Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP
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Percorrer Mestrado em Estudos do Património | Master's Degree in Heritage Studies - TMEP por orientador "Câmara, Maria Alexandra Gago da"
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- 26 anos da rota do românico: balanço, impacto e perspetivasPublication . Teixeira, Soraia; Câmara, Maria Alexandra Gago daO presente estudo realiza um balanço dos 26 Anos da Rota do Românico, destacando o seu percurso enquanto instrumento de valorização cultural e patrimonial nos Vales do Sousa, Tâmega e Douro. O trabalho propõe-se a identificar os seus impactos sociais, económicos e patrimoniais deste projeto. Para tal, recorreu-se a uma abordagem multidimensional, desde a revisão bibliográfica, à análise documental e entrevista aos técnicos da rota. Os resultados evidenciam que a Rota do Românico desempenha um papel relevante na promoção do património cultural, incentivando a preservação e o turismo, enquanto contribui para a dinamização económica das comunidades locais. Contudo, identificam-se também desafios na gestão patrimonial e sustentabilidade das rotas, nomeadamente com a proposta de expansão a toda a Região Norte de Portugal. O estudo propõe perspetivas de futuro, sugerindo estratégias de preservação dos bens patrimoniais e das comunidades locais. Este estudo reforça a importância das rotas culturais como instrumentos de valorização patrimonial e desenvolvimento regional, oferecendo uma análise crítica do impacto acumulado ao longo de mais de duas décadas do caso concreto da Rota do Românico.
- Arquitectura religiosa em Angola: o desconhecido modernoPublication . Matos, Susana Paula Cid de; Câmara, Maria Alexandra Gago daEste trabalho pretende dar a conhecer a significância da Arquitetura Religiosa Moderna em Angola. Articula-se com uma primeira parte de enquadramento sobre o tema da tipologia religiosa no âmbito da arquitetura representativa do Movimento Moderno, seguindose de uma abordagem sobre referências para a Arquitetura Moderna Religiosa em Angola. Na segunda parte do trabalho apresentam-se exemplares que foram erguidos por todo o território e é também um pretexto para contar a história de Angola através da sua arquitetura, mais especificamente, a religiosa. É evidenciada a importância da Igreja Católica na história de Angola e da arquitetura que a mesma produz, num período em que o Estado Novo se depara com a aceitação da inovação, do progresso e da tecnologia.
- A arte indo-portuguesa na IIha de Moçambique: um intercâmbio de formas e de gostosPublication . Teixeira, Sara Martins Domingues de Sousa; Câmara, Maria Alexandra Gago daEsta dissertação tem como propósito dar a conhecer parte do património artístico da Ilha de Moçambique, cuja urgência em o salvaguardar, levou à constituição de importantes núcleos de arte indo-portuguesa, nomeadamente os Museus de Arte Sacra e o de Artes Decorativas, criados pela Comissão de Monumentos e Relíquias Históricas de Moçambique durante o Estado Novo, no virar de 1969 para 1970, altura em que a Ilha se tornava uma atração turística. Nela contextualiza-se a marcada presença indiana na arte aplicada à arquitetura, na arte sacra e no mobiliário existentes na Ilha de Moçambique, onde se preservam peças de elevado valor artístico e histórico, do séc. XVI à primeira metade do séc. XX, resultado da fusão da cultura portuguesa com culturas orientais do Índico. Neste estudo é dado particular enfoque ao património móvel, que constitui as coleções do MUSIM (Museus da Ilha de Moçambique), a instituição estatal tutelada pela cultura na qual se inserem os museus onde se localizam a maior parte das peças nele referidas e apresentadas. A presente investigação engloba igualmente peças de outras coleções estatais e particulares da Ilha de Moçambique e também de Maputo, como uma amostra do que se preservou desta arte em território moçambicano. Este trabalho desvenda, em paralelo, a história e a cultura desta cidade, que é Património da Humanidade e ao revelar-se o caminho percorrido para a salvaguarda do seu legado, registamse as principais ações decorridas nos períodos colonial e no pós-colonial para a sua divulgação e valorização, visando a preservação de memórias coletivas.
