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Browsing LE@D | Mestrados by Field of Science and Technology (FOS) "Ciências Sociais::Ciências da Educação"
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- Desenvolvimento profissional e formação docente: práticas co-formativas para a mudança da práxis pedagógicaPublication . Silva, Ana Maria da Assunção Veiga Moreira da; Moreira, J. AntónioSerá pela necessidade de resposta ao teor das mudanças que se sucederam, muito especialmente a partir do Século XX, que os sistemas educativos e os modelos de ensino têm registado alterações cada vez mais profundas e frequentes. Atualmente, assistimos a uma preocupação de caráter urgente com as aprendizagens e com as competências desenvolvidas pelos jovens durante a vida escolar, numa perspetiva que participa do elevado grau de exigência dos desafios que se colocam em termos tecnológicos, sociais e até ambientais. Para responder cabalmente a este novo paradigma, são necessários novos modelos e novas abordagens, funcionais, baseados numa lógica colaborativa e não individual, à base de investigação, de análise e de intervenção estratégica. Neste sentido, a investigação desenvolvida procurou analisar o impacto de um processo de co-formação docente numa escola de ensino particular, com quinze professores dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário. Partindo-se de uma definição conjunta dos temas a abordar, pela sua pertinência como fatores de retração da evolução dos discentes, desenvolveram-se três sessões de trabalho em grupos distintos. As mesmas culminaram num seminário de coformação, durante o qual se discutiram estratégias concretas de atuação. Inserindo-se no tipo de investigação qualitativa, estudo de caso, o resultado do impacto do processo de colaboração nos docentes envolvidos foi analisado, a partir da aplicação de uma entrevista semiestruturada, de resposta facultativa, à qual responderam doze dos quinze participantes. Por meio desta entrevista, procurou-se conhecer o percurso formativo dos docentes, analisar a sua relação com o contexto educativo particular em que desenvolvem a sua atividade docente, conhecer o tipo de trabalho colaborativo que é desenvolvido na instituição e analisar o possível impacto que esta dinâmica co-formativa poderá ter na melhoria da praxis pedagógica. Os resultados permitem observar que a formação realizada pelos docentes fora da instituição e sem ligação direta com os problemas particulares da mesma tem uma importância eminentemente individual, por oposição à prática colaborativa em contexto, que, no entender dos docentes, permite o reforço das relações interpessoais, promove o desenvolvimento profissional e abre pistas concretas de intervenção, direcionada para a melhoria das aprendizagens dos alunos.
- Formação de supervisores pedagógicos em contexto online: perspectivas de estudantes do MSVP, em AngolaPublication . Chipato, Sérgio Kalembe Benedita; Aires, LuísaNeste estudo que realizámos abordamos o perfil dos supervisores pedagógicos no ensino a distância online e, por se tratar de um assunto que despoleta inquietações e algum cepticismo, porquanto nos remete para uma abordagem, cujo modelo pedagógico é predominante virtual e por não ter sido muito divulgado ou pouco conhecido, despertou-nos um interesse singular. A investigação desenvolvida aproxima-se a um estudo de caso. Escolhemos um grupo de estudantes, em Angola, que frequentou o Mestrado em Supervisão Pedagógica. A problemática estudada incidiu sobre a seguinte questão: Quais são as perspectivas dos estudantes que frequentaram o mestrado online em supervisão pedagógica, sobre as competências que desenvolveram no âmbito específico do mestrado? Com base na análise documental, na entrevista semiestruturada e no inquérito por questionário, aplicados a estudantes da Universidade Aberta localizados em distintas partes de Angola e que frequentaram o curso de Mestrado em Supervisão Pedagógica, procurámos encontrar respostas à pergunta de investigação formulada. Estas técnicas foram importantes, pois permitiram inferir as competências desenvolvidas pelos supervisores pedagógicos e esboçar o perfil exigível aos formandos. A identificação deste perfil afigura-se como relevante para nossa investigação, uma vez que pretendemos mitigar não só a estigmatização em torno do ensino a distância, como também encontrar respostas para os variadíssimos questionamentos de âmbito jurídico-pedagógico, ainda predominantes nalguns países que estão longe de reconhecer as virtualidades científicas e pedagógicas da educação online, particularmente no âmbito das ciências da educação, e continuam a colocar barreiras de aceitação e reconhecimento.
