Sociologia | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars
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Percorrer Sociologia | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "10:Reduzir as Desigualdades"
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- Bridging cultures in healthcare: a systematic review of intercultural dialogue strategies for addressing climate-related health challengesPublication . Ponte, Nidia; Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesAtravés de uma revisão sistemática de 59 estudos, o trabalho analisou como estratégias de diálogo intercultural entre profissionais de saúde e utentes de diferentes contextos socioculturais podem ser desenvolvidas e adaptadas para enfrentar os impactos das alterações climáticas na saúde. Os resultados apontam para a importância da formação em competência cultural, da centralidade do diálogo com os utentes e da valorização de abordagens comunitárias na promoção da resiliência em saúde.
- Cidadania adiada: a persistência do abandono escolar de crianças e jovens ciganos/as e a(in)eficácia das políticas educativasPublication . Magano, OlgaA escolaridade tem aumentado em Portugal, mas a população cigana mantém-se distante das taxas gerais. De acordo com os Censos 2021 (INE), 60,2% entre os 25 e os 65 anos tinham completado o ensino secundário, a taxa de analfabetismo era de 3,08% e a taxa de abandono precoce 8,1%. Na população cigana, mais de 70% da população inquirida tinha o 1º ciclo do ensino básico ou menos, em que 27,1% não sabiam ler nem escrever (Mendes, Magano e Candeias, 2014). Segundo o INE (2024), 91,9% da população cigana tem até ao 3º ciclo do Ensino Básico. A Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) tem vindo a traçar o Perfil Escolar da Comunidade Cigana. Os dados permitem visualizar a dimensão das crianças e jovens ciganos matriculados nos vários níveis do ensino e verificar que à medida que aumenta o nível, diminui o número de inscritos (DGEEC, 2018, 2020, 2022). É permitido igualmente constatar as retenções e de abandono. No caso das retenções, são sempre superiores a 20% nos vários níveis de ensino, e a taxa de abandono do ensino básico é de 12,6% e no ensino secundário 20% (DGEEC, 2022). Apesar das várias políticas públicas educativas persiste o hiato entre a escolaridade atingida pela população cigana e pela população geral. Nesta comunicação serão analisados os motivos de sucesso e insucesso contando com perspetivas dos vários intervenientes nos processos educativos (famílias, estudantes ciganos e professores). Serão igualmente avaliados impactos das medidas educativas na escolaridade das pessoas ciganas, dado que conhecer a eficácia das políticas e intervir junto dos constrangimentos é fulcral para uma cidadania plena e conter o abandono escolar precoce. A reprodução social e desqualificação limitam o ingresso no mercado de trabalho, remetendo estes jovens e famílias para ciclos de pobreza e de exclusão social (FRA, 2022).
- Competências dos profissionais de educação para a saúde: desafios e oportunidades para uma educação digital e em rede assente na inclusão e equidadePublication . Henriques, Susana; Vieira, Cristina PereiraA educação para a saúde compreende oportunidades de aprendizagem conscientemente construídas envolvendo alguma forma de comunicação. Visa a melhoria da literacia em saúde e, consequentemente, os ativos de saúde individual e comunitária. Tem, por isso, um papel fundamental no desenvolvimento das vivências das pessoas e sociedades saudáveis. Tal cenário exige programas de intervenção de elevada qualidade, baseados em evidência científica, desenvolvidos por profissionais devidamente qualificados. Neste contexto, dedicamos atenção às competências dos profissionais de educação para a saúde, designadamente, enquanto públicos estratégicos, aos desafios e oportunidades de formação e desenvolvimento profissional. A presente comunicação organiza-se em torno dos seguintes eixos: (i) Conceptualizar criticamente o campo da educação para a saúde nas suas relações complexas com a literacia da saúde e a literacia digital – com um recorte para a necessidade de direcionar para uma educação assente na inclusão e equidade; (ii) Problematizar o grupo dos profissionais de Educação para a Saúde, enquanto força especializada – com atenção particular aos profissionais de prevenção de comportamentos aditivos e dependências; (iii) Discutir as potencialidades do trabalho em rede, com particular enfoque para as comunidades virtuais de prática, de aprendizagem e de investigação; (iv) Analisar opções de desenvolvimento profissional a partir da formação em contexto e com recurso à educação digital e em rede. O desenho metodológico é de natureza exploratória e qualitativa, assente na análise de orientações legais e estratégicas relacionadas com as temáticas em análise, assim como de ofertas formativas. Os resultados apontam para necessidades formativas identificadas nos documentos legais e estratégicos que se encontram ainda por concretizar em ofertas ajustadas, assim, como na sua tradução nas condições de empregabilidade. Concluímos apontando a necessidade destes profissionais partilharem espaços de conhecimento (atualizando as suas bases científicas), experiências, dúvidas e boas práticas em Educação para a Saúde. No contexto das sociedades atuais, a formação do grupo dos profissionais de Educação para a Saúde pode ser pensada no âmbito de um novo paradigma educativo, nomeadamente através da formação de comunidades de aprendizagem pensadas a partir da flexibilidade, inovação, integração e inclusão. Por último, destacamos a necessidade de continuar a investir em respostas de formação, atualização e reflexão sobre práticas e procedimentos - com particular relevância quando se trata de públicos estratégicos na área da Educação para a Saúde.