- Azulejaria de Santarém nos séculos XVII e XVIII: revisitar um património azulejar in situPublication . Valente, António Francisco Baptista; Câmara, Maria Alexandra Gago daA azulejaria em Portugal nos séculos XVII e XVIII é marcada pelo despontar da criação de peças figurativas de elevado valor artístico, em paralelo com outros trabalhos mais simples, todavia de grande efeito decorativo. Os azulejos converteram-se numa aplicação muito comum no revestimento de interiores das igrejas e dos conventos. Pretendeu-se com a presente dissertação estudar algumas dessas obras integradas nos Templos da cidade de Santarém e, dessa forma, dar a conhecer o quanto a azulejaria escalabitana é um marco importante na história da arte em Portugal. Os enxaquetados em azul e branco, ou o verde e branco que podemos admirar num grande número de igrejas são uma particularidade da azulejaria portuguesa da qual estudámos alguns exemplos. Este revestimento decorativo nas paredes dá ao observador a perceção de um movimento rítmico diagonal, como podemos constatar nas Igrejas de Santa Maria de Marvila ou de Santa Iria. Pretendeu-se ainda estudar como as contingências políticas e económicas resultantes da perda da independência (1580-1640) e a consequente Guerra da Restauração, levaram os azulejadores a encontrar diversos expedientes no incremento da conceção das suas obras. Procurámos ainda verificar que, como numa contrapartida à perda de qualidade dos temas figurativos, o repertório decorativo vai enriquecer a sua inspiração nos tecidos, nos bordados, nos tapetes e nas formas vegetalistas. Esta transformação é algo especificamente que está muito bem representado na azulejaria em Portugal, particularmente em Santarém. Se na primeira metade do século XVII dominaram os chamados azulejos de tapete, com paredes inteiras revestidas desta forma, na primeira metade do século XVIII impera sobretudo ojpo azul e branco. A redução da paleta cromática à cor azul permitiu, como constatámos, criar uma riqueza pictórica nas grandes representações figurativas como as da Capela Dourada, da Sacristia da Igreja dos Capuchos ou a dos corredores e escadarias do Paço Episcopal.
- O Bairro Operário de Portimão : história e patrimónioPublication . Ramos, Fernando Manuel Amaro Barata; Câmara, Maria Alexandra Gago da; Ramos, Paulo OliveiraA Revolução Industrial marcou uma nova ordem económica e social na Europa. O afluxo de população rural às cidades, à procura de melhores condições de vida, obrigou a uma reorganização da urbe, que veio alterar substancialmente o desenho urbano e dotar as cidades de uma nova vivência social e económica. Por várias cidades europeias proliferaram bairros operários, inicialmente com condi-ções de habitabilidade muito reduzidas, abaixo do humanamente exigível, até às con-cepções de melhor qualidade, promovidas tanto por exigência legal, como por iniciativa de alguns empresários. Foram diversas as concepções de habitação operária que ao longo dos anos foram estudadas e aplicadas. Assistiu-se a uma fase de grande experimentação que criou a base para o que hoje se pratica um pouco por todo o mundo. O bairro operário de Portimão, assinalável no contexto da habitação operária em Por-tugal, foi concebido na década de 30 do século XX, ligado à indústria conserveira, emergente na cidade, nessa época. Com o decorrer dos anos foi sendo alterado em fun-ção de necessidades dos seus moradores, mas manteve a sua unidade como bairro. Neste trabalho propõe-se a musealização deste bairro, de modo a preserva-lo e a dá-lo a conhecer à população. O objectivo é marcar este espaço urbano como um testemu-nho da história da cidade, inserido num contexto que a marcou profundamente e a con-dicionou até aos dias de hoje, como factor fundamental para o seu desenvolvimento.