- História do currículo : contornos do currículo de enfermagem geral desde o período Pós-Guerra à actualidade (1992-2016) em MoçambiquePublication . Notiço, Ermelinda Maria do Sacrário; Seabra, FilipaA enfermagem em Moçambique, fundamentada pelos princípios de Florence Nightingale teve início a partir da entrada do regime colonial português o qual organizou o sistema de saúde até a independência em 1975.Com o abandono de enfermeiros após a independência, foi necessário recrutar candidatos para exercerem actividades de enfermagem, tendo sido seleccionadas pessoas não qualificadas para prestarem cuidados aos pacientes, acarretando uma baixa qualidade na assistência de enfermagem. Os anos de 1979 a 1983 foram chamados de “período negro” da história da enfermagem, caracterizado pela má qualidade dos cuidados de enfermagem. A falta de recursos para a consecução das acções de saúde, sobretudo pela demanda devida à guerra e a deficiência estrutural para atender aos doentes associadas às dificuldades que o país atravessava (devido à Guerra Civil), agravaram a situação da enfermagem (Gilio & Freitas, 2007, p.100). Face à difícil evolução que o sistema de saúde e a enfermagem têm vindo a sofrer em Moçambique, as questões relacionadas com a formação de enfermeiros neste país assumem particular relevância e por isso julgamos fundamental conhecer a evolução dos currículos dos cursos de formação de enfermeiros em Moçambique, do pós-guerra até à actualidade. Após as análises efectuadas à volta do tema formulamos a seguinte questão: Que contornos tem assumido o currículo de enfermagem geral (EG) desde o período pós guerra ou seja, de 1992 a 2016. E com vista a responder a esta pergunta de partida, delineámos os seguintes objectivos de investigação: como objectivo geral descrever a evolução do currículo de formação técnica de enfermagem geral, no período entre 1992 a 2016 em Moçambique, interpretando-a à luz dos desenvolvimentos sociais concomitantes. De forma específica, o estudo pretende: identificar a estrutura, características e alterações dos planos de estudos dos cursos de formação de enfermeiros em Moçambique, no período definido; Identificar os pressupostos que determinaram a revisão ou mudança do currículo de enfermagem geral; Interpretar as principais alterações que o currículo sofreu ao longo do período em estudo; Analisar o papel e a influência da(s) liderança(s) na mudança do currículo a partir das percepções dos professores e dos técnicos do Departamento de Formação. Diante destes objectivos, optámos pela metodologia qualitativa com recurso à entrevista e análise documental como técnicas de recolha de dados e como técnica de análise de dados a análise de conteúdo. Os currículos de EG de 1996, 2002 e 2004 estiveram assentes numa estrutura por disciplinas e a partir de 2010 iniciou o currículo por competências. As interpretações sobre as alterações do currículo de EG recaem sobre o tempo de formação que reduziu para 2 anos, sem que no entanto, as competências a desenvolver tivessem sido significativamente alteradas. Contribuiu para a reformulação dos currículos a actualização do perfil profissional em função da evolução técnico-científica na área da saúde e da educação. Entre as reformas destaca-se a de 2010 que introduziu o currículo modular por competências, contudo os entrevistados consideraram que não foram criadas condições efectivas para a concretização do modelo, nomeadamente: a capacitação dos docentes sobre o currículo por competências, a sua aplicação e implementação; a composição de um corpo docente para suportar as aulas teóricas e os estágios.
- Integração de REA em cenários de aprendizagem escolar no 2º ciclo dos anos iniciais do ensino fundamental da Rede Municipal de Educação de ItabiraPublication . Torres, Aparecida Dias de Oliveira; Nobre, AnaEste estudo parte da inquietação e vontade de descobrir o que desejam os alunos que hoje encontram-se nas salas de aula dos Anos Iniciais, principalmente nos 4º e 5º anos e que demonstram descontentamento com as atividades propostas pelo currículo atual. Visto que essas crianças possuem habilidades com aparelhos eletrônicos e o uso desses aparelhos desviam, com facilidade, a atenção das crianças, buscou-se aqui a construção de um Recurso Educacional Aberto utilizando os meios digitais e as redes sociais conectadas, a Web2.0. Para tanto, foi realizada pesquisa bibliográfica, com levantamento de conceitos e embasamento teórico, principalmente em pesquisas já realizadas. Realizou-se também uma sondagem, por meio de entrevista, para delimitar o universo de pesquisa e por fim foi realizada uma experiência, tendo a pesquisadora como observadora atuante no processo de pesquisa. Houve diversos fatores dificultadores, no percurso, principalmente a precariedade da infraestrutura tecnológica da escola e a pouca habilidade dos alunos para utilizar os recursos do laboratório de informática, como instrumentos de aprendizagem. Os resultados apontam que há um grande déficit de recursos nas escolas públicas, tanto de infraestrutura física como tecnológica, o que dificulta a interação dos professores e alunos com os meios digitais conectados em rede de internet e o uso da Web 2.0. Já quanto ao uso de REA, e ou produção desses recursos, há desconhecimento de usos, é difícil de realizar, mas não é impossível.
