História, Arqueologia e Património / History, Archaeology and Heritage
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Percorrer História, Arqueologia e Património / History, Archaeology and Heritage por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "05:Igualdade de Género"
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- O Antropocénico: perceção acerca da influência das oscilações climáticas com base no estudo de caso de uma microcredencial TIA (Tourism International Academy) da Universidade AbertaPublication . Pereira, Olegário Nelson Azevedo; Bastos, Rosário; Mendes, João Ribeiro; Mendes, Maria do Carmo; Leão, Isabel Ponce de; Mendes, Rui PaesA questão do Antropocénicono coloca-se com especial acuidade a partir do momento em que as chamadas “alterações” climáticas surgem a pari passu nas abordagens da Academia, dos media, nas redes sociais, e/ou nas conversas da população em geral. Com mais ou menos equívocos, todos acabamos por ter ideias sobre o tema das alterações climáticas, embora o conceito de Antropocénico não esteja ainda muito divulgado e, mais relevante, cientificamente aceite pelo órgão competente, a saber, a Comissão Internacional de Estratigrafia (subcomissão da União Internacional das Ciências Geológicas), a qual assume como a última era geológica, consensualmente definida, o Holocénico, no final da qual surge o Homo sapiens. Não obstante, alterações climáticas sempre existiram e quanto ao Antropocénico, alguns cientistas tendem a colocar o seu início no Neolítico, considerando que a agro-pastorícia foi a primeira atividade humana a provocar alterações antrópicas no ambiente. Mas qual a perceção que as pessoas, em Portugal, na segunda década do século XXI - e com algum nível de escolaridade - têm destas questões? A emergência de uma linha de fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) criada pela união europeia, com especial enquadramento no item Tourism, International Academy, permitiu a criação na Universidade Aberta de um curso gratuito, de pequena duração (2 meses), creditado para 3 ECTs (Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos), totalmente online e assíncrono, direcionado exatamente para estas questões, numa diacronia de largo espectro e com especialistas/formadores provenientes da área da Arqueologia, História e Gestão. Intitulou-se: “As alterações climáticas, a evolução humana e o empreendedorismo no turismo histórico”. Para frequência do curso era exigido aos formandos que tivessem no mínimo o 12º ano de escolaridade e residência fiscal no território português. A adesão foi significativa de modo que está já em marcha uma reedição deste curso. Detetou-se a avidez de conhecimentos nesta área profundamente interdisciplinar e a assiduidade nos fóruns de discussão da sala de aula virtual foi assinalável independentemente da cronologia ou temáticas em análise. O perfil dos formandos é diferenciado, quer em termos etários, geográficos, académicos, como profissionais e é de enfatizar que, dos 32 inscritos, 60% concluíram o curso com sucesso. Convém, agora, escalpelizar os dados e evidenciar as principais interrogações dos formandos, como mera amostragem ad hoc das questões levantadas pela generalidade das pessoas acerca das oscilações climáticas, pedra de toque do Antropocénico.
- A censura aos livros no Portugal de SalazarPublication . Melo, DanielEste é um novo capítulo do presente livro, agora na sua 4.ª edição (revista e aumentada), e que serve justamente como texto de contextualização histórica e de problematização da temática da censura sob a ditadura de Salazar e Caetano.
- A cultura do Estado Novo (1930-1960)Publication . Melo, DanielDos anos 30 aos anos 50 muitas transformações se deram na cultura e na educação portuguesas, tal como no resto do mundo. Mas, estando então o país sujeito a uma das mais longas ditaduras contemporâneas, a mudança foi mais lenta e tiveram mais impacto as tendências autoritárias e conservadoras, bem como o papel do Estado. Com efeito, à I República marcada pela efervescência e pluralismo de intervenções – na afirmação de correntes modernistas, no reforço de experiências de democratização cultural como as universidades e bibliotecas populares, etc. – sucede uma Ditadura Militar, em 1926, cujo programa mínimo foi um nacionalismo de direita, inspirado na fórmula fascista italiana e em correntes autoritárias, integralistas (como o Integralismo Lusitano e a Action Française) e conservadoras (integrismo católico e democracia cristã). Com a constitucionalização desta ditadura em «Estado Novo», novas fontes de inspiração e diálogo emergem: o nazismo, o varguismo brasileiro, o franquismo e um certo modelo desenvolvimentista, controlado desde cima. Esta tensa convergência de influências e interesses será aproveitada por António de Oliveira Salazar para firmar a sua condição de ditador incontestado e inamovível, arbitrando vontades e compondo equilíbrios em prol duma superior política nacional, que de tudo se ocupará, incluindo duma cultura que serve para trabalhar a imagem do regime e duma instrução pública que serve agora a «educação nacional». Se no campo literário a oposição tem ascendente duradouro, já nas artes plásticas e na arquitectura o regime consegue aliciar muitos modernistas, para conciliarem formulações de vanguarda com a exaltação do nacional, do historicista, do tradicional e da sugestão folclórica. Na educação, a escola oficial torna-se um espaço central. Abrindo o foco, as contradições e conflitos internos mais marcantes deste período fizeram-se em torno da relação entre tradição e moderno, entre particular e universal, entre formação para grupos restritos ou para todos, entre quantidade e qualidade, entre autonomia e controle artístico. Este regime fechado – por natureza mais avesso a mudanças – marcará de modo indelével a evolução da cultura e da educação. Desde logo porque a expressão do pensamento e o pluralismo serão fortemente cerceados, com a propaganda, a censura e a repressão políticas, sustentáculos essenciais da «nova ordem». Ainda assim, subsiste algum experimentalismo vanguardista e afirmam-se novas correntes artístico-literárias, como os modernistas da revista Presença (1927-40), os neo-realistas, os surrealistas, todos contrários à ditadura. A estas acrescem tendências existencialistas, mundividências espirituais marcadas pelo catolicismo e/ou pelo neo-romantismo, além de se reforçar a corrente nacionalista.
