Video Journal of Social and Human Research
URI permanente para esta coleção:
Publicação científica semestral, resultante da parceria estabelecida entre a Universidade Aberta (UAb) de Portugal e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), do Brasil.
Notícias
A política editorial da vídeo revista integra abordagens audiovisuais das Ciências Sociais e da investigação humana, além de temas relacionados com a realidade política, com a comunicação intercultural, com a educação para a globalização e com a diversidade social, económica e linguística das sociedades contemporâneas. Procura refletir criticamente, ainda, sobre questões globais, numa perspectiva interdisciplinar e multidisciplinar, especialmente, no âmbito do papel das sociedades e das pessoas nesses processos. O VJSHR procura fornecer uma plataforma de investigação interdisciplinar e pretende estabelecer uma nova fronteira na publicação social e humana no que se refere à comunicação científica em formato de vídeo artigo.
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Entradas recentes
- Para uma cidadania crítica: o papel das competências histórico-digitais na educação históricaPublication . Trindade, Sara DiasNum contexto marcado pela ubiquidade digital e pela superabundância de informação, este artigo apresenta o conceito “competências histórico-digitais” bem como a sua relevância no desenvolvimento do pensamento histórico dos jovens, através da mobilização de fontes digitais, da construção de narrativas históricas fundamentadas, da utilização do digital para autorregulação das aprendizagens e ainda da participação ética na esfera pública digital. Direcionado para alunos e baseado no referencial de competências digitais de Redecker (2017) e na adaptação desse referencial a nível da área da dimensão pedagógica por Moreira et al. (2024), este quadro integra quatro áreas estruturantes - Recursos Digitais para a História; Aprendizagem Histórica com o Digital; Avaliação Digital em História; e História e Cidadania Crítica Digital - e visa o desenvolvimento de uma educação histórica transformadora, capaz de responder aos desafios contemporâneos da historiografia, da educação e da cidadania digital, enquanto oportunidade epistemológica para fortalecer o pensamento histórico e a participação democrática dos jovens. Partindo da articulação entre consciência histórica, literacia histórica e pensamento histórico, defende-se que a integração crítica do digital na educação histórica é essencial para formar cidadãos capazes de interpretar, avaliar e comunicar o passado com o digital, nas duas diferentes dimensões.
- A educação híbrida como possibilidade de inclusão da cultura digital nos planejamentos pedagógicosPublication . Neto, Fernando Nascimento Costa; Pimentel, Fernando Sílvio CavalcanteA Educação Híbrida, nomenclatura nova na legislação brasileira, surge a partir de atualizações que a legislação vem passando, buscando acompanhar mudanças na sociedade contemporânea, buscando incluir os aspectos da Cultura Digital. A partir da problemática surge a questão norteadora, de que forma Educação Híbrida pode facilitar a inclusão da Cultura Digital nos planejamentos pedagógicos? Enquanto objetivo geral compreender a partir das literaturas como a Educação Híbrida pode facilitar a inclusão da Cultura Digital nos planejamentos pedagógicos. Para a construção deste trabalho foi utilizado de uma Revisão Sistemática da Literatura, a partir de sua natureza qualitativa e caráter explicativo. Enquanto resultados a pesquisa identificou que diferentes professores estão utilizando os aspectos da Cultura Digital e implantando as ideias da Educação Híbrida, alguns de forma espontânea e outros de maneira planejada e estudada. Concluindo que a Cultura Digital e a Educação Híbrida necessitam estar presentes nos planejamentos educacionais e na prática pedagógica dos professores, sendo benéficas para o aprendizado dos estudantes e para o engajamento das aulas por parte de estudantes e professores.