- Supervisão da prática pedagógica : um processo de aperfeiçoamento do desenvolvimento profissional, estudo de caso escola do II ciclo do ensino secundário em Viana-Luanda, AngolaPublication . Miguel, António dos Santos João; Henriques, SusanaO presente trabalho de investigação enquadrou-se na temática da supervisão, observação, orientação e avaliação pedagógica e visou compreender a forma de atuação do professor do 2º ciclo do ensino secundário no contexto de sala de aula, sobretudo em aspetos relativos a supervisão pedagógica, a influência exercida pelo supervisor pedagógico no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo deste modo para a melhoria do desenvolvimento profissional. Em Angola, tem ocorrido recentemente mudanças sistemáticas ao nível da carreira docente que na maioria das vezes quando abordado causa sempre algum suspanse, um clima de desconforto e até mesmo discordância na forma como são analisados os vários contextos. Esta investigação decorreu num contexto educativo específico, na escola do 2º ciclo do ensino secundário, e optamos por utilizar uma abordagem qualitativa. Foi aplicado um inquérito por entrevista semiestruturada acerca de 6 professores com um tempo de serviço de 6 anos e há outros 9 professores com mais de 10 anos de serviço. Os dados obtidos foram sujeitos a análise tendo como pressuposto aos objetivos a que nos propusemos atingir. Os resultados obtidos tiveram como evidências a importância que o processo de supervisão tem como uma atividade ligada a orientação, a observação, avaliação, às competências profissionais e a inovação dos professores. Abordamos as diferenças da supervisão no que respeita ao supervisor e ao supervisionado e analisamos as formas e as dimensões dessa supervisão, bem como os estilos que o supervisor deverá assumir. Pois a nossa passagem por diversas escolas em diferentes funções ao longo do nosso percurso profissional remete-nos a uma profunda reflexão sobre o impacto da supervisão da prática pedagógica no processo de ensino-aprendizagem, no desenvolvimento profissional de professores, bem como no desenvolvimento organizacional da escola, traduzindo em potenciais benefícios e profundas mudanças no contexto educativo. A Supervisão Pedagógica deve fazer parte de todo o sistema de garantia da qualidade educativa, em que as formas e responsabilidades pelo assessoramento pedagógico e monitoramento da qualidade dos resultados de aprendizagem se distribuem dentro de uma estrutura (com níveis distintos) coerente e funcional. O papel de um Sistema Nacional de Supervisão Pedagógica é apoiar o melhoramento da qualidade de ensino de acordo com as políticas e diretrizes escolhidas. A Supervisão Pedagógica em Angola deve ter uma sustentação metodológica clara, baseada no desenvolvimento das competências técnicas, não pode ser desenvolvida no vazio, ou com referências técnico-pedagógicos ambíguos ou muito gerais, tais como “supervisão baseada na escola”, já que isso não significa nada desde um ponto de vista técnico, dando abertura para a existência de cacofonia de formações sem marco metodológico válido. Essa debilidade na tomada de decisões metodológicas é a que levou o Ministério da Educação a buscar a implantação de um Plano Mestre de Formação de Professores em Angola e é o que se quer corrigir com ações articuladas e coerentes.
- Uso e potenciação das tecnologias digitais no ensino da educação visual e tecnológica : um estudo de caso em São MiguelPublication . Vieira, Paula Catarina Fernandes; Moreira, J. AntónioEsta sociedade, em rede, em constante mudança, plena de tecnologias, precisa de cidadãos que consigam adaptar-se e que possuam competências que lhes permita singrar na presença delas. É assim necessário que a escola também se modifique e se adapte à realidade, onde o professor não é o detentor de todo o conhecimento e sim o facilitador de aprendizagens. Pretendeu-se com este estudo conhecer e analisar a forma como os professores de Educação Visual e Tecnológica se estão a apropriar, do ponto de vista pedagógico, das Tecnologias de Informação e Comunicação e como estão a potenciar o seu uso na sala de aula. Foi efetuado um estudo de caso, de cariz qualitativo. Para tal, foram realizadas onze entrevistas, a professores de Educação Visual e Tecnológica, que lecionam na ilha de São Miguel, no arquipélago dos Açores. Foi utilizada a técnica de Análise de conteúdo, por forma a tentar perceber a realidade descrita nas entrevistas. Da análise efetuada concluiu-se que a maioria dos professores apenas usam, nas aulas de Educação Visual e Tecnológica, recursos como o computador, o projetor e a internet, usando, estas tecnologias, como ferramentas de auxílio ao trabalho do professor, não se apropriando das características pedagógicas destas, apesar de possuírem alguma formação na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Ficou também patente que as escolas ainda não estão convenientemente apetrechadas de material necessário para que os alunos possam aprender com o apoio das Tecnologias de Informação e Comunicação. E que, os coordenadores, no seu papel de supervisores pedagógicos, não estão a promover, convenientemente o uso das tecnologias educativas.