- O campo de Santa Clara, em Lisboa : cidade, história e memória : um roteiro culturalPublication . Serol, Maria Elisabete Gromicho; Câmara, Maria Alexandra Gago daA História do Campo de Santa Clara remonta à conquista da cidade de Lisboa (1147), por ter sido este o local escolhido por D. Afonso Henriques (1139-1185) para acampar com as suas tropas e planear a vitoriosa conquista da cidade aos Mouros. Local de características baldias recebeu no mesmo ano, em resultado do cumprimento de um voto secreto feito ao Mártir São Vicente (Século IV) e a favor da vitória contra o infiel, a sua primeira edificação, a Igreja Mosteiro de S. Vicente. Devido à sua fraca densidade populacional, veio a tornar-se, o Campo, num local de sentenciamento e execução de penas capitais recebendo, por algum tempo, o nome de “Campo da Forca”. Em 1288, já sob o domínio de D. Dinis (1279-1325), acolheu, o Campo, na sua parte oriental o Mosteiro de Santa Clara, do qual provém o seu actual nome. Posteriormente, em meados do século XVI, foi a vez da Infanta D. Maria (1521-1577), filha de D. Manuel I (1485-1521), eleger o local para a construção dos seus Paços e para a edificação da Igreja Paroquial de Santa Engrácia, a qual pelas mais diversas vicissitudes, deu lugar ao Panteão Nacional. O local foi, igualmente, bordejado por edificações com características palacianas. No século XIX deu-se a transferência, definitiva, da Feira da Ladra para o Campo de Santa Clara e a construção de um Mercado, o único e o último dos exemplares da época de ouro da Arquitectura do Ferro em Lisboa. O Campo de Santa Clara reúne, assim, um forte legado patrimonial, artístico e cultural testemunho da sua longa vivência e revelador das diversas mutações sociais operadas ao longo dos anos, relacionadas, por exemplo, com a extinção das ordens religiosas e a alteração de funções dos vários espaços religiosos e civis existentes. Entende-se que, apesar das várias alterações de carácter de utilização sofridas, deve o Campo de Santa Clara ser visto e entendido como um todo, que soube, ao mesmo tempo, preservar as suas características mais intrínsecas. Portador de uma rica e variada história, incorre o Campo no risco de, quer por desleixo ou ignorância, perder a sua memória e a sua identidade. É objectivo deste trabalho recuperar, salvaguardar e perpetuar sob a forma escrita, a sua memória, a sua história e a dignidade que este local merece, valorizando-o e divulgando-o, sob a forma de roteiro histórico patrimonial. A preparação e organização deste roteiro foi precedida de um exaustivo trabalho de campo, que permitiu avaliar, seleccionar, catalogar e inventariar os elementos de maior interesse artístico, patrimonial ou cultural, existentes no local eleito para a elaboração deste trabalho, através do estudo da bibliografia existente, bem como do recurso aos mais diversos arquivos locais e nacionais, que norteou o trabalho de investigação, na busca de fontes manuscritas, impressas e iconográficas de relevante interesse para o trabalho.
- Casa de brasileiros de Paços de Ferreira: “Ecletismo e Exuberância”Publication . Barros, Maria da Assunção da Silva; Câmara, Maria Alexandra Gago daO património edificado dos brasileiros, no apogeu do século XIX e no alvor do século XX, tem despertado interesse por parte de investigadores que, através dos seus trabalhos, têm contribuído para o despertar de novos estudos. Nesse sentido, debruçamo-nos sobre as Casas de brasileiros do Concelho de Paços de Ferreira. Para compreender a sua génese, recorremos à investigação histórica e sociológica da emigração oitocentista de Portugal para o Brasil e da influência que o seu retorno teve no património arquitetónico. Conscientes da influência que os brasileiros exerceram no património do Concelho, analisamos as alterações introduzidas na arquitetura Civil e os novos elementos estruturais na edificação das suas habitações. Deparámo-nos com um património arquitetónico que urge descobrir o seu significado na História da Arte e da Cultura, só assim, conseguiremos que esta valiosa herança não desapareça.