- Maio de 68Publication . Carreto, Carlos F. Clamote; Bär, Gerald; Gonçalves, Luís Carlos Pimenta; Trindade, Ana José; Guerreiro, Maria JoãoComemoração do 40º aniversário do "Maio de 68". Inclui depoimentos de Manuel Villaverde Cabral, Judith Revel, Daniel Bensaïd, Gerd-Rainer Horn e Fernando Rosas.
- Maria Leonor de Brito Guimarães (Amadora, 16/03/1909 – Lisboa, 29/08/1977)Publication . Melo, Daniel; Cervantes, Biblioteca Virtual Miguel deVerbete biográfico, em língua espanhola, dedicado à editora portuguesa Maria Leonor de Brito Guimarães (Amadora, 16/03/1909 – Lisboa, 29/08/1977) e publicado no portal digital Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes - Portal Editores y Editoriales Iberoamericanos (siglos XIX-XXI) - EDI-RED, Alicante, Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, 2024, 4 fls.
- Politics, culture, and religion in modern times: the Catholic Church and the restructuring of censorshipPublication . Melo, Daniel; Barros, Júlia Leitão deThis article analyses the restructuring of Catholic Church censorial practices in the historical context of questioning and erosion of the sacred in the Western world. We defend that the international action by the Vatican in the public sphere and its potential for shaping cultural processes at a transnational level were only possible through national ramifications/mediations. We analyse its dual offensive/reactive strategy within culture and the media, which promoted worldviews and reacted to mass culture adverse to those views, and how it was carried out by a particular structure, Catholic Action. We focus on its activity in Portugal and on the scrutiny applied to cinema and the reading materials which were allowed to circulate. For that purpose, we surveyed the most relevant catholic “reading guides” published over this period and described their modes of reception across diverse public audiences. We intend to show how one of the longest dictatorships in Europe in the 20th century shaped the modus operandi of the Vatican, contributing to a global Christian culture, to a transnational censorship system, and to the maintenance of an authoritarian regime. We therefore seek to contribute to the reflection on the articulation of censorship practices of the Church and the State.
- Salazarismo e cultura popular (1933-1958)Publication . Melo, DanielA política cultural do Estado Novo tinha subjacente a vontade de transformar a cultura do povo. A sua intervenção fez-se sentir sobretudo nas Casas do Povo, nos ranchos folclóricos, no artesanato, nos museus etnográficos, na literatura popular e nas marchas populares (criadas em Lisboa mas depois disseminadas por todo o país, incluindo as colónias). O autor procura demonstrar que o salazarismo promoveu um modelo ruralista, tradicionalista e nacionalista de cultura popular, com o duplo objectivo de se legitimar e de estabelecer um consenso em torno do universo de valores que, na sua óptica, enformavam a identidade portuguesa. Apesar disso, o associativismo popular livre resistiu ao programa autoritário do regime, tal como o comprova o estudo de caso da Federação Portuguesa das Colectividades de Cultura e Recreio. "Mais de vinte anos após a sua publicação, Salazarismo e Cultura Popular mantém uma notável atualidade no campo dos estudos da cultura do Estado Novo, ou seja, daquele conjunto de práticas e instituições que definiram a ideologia do regime. O livro oferece uma descrição particularmente detalhada dos atores institucionais e não institucionais, que, ao longo de décadas, construíram a imagem de Portugal como país rural e dos portugueses como um povo de camponeses. Em simultâneo, impede que a cultura salazarista se encerre na própria lógica totalitária com que procurou sistematizar a identidade nacional, com a sua impecável arrumação de classes, regiões, objetos e práticas. Oferece-nos, assim, um exemplo do que pode ser uma história aberta a todas as tensões e contradições que marcaram a vida cultural do período". (Luís Trindade, IHC, NOVA FCSH)
- Snu Abecassis (Copenhague, 1940 – Lisboa, 1980)Publication . Melo, DanielSnu Abecassis, cuyo nombre de nacimiento era Ebba Merete Seidenfaden, fue la principal mentora e impulsora de la fase inicial de la editorial Publicações Dom Quixote, que fundó el 16/03/1965, junto con su marido Vasco Abecassis (abogado) y António Neves Pedro, que había trabajado anteriormente en la editorial británica Penguin y en la portuguesa Publicações Europa-América (PE-A). En 1966, se sustituyó a este último en la dirección literaria por Carlos de Araújo, quien ocupó el cargo y asistió a Snu en la dirección editorial hasta abril de 1974, siendo también políglota y antiguo empleado de PE-A. La idea de crear una editorial intervencionista, actual y de calidad partió de Snu, inspirada por su implicación familiar (sus padres fueron resistentes y periodistas antinazis, su padrastro fue el heredero de una influyente editorial escandinava, Bonnier, y anfitrión de escritores nominados al Premio Nobel de Literatura, junto con su madre, que también trabajó en Penguin Books y Bonnier), su educación intelectual y cosmopolita y su personalidad combativa y prodemocrática. Cuando se instaló en Portugal con su marido, Snu decidió inmediatamente crear esta editorial, a la edad de 25 años.