- A comunidade cigana e o etnocentrismo da instituição médica de saúde comunitáriaPublication . Silva, Luisa Ferreira da; Sousa, Fátima de; Oliveira, Luísa; Magano, Olga
- Could be intercultural mediation the solution to ciganos/roma integration? The Portuguese case and the example of Porto cityPublication . Magano, OlgaFrom the perspective of Giménez Romero (1997), intercultural mediation is a form of intervention by third parties in and around social situations of significant multiculturalism, aimed at achieving recognition of the recognition of the other and bringing the parties closer together, between ethnoculturally different social or institutional actors. However, the need for mediation is generally only emphasised in contexts of vulnerability and social exclusion (Guerra, 2008). Sometimes it is a question of attempts to ‘normalise’ the ‘outsiders’, those who differ from the ‘established’ (Elias and Scotson, 2000 [1965]), from a cultural point of view, since some citizens are viewed with strangeness or even as ‘foreigners’ (Simmel, 1997), spatially and socially settled and segregated from the urban fabric and the city (Wacquant, 2014). Fifty years on from 25 April 1974, the persistence of gypsophobia (Bastos, 2012) and anti-gypsyism (FRA, 2022; Magano and D' Oliveira, 2023) in Portugal is notorious, and the right to non-discrimination and social integration, in the sense of citizenship, has yet to be fulfilled. There have been several attempts to incorporate Ciganos/ Roma mediation professionals, but they have come up against the difficulty of formally recognising the profession. More recently, the creation of teams of Municipal and Intercultural Mediators, within the framework of the Strategic Plan for Migration, the National Strategy for the Integration of Roma Communities 2013-2020 and the Operational Programme for Social Inclusion and Employment (Portugal 2020) in 2018 sought to respond to the need for intercultural intervention with the Ciganos/Roma and immigrant population. The aim of this presentation is to reflect on the role of Ciganos/ Roma mediators, in general in Portugal and in particular in the city of Porto, with regard to the action taken to mediate with Ciganos/ Roma people and families during the period of implementation and execution of the project in the municipality of Porto (March 2019 - April 2022). In this specific case, the results of a survey applied to Ciganos/ Roma people and interviews applied to technicians and mediators will be used to find out what impact the project had on public organisations and Ciganos/Roma and non-Ciganos/Roma residents. The results point to a huge range of activities, roles and expectations attributed to the mediators and the constraints they face in achieving objectives that are sometimes unattainable or beyond the reach of these interveners, who have no power of decision or mobilisation of human and financial resources.
