Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar | Master's Degree in Food Consumption Sciences - TMCCA
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Percorrer Mestrado em Ciências do Consumo Alimentar | Master's Degree in Food Consumption Sciences - TMCCA por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "06:Água Potável e Saneamento"
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- Determinação dos níveis de metais pesados em peixes epipelágicos e avaliação do risco que representam para a população, em Cabo VerdePublication . Gomes, Marlene Duarte; Seixas, SóniaEste estudo avaliou os níveis de metais pesados (mercúrio, cádmio e chumbo) em 44 amostras de peixes epipelágicos migratórios: atum (Thunnus albacares), serra (Acanthocybium solandri) e lobo (Coryphaena hippurus), capturados e comercializados em Cabo Verde, entre 2022 e 2024, para determinar a quantidade acumulada no músculo e o risco de exposição da população. Foram realizadas análises físico-químicas, e a conformidade com a legislação nacional foi avaliada. O mercúrio foi o principal contaminante com níveis quantificáveis. O atum registou a maior concentração média de Hg (0,62 mg/kg), seguido pelo serra (0,27 mg/kg) e lobo (0,22 mg/kg). Notavelmente, 10% das amostras de atum e 5% das amostras de serra excederam os limites legais de mercúrio. Observou-se uma correlação positiva entre o mercúrio no atum e o seu tamanho, indicando bioacumulação. Cádmio e chumbo apresentaram maioritariamente concentrações abaixo do limite de quantificação, sendo considerados conformes, mas impedindo uma avaliação quantitativa detalhada. A Ingestão Semanal Estimada (EWI) de metilmercúrio excedeu a Ingestão Semanal Tolerável Provisória (PTWI) para o consumo de atum e para a média geral do pescado (de 150% a 220%), indicando um potencial risco para a saúde da população. Os resultados sugerem um risco de exposição a mercúrio em Cabo Verde, especialmente pelo consumo de atum. O estudo ressalta a necessidade de avaliações de risco mais refinadas, de melhorias nos métodos analíticos para Cd e Pb e do desenvolvimento de diretrizes específicas de consumo.
- Garantia da qualidade na produção de água para consumo humano numa empresa de Angola: a caminho da implementação do sistema HACCPPublication . Martins, Giselda Marisa da Cunha Peixoto; Caetano, Fernando J. P.; Fernandes, Tiago Daniel AdrianoNuma perspetiva de estudo de um caso prático, são descritos e analisados, quantitativa e qualitativamente, os impactos do planeamento, desenvolvimento e aplicação dos princípios para a Implementação do Sistema HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Point), numa empresa produtora de água engarrafada em Angola. Com este trabalho foi possível avaliar, analisar e propor alterações de procedimentos, métodos e documentos da empresa de forma a melhorar o processo produtivo e preparar a empresa para a implementação do Sistema de Segurança Alimentar - HACCP. Com base nas diretrizes do Codex Alimentarius e do Código de Boas Práticas de Fabrico elaborado para a empresa, realizou-se uma auditoria higiossanitária às instalações, organização, procedimentos e pré-requisitos com vista a identificar não conformidades (NC) associadas ao processo de fabrico e propor medidas corretivas. Relativamente ao plano HACCP foram identificados os pontos críticos de controlo (PCC) nas diferentes fases do processo com o auxílio da árvore de decisão. Os PCC identificados foram, a osmose inversa de 2º estágio, ozonização, armazenamento da água ozonizada, enchimento e capsulagem. Para melhorar a formação dos trabalhadores procedeu-se a um levantamento de necessidades de formação através de um questionário a 50 trabalhadores. Cerca de 42 trabalhadores responderam que formação é importante para melhorar o seu desempenho profissional e 32 para a obtenção uma qualificação profissional. De forma a identificar os hábitos do consumo de água dos inquiridos da região, realizou-se um questionário a n=250 inquiridos, com o objetivo de perceber quais os fatores importantes quando compram água engarrafada, os custos inerentes à sua compra e se já tiveram doenças associada ao consumo de água.
