CEMRI | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars
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- Avaliação da aprendizagem em ambientes virtuais mediadas por inteligência artificialPublication . Silva, Ana Isabel Mateus da; Silva, Bento; S. Almeida, Leandro; Alves, Regina; Cruz Santos, Anabela; Dourado, Luís; Risso, Alicia; Peralbo, Manuel; Barca Enríques, Eduardo; Valle Aria, Antonio; Brenlla Blanco, Juan CarlosA crescente digitalização do Ensino Superior tem impulsionado o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) nos processos de avaliação da aprendizagem. Este estudo apresenta uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2023 e 2025, em bases de dados reconhecidas (Scopus, Web of Science, Google Scholar e Redalyc), centrada em quatro ferramentas: Kahoot!, Gradescope, Quillionz. Os resultados revelam que o Kahoot! se destaca pela consistência dos efeitos positivos na motivação, retenção de conhecimento e desempenho académico. O Gradescope contribui para maior eficiência e equidade na correção de avaliações, embora os estudos se concentrem sobretudo em contextos de engenharia. O Quillionz mostra potencial na automatização da produção de materiais pedagógicos, carecendo ainda de validação empírica mais ampla. Conclui-se que estas ferramentas têm elevado potencial para transformar as práticas avaliativas no Ensino Superior, mas a sua adoção deve ser acompanhada por reflexão crítica, políticas institucionais claras e estudos empíricos contextualizados, de modo a garantir a integração pedagógica, ética e equitativa das tecnologias de IA.
- E-learning e tecnologias digitias: caminhos, desafios e perspetivas na educaçãoPublication . Paixão, Cláudia; Silva, Ana Isabel Mateus da; Silva, Bento; S. Almeida, , , Leandro; Alves , Regina; Cruz Santos , Anabela; Dourado , Luís; Risso, Alicia; Peralbo, Manuel; Barca Enríques, Eduardo; Valle Aria, Antonio; Brenlla Blanco, Juan CarlosNo âmbito do e-learning a integração das Tecnologias da Informação e Comunicação na educação tem-se revelado cada vez mais importantes. Neste tipo de ensino torna-se necessário uma transformação profunda nos métodos e dinâmicas de ensino-aprendizagem. Este estudo tem como objetivo analisar o impacto das sessões síncronas e das Videaulas numa Unidade Curricular oferecida no 1.º semestre do ano letivo 2024/2025, no contexto do ensino a distância. A investigação baseou-se na análise de registos de atividade dos estudantes e observação dos seus comportamentos de interação com os recursos didáticos digitais, abrangendo um total de 171 estudantes inscritos numa Unidade Curricular. A metodologia adotada teve um caráter qualitativo-descritivo, permitindo compreender as perceções dos e das estudantes em relação à eficácia da integração de sessões síncronas e vídeoaulas na promoção dos resultados escolares. Os dados revelam que as sessões síncronas e vídeoaulas foram particularmente valorizadas por promoverem um ambiente de interação imediata com as docentes e entre os e as estudantes, o que contribuiu positivamente para o sentimento de pertença e para o envolvimento ativo com os conteúdos. Para além disso, as sessões síncronas e as Vídeoaulas mostraram-se fundamentais para o reforço da autonomia dos (as) estudantes, possibilitando a revisão de temas ao seu ritmo, bem como uma melhor organização do tempo de estudo. A combinação destes dois recursos demonstrou ser necessária e fundamental para uma experiência de aprendizagem mais completa, equilibrando a flexibilidade do ensino assíncrono com a proximidade das interações síncronas. Apesar dos benefícios identificados, também foram observados desafios, nomeadamente em relação à gestão do tempo pelos estudantes, variações nas competências digitais e limitações técnicas de acesso à internet. Conclui-se assim, que a integração pedagógica de sessões síncronas e Videaulas, quando apoiada por estratégias educativas claras e suporte institucional eficaz, potencia significativamente a qualidade da aprendizagem no e-learning. Com este estudo podemos refletir sobre a necessidade constante de investimento na formação docente e no aperfeiçoamento das plataformas tecnológicas, a fim de garantir um ambiente virtual inclusivo, interativo e adaptado às múltiplas necessidades dos e das estudantes do ensino superior a distância.