- Crenças na vida após a morte: estigma e marginalização no contexto do espiritismo no FunchalPublication . Cladeira, Mariana Rita; Magano, OlgaEnquadramento: A procura da explicação da vida após a morte sempre povoou o imaginário da mente humana. Quando nos questionamos sobre quem somos, de onde viemos, para onde vamos, sentimos alguma inquietação. A literatura sociológica destaca como a construção social cria padrões tidos como "normais", enquanto desvia aqueles considerados "estigmatizados". Goffman ([1963] 2004) discute como o normal e o estigmatizado são perspetivas geradas em situações sociais. A crença na reencarnação e na comunicação com espíritos, princípios centrais do Espiritismo, é vista como "desviante" em relação às normas religiosas e sociais dominantes, colocando os seus praticantes numa posição de estigma e discriminação. Objetivo: Compreender, do ponto de vista das ciências sociais, o impacto da crença na vida depois da morte na vida quotidiana dos frequentadores de um Centro Espírita no Funchal. Metodologia: O estudo explorou as motivações que levaram os espíritas a frequentarem o Centro Cultural e Espírita do Funchal, bem como as implicações das suas experiências mediúnicas. Para efeito, efetuamos um estudo qualitativo, apoiado na observação participante e em entrevistas semiestruturadas, com o total de 18 intervenientes. Recorreu-se, ainda, à análise de conteúdo, utilizando a ferramenta MAXQDA. Resultados: Constata-se que as vivências mediúnicas fortalecem a crença na vida após a morte e têm um impacto significativo nas vidas pessoais, sociais e profissionais dos participantes, especialmente quando vividas coletivamente no centro espírita e através da partilha de experiências. O Espiritismo, ao enfatizar a reencarnação e a comunicação com os mortos, contrasta com a doutrina católica tradicional, levando ao distanciamento social dos espíritas em relação à sociedade predominante. Desta forma, origina sentimentos de estigmatização social e estereótipos. Conclusão: Este estudo evidenciou como o preconceito e a marginalização são frequentemente associados a grupos minoritários e suas crenças, especialmente quando desafiam as normas dominantes. A discriminação enfrentada pelos espíritas pode ser comparada a outras formas de exclusão, como o antisemitismo e a islamofobia, destacando a importância de entender e integrar diversidades culturais e religiosas. Assim, este trabalho contribui significativamente para o campo das ciências sociais ao explorar uma área pouco estudada e sugerir intervenções para promover o reconhecimento e a inclusão das diversidades culturais e religiosas.
- Expressões artísticas ciganas: uma abordagem exploratória na senda de tornar visível a cultura ciganaPublication . Magano, Olga; Guerra, PaulaOs portugueses Ciganos têm sido vítimas de perseguições, ao longo de séculos, mas preservaram a sua cultura, manifestando resistência cultural e afirmação identitária. As pessoas Ciganas fazem parte da sociedade portuguesa, contudo, a cultura Cigana continua a ser pouco conhecida e valorizada. O mais frequente é a associação dos Ciganos a estereótipos e imagens negativas homogeneizantes e a rotulação de parasitismo social. Os estudos portugueses têm focado mais as condições de vida precárias e a pobreza e exclusão social (precariedade habitacional, altas taxas de analfabetismo e abandono escolar, inacessibilidade ao mercado de trabalho e as questões de racismo e discriminação), a segregação e marginalização. As questões culturais e as expressões artísticas ciganas são ainda pouco estudadas. As festas são os principais momentos para a celebração da família e manifestação da tradição da cultura (casamentos, pedimentos, aniversários, batizados, etc.). A visibilidade aumentou com a divulgação de vídeos nas redes sociais de festas, de música e cantares e também de momentos religiosos (“cultos”), em que é possível observar essas manifestações artísticas, assumidas e interpretadas por várias gerações das famílias. Torna-se assim relevante desvendar e analisar a cultura e as práticas artísticas das pessoas Ciganas. O objetivo da comunicação é apresentar uma abordagem exploratória sobre expressões artísticas, através de análise de gravações disponíveis nas redes sociais e outras fontes, articulada com a significância da herança cultural das famílias, equacionando, igualmente, a persistência do etnocentrismo cultural da sociedade portuguesa, com a não valorização das artes ciganas.
- Expressões artísticas ciganas: uma abordagem exploratória no sentido de tornar visível a cultura cigana portuguesaPublication . Magano, OlgaOs ciganos portugueses são vítimas de perseguições há séculos, no entanto, conseguiram preservar até à atualidade a sua cultura, mostrando resistência cultural e afirmando a sua identidade. Embora sendo parte integrante da sociedade portuguesa, a cultura cigana é ainda pouco conhecida e valorizada, em termos genéricos. Assiste-se a uma forte associação a estereótipos, a imagens negativas homogeneizadoras e rotulação de parasitas sociais, sempre vistos como “gente de fora”. Os vários estudos portugueses sobre pessoas Ciganas em Portugal têm-se centrado mais nas condições de vida e na pobreza e exclusão (especialmente habitação precária, elevadas taxas de analfabetismo e abandono escolar, inacessibilidade ao mercado de trabalho e questões de racismo e discriminação) e na segregação e marginalização. As questões culturais e as expressões artísticas das pessoas Ciganas são ainda pouco estudadas, embora sejam uma forte característica cultural diferenciadora. As festas familiares são as principais ocasiões de celebração da família e de manifestação das tradições culturais (por exemplo, casamentos, “pedimentos”, aniversários, batizados, etc.). A visibilidade pública da cultura cigana aumentou exponencialmente devido à presença nas redes sociais, com a divulgação de vídeos de festas, músicas, danças e canções, bem como de momentos religiosos (“cultos”), em que é possível observar uma riqueza de manifestações artísticas, assumidas e interpretadas por várias gerações nas famílias. É, por isso, importante descobrir e analisar a cultura e as práticas artísticas dos ciganos que persistem apesar da repressão, sobretudo daqueles que resistiram a 40 anos de ditadura e a uma forte repressão policial, neste meio século após a implementação do sistema democrático em Portugal. O objetivo desta comunicação é apresentar uma abordagem exploratória sistemática sobre as expressões artísticas ciganas portuguesas, música, teatro, dança, entre outras, comparando com algumas referências europeias. Será realizada análise de conteúdo de vídeos de artistas musicais, de gravações familiares em diferentes momentos festivos, de textos e letras de canções disponíveis em redes sociais e outras fontes, tendo em conta a importância assumida pela socialização, memórias das famílias e herança cultural, ao mesmo tempo que se questiona a persistência do etnocentrismo e racismo cultural impregnado na sociedade portuguesa e a incapacidade de reconhecimento da cultura e valorização das expressões artísticas ciganas com parte da cultura portuguesa.