- Educação OnLIFE: reflexões sobre a formação docente para a educação contemporâneaPublication . Silva, Premma Hary Soares Mendes; Lima, Doracy Gomes Pinto; Morais, Elinaldo Coutinho; Serra, Ilka Márcia Ribeiro de SouzaEste artigo contempla uma revisão narrativa de literatura sobre a temática Educação OnLIFE, demostrando a sua importância na formação de professores enquanto sujeitos em formação e formadores de sujeitos. O objetivo deste estudo consiste em identificar as contribuições da Educação OnLIFE, destacando seus elementos e pressupostos, a fim de fomentar práticas docentes pautadas na perspectiva da educação contemporânea. Para esta pesquisa, foram adotadas estratégias metodológicas da pesquisa bibliográfica. Destacamos importantes reflexões acerca da formação cidadã a partir da Educação Digital ao pensar o desenvolvimento da educação contemporânea a partir de elementos que fortaleçam a compreensão de que a sociedade atual precisa formar cidadãos em todos os espaços físicos ou virtuais para atuarem em uma sociedade hiperconectada. As reflexões aqui apresentadas dão ênfase a um tipo de educação que proporcione uma formação cidadã, capaz de formar alunos éticos e responsáveis para uma sociedade hiperconectada, por meio de uma Educação Digital, que é Híbrida, a Distância e OnLIFE, ou seja, que acontece em todo tempo e em todo lugar, pois a sociedade é uma rede de conexões, onde os sujeitos estão em constante relações, mesmo estando em espaços de naturezas diversas, como o geográfico e o digital, fazendo uso de tecnologias analógicas e digitais.
- Novos letramentos e inclusão educacional do surdo: uma análise da biblioteca virtual bilingue bibliolibrasPublication . Gomes, Fatima Leticia da Silva; Sena, Lílian de Sousa; Nascimento, Juscelino Francisco doO presente artigo tem como objetivo analisar a biblioteca virtual Bibliolibras, à luz do novo ethos e refletir sobre como essa plataforma pode contribuir para o desenvolvimento dos novos letramentos da pessoa surda. O estudo insere-se no campo da Linguística Aplicada, com enfoque qualitativo e descritivo, buscando interpretar os fenômenos e atribuir significados sem recorrer a métodos estatísticos. A análise fundamenta-se em autores que discutem os novos letramentos, como Lankshear e Knobel (2007, 2011), Buzato (2014), Santaella (2004) e Lévy (2010). Os resultados apontam que a plataforma amplia as possibilidades de inclusão educacional da pessoa surda. No entanto, apesar da presença de uma linguagem híbrida e do potencial distribuição de conteúdo, observa-se a ausência de posturas colaborativas e participativas por parte dos produtores — elementos centrais do novo ethos.
- Ecossistemas digitais de aprendizagem e territorialidade: mediações críticasPublication . Almeida, Fernando José de; Almeida, Vinícius Tadeu deEste artigo analisa as relações entre ecossistemas digitais de aprendizagem e territorialidades, a partir do hibridismo crítico como campo epistemológico. Este campo integra dimensões ontológicas, sociotécnicas e pedagógicas. Os ecossistemas digitais de aprendizagem são territórios simbólicos, nos quais se produzem saberes específicos e induções ideológicas nem sempre explícitas. As ecologias pedagógicas que se desenvolvem nesses ambientes digitais expressam valores formativos que podem estimular o consumo ou princípios antirreflexivos e aéticos. Tais valores nem sempre condizem com práticas formativas como a mediação dialógica crítica, a consideração dos problemas do território, a aprendizagem colaborativa ou coprotagonismo docente-discente. Esses ecossistemas, por sua origem e finalidades, não são neutros, embora se apesentem como se fossem. O artigo explicita as consequências de suas implicações curriculares e para a educação formal escolar. Metodologicamente, o estudo é qualitativo-bibliográfico, desenvolvido por análise teórico-conceitual e articulação de referenciais de Almeida, Moreira, Canclini, Haesbaert, entre outros. As categorias abordadas incluem multiterritorialidade, infoesfera e ética na técnica. Os resultados mostram que, mesmo submetidos a lógicas de vigilância, consumo e homogeneização cultural, os ecossistemas digitais de aprendizagem podem promover práticas pedagógicas emancipadoras e formulações de cidadania digital, especialmente quando mediados criticamente. As análises apontam que a articulação entre técnica, cultura e educação, sob a ótica do hibridismo crítico, redefine a territorialidade do ensino. Isso oferece um paradigma consistente para pensar a mediação como prática ontológica e política. As conclusões ressaltam que ecológicas pedagógicas híbridas, construídas em currículos colaborativos entre docentes-discentes, constituem alternativas para resistir à mercantilização da aprendizagem e ressignificar a presença humana nesses ecossistemas.
