmara, Maria Alexandra Gago daA História do Campo de Santa Clara remonta à conquista da cidade de Lisboa (1147), por ter sido este o local escolhido por D. Afonso Henriques (1139-1185) para acampar com as suas tropas e planear a vitoriosa conquista da cidade aos Mouros. Local de características baldias recebeu no mesmo ano, em resultado do cumprimento de um voto secreto feito ao Mártir São Vicente (Século IV) e a favor da vitória contra o infiel, a sua primeira edificação, a Igreja Mosteiro de S. Vicente. Devido à sua fraca densidade populacional, veio a tornar-se, o Campo, num local de sentenciamento e execução de penas capitais recebendo, por algum tempo, o nome de “Campo da Forca”. Em 1288, já sob o domínio de D. Dinis (1279-1325), acolheu, o Campo, na sua parte oriental o Mosteiro de Santa Clara, do qual provém o seu actual nome. Posteriormente, em meados do século XVI, foi a vez da Infanta D. Maria (1521-1577), filha de D. Manuel I (1485-1521), eleger o local para a construção dos seus Paços e para a edificação da Igreja Paroquial de Santa Engrácia, a qual pelas mais diversas vicissitudes, deu lugar ao Panteão Nacional. O local foi, igualmente, bordejado por edificações com características palacianas. No século XIX deu-se a transferência, definitiva, da Feira da Ladra para o Campo de Santa Clara e a construção de um Mercado, o único e o último dos exemplares da época de ouro da Arquitectura do Ferro em Lisboa. O Campo de Santa Clara reúne, assim, um forte legado patrimonial, artístico e cultural testemunho da sua longa vivência e revelador das diversas mutações sociais operadas ao longo dos anos, relacionadas, por exemplo, com a extinção das ordens religiosas e a alteração de funções dos vários espaços religiosos e civis existentes. Entende-se que, apesar das várias alterações de carácter de utilização sofridas, deve o Campo de Santa Clara ser visto e entendido como um todo, que soube, ao mesmo tempo, preservar as suas características mais intrínsecas. Portador de uma rica e variada história, incorre o Campo no risco de, quer por desleixo ou ignorância, perder a sua memória e a sua identidade. É objectivo deste trabalho recuperar, salvaguardar e perpetuar sob a forma escrita, a sua memória, a sua história e a dignidade que este local merece, valorizando-o e divulgando-o, sob a forma de roteiro histórico patrimonial. A preparação e organização deste roteiro foi precedida de um exaustivo trabalho de campo, que permitiu avaliar, seleccionar, catalogar e inventariar os elementos de maior interesse artístico, patrimonial ou cultural, existentes no local eleito para a elaboração deste trabalho, através do estudo da bibliografia existente, bem como do recurso aos mais diversos arquivos locais e nacionais, que norteou o trabalho de investigação, na busca de fontes manuscritas, impressas e iconográficas de relevante interesse para o trabalho.
- Casa de brasileiros de Paços de Ferreira: “Ecletismo e Exuberância”Publication . Barros, Maria da Assunção da Silva; Câmara, Maria Alexandra Gago daO património edificado dos brasileiros, no apogeu do século XIX e no alvor do século XX, tem despertado interesse por parte de investigadores que, através dos seus trabalhos, têm contribuído para o despertar de novos estudos. Nesse sentido, debruçamo-nos sobre as Casas de brasileiros do Concelho de Paços de Ferreira. Para compreender a sua génese, recorremos à investigação histórica e sociológica da emigração oitocentista de Portugal para o Brasil e da influência que o seu retorno teve no património arquitetónico. Conscientes da influência que os brasileiros exerceram no património do Concelho, analisamos as alterações introduzidas na arquitetura Civil e os novos elementos estruturais na edificação das suas habitações. Deparámo-nos com um património arquitetónico que urge descobrir o seu significado na História da Arte e da Cultura, só assim, conseguiremos que esta valiosa herança não desapareça.