- Fostering sustainability through effective communication: perspectives from higher education in Cape VerdePublication . Semedo, Mirian; Mapar, Mahsa; Henriques, Susana; Bhuju, Dinesh; Sujakhu, Nani Maiya; Subedi, Divya LaxmiHigher Education Institutions (HEIs) have a central role in communicating sustainability within and beyond their campuses. However, there is still a lack of effective involvement in “communication for sustainability” at the Higher Education level. While sustainability has recently become a pivotal point in global discourses, its integration with effective communication pathways still reveals a notable gap. This study aims to explore the existing communication models and their potential adaptation for sustainability communication plans within HEIs. A diagnosis approach was carried out through a documentary analysis of 6 existing communication models (both traditional and HEI-specific sustainability communication models) followed by a content analysis. The results show some similarities between the existing communication plans, which encompass the objectives of communication, target audiences, and types of messages or actions intended for these audiences. However, certain models, especially those formulated for communication outside the scope of HEIs, illustrate greater structural clarity and are more comprehensible to the associated community, thereby enhancing the facility of evaluation in the future. Therefore, the plan for sustainability communication at HEIs can benefit from adopting these more structured and comprehensible models, leading to more effective engagement and ensuring alignment with their intended audience objectives.
- Growth of a far-right party in Portugal and Roma people as targets of hate and racismPublication . Magano, Olga; D' Oliveira, TâniaIn 2019, the far-right party Chega was created in Portugal. Since its creation, it has grown steadily in terms of voters, particularly by winning over municipalities that were traditionally considered the bastions of communism, where the Portuguese Communist Party gathered the most votes (Madeira et al., 2021). In the last legislative elections, on 10 March 2024, this party managed to elect 50 deputies, making it the third largest political force in Portugal. It is a populist party of the new radical right, nationalist and conservative, whose main aim is to combat the entry of immigrants into Portugal and the fight against Portuguese Gypsies. Although before the existence of this party the Gypsies were the main victims of hate speech and racism in Portugal (Silva, 2022), there has recently been a huge upsurge with the affirmation of the extreme right. They are also confronted with prejudices, stereotyped, essentialist and homogenizing representations (Costa, 1995), even when they are integrated and work and do not depend on Social Security assistance to survive (Magano, 2010; Magano & Mendes, 2021). Antigypsyism is a phenomenon on the rise and there is no penalization for hate speech. Like what happens in other European countries we are witnessing new forms of racism's expression, alongside the traditional ones, (Kyuchukov, 2012), through hate speech on social media (Tremlett et al, 2017), embodied in forms of Antigypsyism and Romaphobia (FRA, 2018; Stewart, 2012). Most of the discourse on social media points to the Portuguese Roma being blamed for their situation, namely the lack of education and income from work, and they are also accused of damaging the social environment (Magano & D’Oliveira, 2023). The main aim of this presentation is to question the factors behind the growth of hatred towards Gypsies, especially in the geographical areas where more Gypsies live, especially as this is the 50th anniversary of the implementation of the democratic system that ended the dictatorial system in Portugal. The aim is also to analyze different expressions of anti- Gypsyism in Portuguese society, especially those caused by the environment in which far-right ideas are disseminated in Portuguese society (press, television channels, proposed government programmes and social networks).