- Em desagravo do santíssimo sacramento: o "Conventinho Novo": devoção, memória e património religiosoPublication . Jacquinet, Maria Luísa; Câmara, Maria Alexandra Gago daErigido num período bem pouco afecto à instituição de casas regrais, o Conventinho de Lisboa cedo se veria ameaçado pelas crescentes restrições que decretariam o definhar da existência congreganista. Ao breve e espinhoso percurso deste cenóbio poria termo, não muito tempo transcorrido sobre a sua já tardia fundação, a inexorável extinção das ordens religiosas femininas. Deixando na penumbra o seu passado, o ocaso do mosteiro instituir-se-ia, muito embora, como ponto de partida para a reabilitação do seu valor enquanto lugar de memória, valor a que a vaga de zelo que hoje infunde o olhar sobre o património vem entretanto dar forma. Por detrás dos muros anódinos deste objecto feito vestígio, afloração ténue de um passado disperso e desvanecido, arquitectónica e urbanisticamente inexpressivo, esconde-se um percurso complexo e suculento que, ultrapassando as balizas institucionais do seu nascimento e morte, reflecte, no tempo longo do Antigo Regime, na assunção das Luzes e na transição para o Liberalismo, as vicissitudes do religioso e não menos do político. Decidiria D. Maria Ana, secundogénita de D. José I, instituí-lo como memorial de desagravo ao Santíssimo Sacramento profanado em 1630 ao altar de Santa Engrácia, no tão celebrado desacato daquele templo lisboeta que não apenas abalaria a capital como – disse-se então - a inteira cristandade. A cerca de século e meio daquele momento fundador, o mosteiro parecia guardar-lhe, incólume, a memória que o seu sui generis programa espiritual, espacial, estético e iconográfico tão solicitamente acolhera. De onde a intrigante implantação que lhe conhecemos - no exacto lugar onde haviam sido encontradas as sagradas formas do desacato - ou mesmo a presença, na igreja monástica, de painéis azulejares alusivos ao episódio de 1630. De onde, também, a dimensão da comunidade, significativamente em número de trinta e três, numa alusão directa à idade de Cristo e ao número das hóstias profanadas. À curiosa recuperação de uma vocação que o tempo e a emergência de novos contextos poderiam ter eventualmente aluído, não seria alheia uma dimensão fortemente circunstancial, que envolveria a devoção eucarística e o vínculo à espiritualidade franciscana num programa de apropriação mnemónica onde se jogou a vontade dos monarcas e dos seus mais próximos validos
- A Ermida de Santa Maria do Cabo, em Sesimbra, na primeira metade do século XVI: proposta de estudo cripto-históricoPublication . Castanho, Amanda Gonçalves Sequeira Westerman; Câmara, Maria Alexandra Gago daA presente dissertação é uma primeira abordagem monográfica sobre o início do culto católico no Cabo Espichel, por meio do estudo cripto-histórico de um antigo e extinto templo denominado Ermida de Santa Maria do Cabo, substituída no século XVIII pela Igreja do Cabo Espichel que conhecemos hoje. Trata-se não apenas de uma análise do edifício que não sobreviveu aos nossos dias, durante o mestrado de D. Jorge de Lencastre, período que compreende os anos de 1491 e 1550, mas de todo um contexto social, cultural, artístico e religioso da Comenda de Sesimbra em que se insere.
- Igreja Barroca Matriz de Santo Amaro em São Paulo: história e património deslocadoPublication . Brugnera, Gláucio Roberto; Câmara, Maria Alexandra Gago daNo Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP) está exposto um par de retábulos oriundos da antiga e demolida igreja Barroca da Matriz de Santo Amaro. A beleza serena e a simplicidade encantadora dessas peças despertaram-me profundo interesse em querer conhecer sua história e o que representam suas talhas. A ausência de informações mais detalhadas quanto à data de produção e à autoria instigou-me a iniciar esta investigação. Os dois retábulos apesar de serem contemporâneos apresentam várias características distintas, portanto, optei por concentrar o estudo em apenas um deles. Não houve um critério técnico para isso, mas apenas um gosto particular. Busquei, então, conhecer a história da igreja, cuja documentação revelou-se escassa. A seguir, voltei-me à história do bairro, igualmente pouco explorada sob olhar científico. Isso levou-me a recuar mais na linha do tempo histórico, o que acabou por levar a história da cidade e da região de São Paulo. Essa ampliação do escopo do trabalhou visou compreender os contextos sociais, religiosos e de posse de território os quais deram origem à antiga igreja Barroca, nascida de uma capelinha erguida às margens do rio Jurubatuba, onde jesuítas, como José de Anchieta, usavam-na para celebrar pequenas missas e catequisar os gentios. E, para finalizar, foi necessário a compreensão dos movimentos humanistas do Renascimento, das correntes artísticas do Maneirismo, do Barroco e do Rococó; bem como os impulsos eclesiásticos da Contrarreforma e do Concílio de Trento, o que revelaram-se essenciais para interpretar a talha do retábulo. A pesquisa baseou-se em literatura especializada, trabalhos académicos, manuscritos da Arquidiocese de São Paulo, fontes do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo e registos do Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP). Ao final, foi possível enquadrar cronologicamente a obra, identificar sua filiação ao estilo Barroco paulista e aproximá-la, com cautela, da técnica de oficinas atuantes na região de São Paulo.