- Adaptação, saúde e qualidade de vida de imigrantes brasileiros residentes na região de LisboaPublication . Ramos, Natália; Reis, LyriaAs migrações fazem parte da história da humanidade e são uma constante no mundo contemporâneo. A partir de 1950 os brasileiros começaram a emigrar, frequentemente procurando melhores condições de vida. Esta emigração aumentou nos anos 1980 sendo Portugal um país de eleição para muitos brasileiros. Atualmente vivem em Portugal 92.120 brasileiros com situação regularizada junto aos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras. Quando imigra o indivíduo tem de adaptar-se ao novo contexto social e cultural e esse processo poderá influenciar a sua saúde e qualidade de vida. O objetivo desta pesquisa foi conhecer os determinantes da saúde e qualidade de vida de mulheres e homens brasileiros residentes em Lisboa. Método: O estudo é exploratório, descritivo e transversal, com uma amostra não probabilística de 120 imigrantes brasileiros (55,8% mulheres e 44,2% homens), com idades entre os 19 e 64 anos, residentes em Portugal há mais de um ano que concordaram em participar. Foi utilizado um questionário para avaliar os determinantes da saúde e o World HealthOrganization Quality Of Life-Bref (WHOQOL-Bref), questionário abreviado da Organização Mundial da Saúde para avaliar a qualidade de vida destes homens e mulheres. Resultados: Observamos que a adaptação ao novo país é um processo lento, que se processa de diferentes formas e pode influenciar a saúde destes indivíduos. Quanto à qualidade de vida 11,7% dos entrevistados considerou ter uma QdV muito boa, 65,8% boa, 20,8% nem ruim nem boa e 1,7% ruim, sendo diferente a avaliação feita por homens e mulheres. O domínio físico apresentou a média mais elevada (4,01) e o domínio meio ambiente a mais baixa (3,51). Conclusão: É necessário aumentar e melhorar as informações, os recursos e serviços disponíveis para os imigrantes de modo a aumentar a sua saúde e qualidade de vida.
- Emoções e perceção da qualidade de vida de brasileiros(as) e portugueses(as) durante a pandemia covid-19Publication . Silva, Ana Isabel Mateus da; Reis, LyriaAs emoções e a qualidade de vida (QdV) das pessoas sofreram inevitáveis alterações durante a pandemia da Covid-19 a nível mundial. Esta nova realidade vivida motivou as pessoas a incrementarem diferentes adaptações tanto a nível individual e/ ou familiar, como da sociedade. A qualidade de vida pode sofrer alterações devido a vários fatores, tais como: a perda da liberdade pessoal, a falta de convívio com a família e amigos, o trabalho em casa e por vezes sem condições, dificuldade de adaptação à nova realidade, dificuldades financeiras, estresse e fadiga excessiva, dificuldade de lidar com a morte, além de eventuais problemas clínicos, psíquicos e/ou psicológicos. O presente estudo teve como objetivo analisar as emoções, estratégias e a perceção da qualidade de vida de brasileiros(as) e portugueses(as) durante a pandemia de Covid-19. Esta comunicação resulta de uma pesquisa mais ampla, realizada através de um questionário sociodemográfico com perguntas abertas e fechadas, efetuado no Google Forms, aplicado online de 18 a 30 de maio de 2020. Entre outros aspetos abordamos as emoções, estratégias e a perceção de qualidade de vida. A amostra foi de 438 participantes, 181 indivíduos portugueses(as) e 257 brasileiros(as). A análise de dados foi realizada através de estatística descritiva e análise de discurso. Verificou-se que nos dois países as emoções mais manifestadas foram o medo e a tristeza. A desesperança foi mais importante entre brasileiros(as) do que entre portugueses(as). A perceção de qualidade de vida foi notória nos dois países, tendo os participantes manifestado os mesmos níveis nas categorias saúde e equilíbrio mental. Este estudo contribuiu para conhecer as emoções mais manifestadas durante a pandemia, as estratégias desenvolvidas para lidar com a pandemia e a perceção de qualidade de vida entre a população inquirida num momento pandêmico.
- Adaptação, saúde e qualidade de vida de imigrantes brasileiros residentes na região de LisboaPublication . Reis, Lyria; Ramos, NatáliaAs migrações fazem parte da história da humanidade e são uma constante no mundo contemporâneo. A partir de 1950 os brasileiros começaram a emigrar, frequentemente procurando melhores condições de vida. Esta emigração aumentou nos anos 1980 sendo Portugal um país de eleição para muitos brasileiros. Atualmente vivem em Portugal 92.120 brasileiros com situação regularizada junto aos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras. Quando imigra o indivíduo tem de adaptar-se ao novo contexto social e cultural e esse processo poderá influenciar a sua saúde e qualidade de vida. O objetivo desta pesquisa foi conhecer os determinantes da saúde e qualidade de vida de mulheres e homens brasileiros residentes em Lisboa. Método: O estudo é exploratório, descritivo e transversal, com uma amostra não probabilística de 120 imigrantes brasileiros (55,8% mulheres e 44,2% homens), com idades entre os 19 e 64 anos, residentes em Portugal há mais de um ano que concordaram em participar. Foi utilizado um questionário para avaliar os determinantes da saúde e o World Health Organization Quality Of Life-Bref (WHOQOL-Bref), questionário abreviado da Organização Mundial da Saúde para avaliar a qualidade de vida destes homens e mulheres. Resultados: Observamos que a adaptação ao novo país é um processo lento, que se processa de diferentes formas e pode influenciar a saúde destes indivíduos. Quanto à qualidade de vida 11,7% dos entrevistados considerou ter uma QdV muito boa, 65,8% boa, 20,8% nem ruim nem boa e 1,7% ruim, sendo diferente a avaliação feita por homens e mulheres. O domínio físico apresentou a média mais elevada (4,01) e o domínio meio ambiente a mais baixa (3,51). Conclusão: É necessário aumentar e melhorar as informações, os recursos e serviços disponíveis para os imigrantes de modo a aumentar a sua saúde e qualidade de vida.