- Educação, território e desenvolvimento regional: uma leitura marxista crítica das políticas educacionais no ParanáPublication . Alves, Murilo Barche; Scortegagna, Paola Andressa; Pacífico, MarsielEste artigo analisa as tensões estruturais entre educação, território e desenvolvimento regional no contexto paranaense, a partir de uma perspectiva marxista crítica. Parte-se do pressuposto de que a educação, inscrita nas formas sociais do capitalismo, é atravessada por contradições que expressam tanto sua função reprodutiva quanto seu potencial emancipatório. Revisitam-se os marcos legais da educação brasileira, especialmente a Constituição Federal de 1988 e a LDB/1996, para demonstrar que a formação humana integral e a gestão democrática são tensionadas por reformas curriculares orientadas pela racionalidade neoliberal, que convertem a escola pública em instrumento de adaptação ao mercado. Ao analisar políticas como o Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná (PDE) e a reconfiguração recente do Ensino Médio, evidencia-se a influência crescente de organismos internacionais, a plataformização do trabalho docente e a mercantilização da política educacional. Articula-se essa análise à categoria território, compreendido como expressão material das desigualdades produzidas pelo capitalismo dependente. Defende-se que experiências territorializadas e cooperativas podem fortalecer a autonomia dos sujeitos e contribuir para projetos de desenvolvimento endógeno. O artigo conclui que a efetivação da educação como prática emancipatória exige enfrentamento das estruturas que subordinam a formação humana às necessidades do capital.
- Competências digitais na formação docente no ensino superior: um estado da artePublication . Novelli, JosimayreConsiderando o mundo no qual o uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) têm feito parte de diversas esferas sociais, especificamente, na área educacional, há que se levar em conta que para se ensinar nessa nova sociedade digital, informacional, múltipla, heterogênea, hiper conectada é crucial a formação docente, seja inicial ou continuada. Isto posto, este artigo apresenta um estado da arte tendo como foco pesquisas que discutem a competência digital e formação docente no contexto do ensino superior no cenário nacional. A busca realizada no Google Scholar, tendo como palavras-chave “competências digitais; formação docente; ensino superior”, com refinamento para o período de 2015 a 2025, resultou em 25 trabalhos científicos. Diante dos resultados desse estado da arte, observa-se que as investigações realizadas enfatizam a necessidade de se investir na formação docente no tocante ao desenvolvimento de suas competências digitais. Embora os professores estejam fazendo uso das tecnologias digitais, suas práticas pedagógicas ainda ficam restritas a um uso instrumental, técnico, com predomínio de sua subutilização. Nesse sentido, discutir sobre o conceito de competência digital e desenvolvê-las tendo como base documentos referenciais é de suma importância para que os profissionais da educação promovam práticas pedagógicas orientadas para atitudes críticas, emancipatórias e inovadoras nessa era tecnológica, permeada de IA e tantas outras ferramentas e recursos tecnológicos digitais. Para finalizar, as pesquisas orientam para o uso do DigComp e DigCompEdu como promissores para a implementação de políticas públicas no cenário educacional brasileiro, além de serem utilizados para orientar a aquisição de competência digital docente.