- Perceção dos consumidores portugueses em relação ao consumo de carne cultivadaPublication . Santos, Juan Carlos de Jesus dos; Fernandes, Ana PaulaA carne é um alimento importante na dieta do ser humano devido ao seu conteúdo em proteínas, lípidos e micronutrientes, sendo que, por outro lado, determinados componentes como ácidos gordos saturados, colesterol e purinas são prejudiciais, pelo que o consumo de carne em excesso pode originar problemas de saúde. Os fatores que determinam o consumo de carne são complexos, por exemplo, a demografia, renda, preço, tradição e cultura, crenças religiosas, assim como preocupações ambientais, sociais, éticas e de saúde, podem condicionar o grau de ingestão. Neste âmbito, o crescimento populacional previsto nas próximas décadas, associado à produção intensiva e consumo desenfreado de carne podem colocar em causa a sustentabilidade do sistema alimentar, a segurança alimentar e o futuro do planeta. Existem evidências cientificamente comprovadas de que o sistema alimentar atual, dependente de um setor agropecuário global e intensivo, contribui para o aquecimento global da Terra e para as consequentes alterações climáticas. Desta forma, é necessário procurar soluções para mitigar a produção e o consumo de carne de origem animal, pelo que a implementação de proteínas alternativas pode ser uma das possíveis soluções. Neste sentido, a carne cultivada apresenta-se como uma alternativa viável, sendo produzida a partir de células-tronco de um animal, pelo que não é necessário criar animais para posterior abate. A produção de carne cultivada apresenta inúmeras vantagens, por exemplo, a redução do consumo de recursos como água, energia e solos, quando comparados com a produção de carne na agropecuária. No entanto, também possui algumas limitações e desafios, como por exemplo a neofobia alimentar por parte dos consumidores e o preço da carne cultivada, que está dependente do processo de produção em larga escala. O conhecimento do ser humano em relação aos problemas associados à agropecuária tradicional, assim como a perceção e aceitação dos consumidores em relação à carne cultivada são fundamentais para a implementação da carne cultivada como produto alimentar, sendo relevante avaliar o padrão de consumo de carne pelos consumidores, neste caso, dos portugueses. A perceção e aceitação dos consumidores portugueses são fatores-chave para a entrada deste novo produto no mercado português, sendo que o presente estudo pretende observar o padrão atual de consumo de carne convencional pelos portugueses, observar o grau de preocupação em relação aos vários problemas relacionados com o sistema alimentar, analisar o grau de conhecimento e a perceção dos consumidores sobre a carne cultivada. Neste sentido, desenvolveu-se um inquérito online dirigido a utilizadores de internet, o qual foi distribuído através das redes sociais (Facebook, Instagram, Whatsapp) e por email. O inquérito por questionário aplicado esteve estruturado em 6 secções e composto por 24 questões, sendo colocadas aos participantes questões de escolha múltipla, questões com caixas de verificação, de resposta curta e de escala linear. Disponibilizou-se também aos participantes dois vídeos curtos, os quais eram opcionais e que tiveram a duração de cerca de dois a cinco minutos cada um, tendo como objetivo esclarecer os participantes menos informados. No que se refere ao conteúdo do inquérito por questionário, abordaram-se questões de índole sociodemográfica, assim como problemáticas relacionadas com a agropecuária tradicional, hábitos alimentares dos participantes e questões direcionadas no campo de informação da carne cultivada. Os dados recolhidos foram tratados através do programa Statistical Package for de Social Sciences (SPSS) versão 26.0.0, tendo-se utilizado técnicas básicas de análise exploratória de dados. Nos resultados apresentados, observou-se que 91,9% dos participantes admitem consumir carne convencional, pelo que apenas 2,4% seguem uma dieta vegetariana e 1,3% um regime vegano, sendo que no cômputo geral, 8,0% refere não consumir carne, tendo em conta outras dietas alternativas Por outro lado, apesar de que a carne cultivada ainda não é comercializada em Portugal, mais de metade da amostra (55,2%) admitiu estar mais ou menos familiarizada com a temática, tendo-se observado que 59,0% dos participantes apresentaram disponibilidade em experimentar carne cultivada.