- Em desagravo do santíssimo sacramento: o "Conventinho Novo": devoção, memória e património religiosoPublication . Jacquinet, Maria Luísa; Câmara, Maria Alexandra Gago daErigido num período bem pouco afecto à instituição de casas regrais, o Conventinho de Lisboa cedo se veria ameaçado pelas crescentes restrições que decretariam o definhar da existência congreganista. Ao breve e espinhoso percurso deste cenóbio poria termo, não muito tempo transcorrido sobre a sua já tardia fundação, a inexorável extinção das ordens religiosas femininas. Deixando na penumbra o seu passado, o ocaso do mosteiro instituir-se-ia, muito embora, como ponto de partida para a reabilitação do seu valor enquanto lugar de memória, valor a que a vaga de zelo que hoje infunde o olhar sobre o património vem entretanto dar forma. Por detrás dos muros anódinos deste objecto feito vestígio, afloração ténue de um passado disperso e desvanecido, arquitectónica e urbanisticamente inexpressivo, esconde-se um percurso complexo e suculento que, ultrapassando as balizas institucionais do seu nascimento e morte, reflecte, no tempo longo do Antigo Regime, na assunção das Luzes e na transição para o Liberalismo, as vicissitudes do religioso e não menos do político. Decidiria D. Maria Ana, secundogénita de D. José I, instituí-lo como memorial de desagravo ao Santíssimo Sacramento profanado em 1630 ao altar de Santa Engrácia, no tão celebrado desacato daquele templo lisboeta que não apenas abalaria a capital como – disse-se então - a inteira cristandade. A cerca de século e meio daquele momento fundador, o mosteiro parecia guardar-lhe, incólume, a memória que o seu sui generis programa espiritual, espacial, estético e iconográfico tão solicitamente acolhera. De onde a intrigante implantação que lhe conhecemos - no exacto lugar onde haviam sido encontradas as sagradas formas do desacato - ou mesmo a presença, na igreja monástica, de painéis azulejares alusivos ao episódio de 1630. De onde, também, a dimensão da comunidade, significativamente em número de trinta e três, numa alusão directa à idade de Cristo e ao número das hóstias profanadas. À curiosa recuperação de uma vocação que o tempo e a emergência de novos contextos poderiam ter eventualmente aluído, não seria alheia uma dimensão fortemente circunstancial, que envolveria a devoção eucarística e o vínculo à espiritualidade franciscana num programa de apropriação mnemónica onde se jogou a vontade dos monarcas e dos seus mais próximos validos
- A Ermida de Santa Maria do Cabo, em Sesimbra, na primeira metade do século XVI: proposta de estudo cripto-históricoPublication . Castanho, Amanda Gonçalves Sequeira Westerman; Câmara, Maria Alexandra Gago daA presente dissertação é uma primeira abordagem monográfica sobre o início do culto católico no Cabo Espichel, por meio do estudo cripto-histórico de um antigo e extinto templo denominado Ermida de Santa Maria do Cabo, substituída no século XVIII pela Igreja do Cabo Espichel que conhecemos hoje. Trata-se não apenas de uma análise do edifício que não sobreviveu aos nossos dias, durante o mestrado de D. Jorge de Lencastre, período que compreende os anos de 1491 e 1550, mas de todo um contexto social, cultural, artístico e religioso da Comenda de Sesimbra em que se insere.
- A Igreja de Nossa Senhora da Vitória: irmandade e hospício: 1530-1862Publication . Rodrigues, Arminda Mendes; Câmara, Maria Alexandra Gago daA Igreja de Nossa Senhora da Vitória é uma das pequenas igrejas da Baixa Pombalina, que teve a sua primeira edificação em 1556, agregando a si um Hospício, que se encontrava adstrito ao Hospital de Todos-os-Santos, por vontade expressa da Irmandade de Caldeireiros, fundada em 1530, e de alguns devotos da Virgem da Vitória. Completamente destruídos em 1755, o conjunto Igreja/Hospício são reedificados entre 1765 e 1824. O trabalho encontra-se dividido em duas partes. Na primeira, apresentamos, numa perspectiva cronológica, contextualização, fundação e evolução da história da Irmandade, como materialização das obras de misericórdia e da devoção e culto marianos, legitimadas através da edificação da Igreja e do Hospício. Porém, a falta de vestígios materiais, destruídos pelo terramoto de 1755, não nos permitiu o estudo do primeiro conjunto arquitectónico. Repleta como se encontrava a Baixa, e toda a cidade, de notáveis edifícios religiosos e de importantes e ricas confrarias, foi nosso objectivo tentar compreender (na sequência da importância que determinadas irmandades e confrarias de leigos tiveram ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII) a importância e a acção da Irmandade de Nossa Senhora da Vitória. Fizemolo através de um estudo comparativo, evidenciando a importância do seu Hospício e Igreja, como locais de assistência, espaços de sociabilidade