- A comunicação em saúde com os/as adolescentes através de tecnologia da informação e a interculturalidadePublication . Silva, Ana Isabel Mateus daA tecnologia e a globalização nos levaram a um mundo em que os limites geográficos virtuais tendem para um mundo global estruturado como um todo, sem limites, sem fronteiras entre países, populações ou culturas. O covid 19 veio impulsionar o desenvolvimento das tecnologias e há necessidade de utilizar as mesmas na comunicação em saúde com os e as adolescentes. Os e as adolescentes demonstram uma aceitação e uma aculturação sem grandes dificuldades o que vem facilitar a comunicação em saúde, mas para os mesmos esta comunicação terá mais impacto através da tecnologia da informação. Procuramos analisar relatos de adolescentes sobre a importância da comunicação em saúde através do uso das tecnologias. Trata-se de um estudo descritivo, de caráter exploratório, qualitativo e intercultural, realizado a partir de entrevistas semiestruturadas e abertas. Participaram desse estudo 12 adolescentes, sendo os mesmos de Portugal, Brasil e Bélgica. Os principais resultados apontam para uma necessidade de uma melhoria na utilização das tecnologias: websites, ambientes virtuais de aprendizagem, cursos online, chat, jogos virtuais, blogs e mídias sociais
- Stress e ansiedade nos adolescentes em tempos de pandemiaPublication . Silva, Ana Isabel Mateus daEsta disseminação muito rápida do coronavírus a nível mundial, as incertezas sobre a doença e como controlá-la, a imprevisibilidade em relação ao tempo de duração, as alterações do vírus, os estados de pandemia, nomeadamente o isolamento social são fatores de risco para a população em geral e em particular para os adolescentes. Sendo característico da adolescência o afastamento da família e a ligação aos grupos de pares, as suas vivências, aprendizagens são normalmente realizadas com o grupo e não com a família, esta situação de pandemia veio alterar estas vivências e por consequência aumentar os níveis de stress e ansiedade nos jovens. A pandemia do novo coronavírus pode influenciar a saúde mental e o bem-estar psicológico não só por toda a envolvência de difusão de mitos e informações sobre as infeção e medidas de prevenção, mas também devido a mudanças nas rotinas dos adolescentes e nas relações familiares. Vamos apresentar dados preliminares de uma Investigação de cariz exploratória, adotando uma metodologia qualitativa, a partir da técnica Focus Group (FG) aplicada a um grupo terapêutico de 12 adolescentes. Este grupo teve início em abril de 2020 via watsap e vai manter-se até ao final da pandemia. Salientamos as mudanças deste grupo entre a primeira e segunda e terceira vaga da pandemia, principalmente houve um agravamento de sintomas de stress e ansiedade entre estas duas primeiras vagas. A maioria destes 12 adolescentes referem que não viveram neste espaço de tempo “…eu hibernei, só me apetecia estar na cama a ouvir música….” (Laura, 15 anos); “…quando me levantava as pernas termiam …” (Renato, 16 anos).