- Redes académicas e internacionalização na Universidade Aberta (Portugal): contributos do Projeto DIGENDER2PALOPPublication . Barros, Daniela Melaré Vieira; Nobre, Ana; Mouraz, Ana; Borges, IrinaO artigo propõe uma reflexão inserida no âmbito do Projeto DIGENDER2PALOP, com enfoque no papel das redes académicas e da internacionalização na promoção de práticas pedagógicas mais equitativas e inclusivas no ensino superior. Financiado pelo Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., em parceria com a Universidade Aberta, o projeto visa o desenvolvimento de competências digitais para a promoção da igualdade de género em países lusófonos. A investigação centrou-se nos contributos pedagógicos da internacionalização e na construção de redes académicas enquanto estratégias colaborativas entre instituições de ensino superior da lusofonia. Através de uma abordagem qualitativa, os resultados evidenciaram que parcerias internacionais, eventos científicos conjuntos e a coautoria de materiais didáticos potenciam a qualidade, a inovação e a equidade no ensino. O estudo destacou ainda o impacto da educação digital no reforço destas dinâmicas. Conclui-se que a internacionalização desempenha um papel crucial na consolidação de modelos pedagógicos digitais mais inclusivos, sustentáveis e culturalmente contextualizados
- O observatório do NAPI educação do futuro: diagnóstico, dados e evidências para a inovação educacional no ParanáPublication . Agostinis, Bruna; França, Fabiane Freire; Costa, Maria Luisa Furlan Furlan; Saavedra Filho, Nestor CortezO NAPI Educação do Futuro tem como propósito promover a inovação educacional por meio de um ecossistema colaborativo de pesquisa e formação, contribuindo para a redução das desigualdades educacionais no Paraná. Neste artigo, apresenta-se o papel do Eixo 1 Observatório da Educação, que atua na produção, sistematização e interpretação de dados para apoiar o planejamento pedagógico, a formação docente e a gestão das redes de ensino. O objetivo do estudo é descrever as principais ações e contribuições do Observatório para o fortalecimento da educação pública, sobretudo em municípios com menor desenvolvimento humano. No que tange a metodologia adotou-se a pesquisa bibliográfica e documental, entendendo que pesquisar significa buscar respostas a um problema de forma sistemática, rigorosa e fundamentada. O Observatório reúne informações sobre infraestrutura escolar, competências digitais docentes, condições pedagógicas e indicadores socioeconômicos, possibilitando diagnósticos territoriais mais precisos. Entre os resultados observados, destacam-se a criação de uma base integrada de dados educacionais, o desenvolvimento de painéis públicos de visualização e a realização de formações continuadas alinhadas às necessidades identificadas. Conclui-se que o Eixo 1 constitui um elemento estruturante do NAPI, contribuindo para decisões educacionais baseadas em evidências para políticas voltadas à equidade, à inclusão digital e ao desenvolvimento regional
- Inteligência artificial generativa na formação docente: desafios éticos na construção de uma docência crítica-reflexivaPublication . Oliveira, Flavio Rodrigues deA presente análise visa dialogar sobre os desafios éticos da crescente integração da Inteligência Artificial Generativa (IAG) na formação de professores, com o objetivo de apresentar alguns possíveis caminhos para a construção de uma docência crítica-reflexiva. A justificativa reside na urgência de se transcender a visão puramente instrumental e tecnicista do uso da IAG, compreendendo-a como um fenômeno que reconfigura práticas pedagógicas e suscita questões éticas. A metodologia adotada é a de revisão bibliográfica, de caráter qualitativo, fundamentada em uma análise crítica que articula as contribuições da filosofia da tecnologia e da educação. O referencial teórico mobiliza as obras de Luciano Floridi, Álvaro Vieira Pinto e Vani Kenski, entre outros, com reflexões sobre o uso das tecnologias em contextos educativos. A análise evidencia a necessidade de uma formação crítica dos professores a não apenas usar a IAG, mas a questionar seus pressupostos, seus efeitos e suas implicações, ou seja, para ir além do simples caráter instrumental. Defende-se que o uso da IAG na formação docente só é eticamente aceitável quando subordinado a mediações crítico-formativas que preservem a autoria intelectual, a agência do professor e um projeto educativo emancipatório, e não à lógica de eficiência técnica e controle de dados. Propõe-se, assim, uma abordagem formativa pautada na "consciência crítica" da tecnologia.