e prática devocional. Na segunda parte, que constituirá o cerne deste trabalho, estudou-se a nova Igreja e Hospício, edificados após a catástrofe, e sua implantação na renovada malha urbana da cidade, projectada por Eugénio dos Santos. A contextualização artística da nova Igreja passou pela sua definição dentro do estilo pombalino, procedendo-se também ao levantamento e estudo do equipamento artístico: talha, azulejo, pintura e escultura. Ainda se pensou na possibilidade de um terceiro capítulo referente às obras, de beneficiação e restauro, que decorreu em 1940, mas depois da consulta do Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, Arquivo Histórico do Ministério do Equipamento, Planeamento e Administração do Território e da Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais, verificamos a impossibilidade de o fazer, não só devido à inexistência de quaisquer elementos que nos ajudassem a suportar a hipótese de um restauro, mas também, porque dos parcos elementos encontrados no Arquivo Histórico da Câmara, um pedido de licenciamento de obras e dois pedidos de prorrogação do prazo, concluímos que se trataram de simples obras de manutenção do edifício, com especial incidência na cobertura. Para a primeira parte deste estudo, recorremos a fontes manuscritas e impressas e outras monografias de referência, pois o primitivo tombo da Igreja ficou completamente destruído no incêndio que se seguiu ao Terramoto. Para a segunda parte, o estudo baseou-se fundamentalmente, na investigação sistemática da documentação existente no arquivo da Irmandade, (no que nos foi possível e permitido consultar), completado pela pesquisa noutros arquivos como a Torre do Tombo, Arquivo do Patriarcado, o Arquivo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, Arquivo Histórico da Câmara Municipal de Lisboa, Arquivo Histórico do Ministério do Equipamento e Administração do Território, Gabinete de Estudos Olisiponenses. Apresentaremos ainda no primeiro volume, o apêndice documental, com documentação inédita encontrada no arquivo da Irmandade e um segundo volume que integrará o material iconográfico com mapas, planta e alçado, gravuras e fotografias da Igreja e seu equipamento artístico. Justifica-se também este estudo, na defesa do património urbano e do património arquitectónico religioso, e de um edifício classificada como Imóvel de Interesse Público, inserido numa área candidata a Património da Humanidade, a Baixa Pombalina
- Intervenção e gestão do património azulejar de fachada do Porto: [Bonfim 1840 – 1940]Publication . Cunha, Cristina Maria Pinto Ribeiro da Silva; Câmara, Maria Alexandra Gago daO presente trabalho pretendeu estudar o património azulejar de fachada da cidade do Porto, partindo do inventário sistemático de uma parte da freguesia do Bonfim. Também pretendeu estudar o desenvolvimento urbano da freguesia, bem como as suas características socioecónomicas, de forma a enquadrar o revestimento azulejar no contexto histórico que lhe deu origem. Foi ainda apresentada uma proposta para uma intervenção concertada e planeada de salvaguarda e preservação do azulejo de revestimento, bem como de educação, a nível das escolas e da população em geral, para este património integrado.
- O Palácio do Freixo: entre ruína e salvaguarda, século XVIII a XXPublication . Castro, António José Ferreira de; Câmara, Maria Alexandra Gago daO Barroco nasceu em Roma e expandiu-se pela Europa e pelos antigos impérios coloniais. No norte de Portugal o Barroco tem um dos seus ex-libris no Palácio do Freixo, monumento idealizado pelo conhecido arquiteto, Nicolau Nasoni. A presente dissertação tem por objetivo investigar a história do Palácio do Freixo, contemplando o passado e o presente. O interesse deste trabalho radica no facto de haver muita informação mas não um fio condutor dos acontecimentos históricos, que reúna e sintetize diferentes fontes de informação, por forma a compilar todas as informações que permitam construir e perceber a sua história até aos dias de hoje. Nesta dissertação será dado ênfase ao contexto histórico e geográfico, às características Barrocas inerentes à sua construção, e à sua classificação enquanto Monumento Nacional. Serão também abordadas as inúmeras transformações que o Palácio sofreu, sobretudo, no final do século XX, até à sua reabilitação no ano 2000. Por fim, será dado relevo à atribuição de novas funcionalidades para o Palácio e para o edifício das antigas Moagens Harmonia, em 2005, e que tem permitido a sua preservação e salvaguarda, através do turismo. Através da análise histórica deste importante Monumento Nacional, este trabalho pretende contribuir, não só para o conhecimento da história do Palácio do Freixo, mas também para a necessidade de proteção e utilização responsável do património português.