- Climatério, menopausa e representações sociaisPublication . Presado, Helena; Ramos, NatáliaA menopausa insere-se numa das fases da vida da mulher que não pode ser evitada e que decorre do processo biológico natural do envelhecimento. O climatério é um processo contínuo que engloba a peri-menopausa, a menopausa e a pós-menopausa, e que a OMS define como um processo de transição entre o período reprodutivo e não reprodutivo da mulher, que pode ocorrer entre os 40 e os 65anos (WHO, 1996). Apesar da palavra menopausa ser mais facilmente identificada, as palavras climatério e menopausa têm sido indistintamente usadas como sinónimos para referir todo o processo que envolve os diversos estádios desta etapa de vida. Tendo em conta o aumento da esperança de vida em geral, nomeadamente em Portugal, é notório o envelhecimento da população e o consequente aumento de mulheres em fase de climatério e menopausa. Compreender o pensamento social é importante, uma vez que as representações sobre a menopausa são muito diversas, sendo social e culturalmente construídas em mitos e crenças, em valores e atitudes em relação ao envelhecimento, ao papel social e estereótipos negativos ou positivos em relação à mulher, influenciadas pelos contextos socioculturais e reunindo muitas vezes o saber médico e o saber do senso comum. Estas representações sociais e fatores culturais, económicos e psicossociais podem interferir na forma como as mulheres vivenciam esta etapa de vida e ter impactos na sua saúde e bem-estar, pelo que é importante o seu conhecimento. A menopausa, sendo um fenómeno normal no percurso de vida da mulher, é um período crítico do seu desenvolvimento pessoal, psicológico e social, podendo comportar algumas vulnerabilidades para a mulher neste período. Atendendo aos resultados do estudo, é fundamental investir na formação dos profissionais de saúde, incluindo psicólogos, nomeadamente no desenvolvimento de competências para ajudarem as mulheres a vivenciarem esta etapa com qualidade de vida e na promoção de cuidados culturalmente adaptados, pois cada mulher vai experienciar este período de forma subjetiva e única. De igual forma revela-se importante uma maior acessibilidade e sensibilidade dos serviços de saúde nos cuidados a estas mulheres e famílias, investir na literacia em saúde, com programas de educação para a saúde ao longo do ciclo de vida e desenvolver estratégias e políticas no sentido de melhorar a qualidade de vida e bem-estar das mulheres nesta etapa de vida.
- A satisfação conjugal dos casais e a menopausaPublication . Presado, Helena; Ramos, NatáliaA relação de conjugalidade é, para a maioria das mulheres e dos homens, a relação mais íntima que voluntariamente estabelecem, afigurando-se constituir um espaço privilegiado para satisfazer as necessidades de afeto, companhia, lealdade e intimidade emocional e sexual. A menopausa, sendo um fenómeno normal no percurso vital da mulher, não deixa de ser também um período crítico do seu desenvolvimento pessoal e social onde são múltiplas as necessidades de adaptação tendo em conta as alterações físicas, psicoafectivas e socioculturais inerentes a este processo de transição. A influência do climatério/menopausa no relacionamento conjugal, depende da forma como cada casal se relaciona e vivencia o seu próprio relacionamento, esta constituindo mais uma fase de transição do ciclo de vida e, como qualquer outra fase de transição, tem de ser aprendida e reajustada face às mudanças. Assim, as repercussões no relacionamento do casal, implicam que ambos façam ajustamentos, a todos os níveis, no sentido de manter e/ou melhorar a qualidade de vida que desfrutavam. É importante compreender a satisfação conjugal como crucial para o bem-estar e saúde psicológica, refletindo uma avaliação sobretudo positiva do outro e da relação e contribuindo para o bem-estar pessoal e geral. Apesar de o estudo ter verificado algumas diferenças na satisfação conjugal em função do grupo etário, não podemos afirmar que a etapa do climatério/menopausa seja o único motivo que eventualmente possa interferir no relacionamento do casal. Alguns casais reforçam esta ideia quando afirmam que a menopausa não é determinante no relacionamento conjugal e vice-versa pois valorizam o diálogo, a comunicação, a compreensão, a cumplicidade e o respeito mútuo como aspetos facilitadores para ultrapassarem as dificuldades em qualquer fase da vida e que alguma dissonância que eventualmente exista, se deve a divergências de interesses e de objetivos e não apenas ao processo de climatério/menopausa. Esta faz parte de um percurso de transição de uma etapa de vida que na nossa sociedade ocidentalizada, não tem sido encarada como um percurso natural da vida com eventuais implicações na vida da mulher e consequentemente dos casais, na qualidade de vida e no bem-estar psicológico e conjugal. Parece fundamental a realização de mais estudos, no âmbito da psicologia e das ciências da saúde, no sentido de melhor compreendermos e intervirmos nesta etapa de vida relativa não só ao climatério/menopausa, mas também à andropausa, tendo em conta que têm sido pouco estudadas numa perspetiva de desenvolvimento, de saúde individual, conjugal e mental e psicossocial, mas também, numa perspetiva de género e intercultural.
- Brain drain of health care professionals: can we manage the process?Publication . Ramos, Maria da Conceição Pereira; Deaconu, Alecxandrina; Radu, CătălinaThe phenomenon of labor migration has grown a lot lately, due to globalization, economic differences between countries and transfer of information. At European level, Romania is one of the most affected countries by the brain drain phenomenon. Other countries, such as Portugal, are facing a "mixed" phenomenon, with Portuguese people leaving the country and foreign people coming to Portugal. Our goal was to understand the causes and how they can be managed its economic and social effects.
