História, Arqueologia e Património | Capítulos/artigos em livros internacionais / Book chapters/papers in international books
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Entradas recentes
- Meeting the judge: the late medieval Portuguese peripheral justice in geographical and cronological contextPublication . Costa, Adelaide Millán; Farelo, Mário; Silva, Gonçalo Melo da; SilvaThis book is the final result of a project entitled Meet the judge. Justice and communities in a transitional period (Portugal, 1481-1580). It aimed to answer one question: analyze how the sporadic nomination of royal judges operating with local governments in the Middle Ages evolved into systematic and permanent institutions of erudite officials in the main Portuguese cities and towns of the Modern Age? The presented texts go beyond this, by contributing to better understand the process of expansion of the Portuguese Crown’s peripheral judicial apparatus (in number and complexity), which entailed an irreversible loss of autonomy for the communities. The book has ten chapters providing: (I) state of the art and problematization on this subject; (II) an organogram of central and local judicial instances; (III) the Crown’s use of peripheral magistrates; (IV) the intense legislative activity involved in defining the competences of royal judicial agents, which prevailed from the 14th to the 16th centuries. Although concentrated mainly in Portugal, there are four texts that focus on other territories. Two texts about Castilian judicial norms and agents in the Late Middle Ages have been included, enabling a comparison to be made of the institutional experiences of the two neighboring kingdoms. Two other contributions focus on vestiges of medieval local justice organization and royal control in North Africa and in the Orient. The authors resorted to different types of sources and methodologies, from case study analysis to the observation of groups of officers using a prosopographic method. The book provides in the end a glossary of the offices, institutions and rules of central, peripheral and local justice in medieval Portugal and Castile, as well as seven maps on the topics studied.
- Embaixada de Itália em Lisboa: as transformações de um palácio na história da cidadePublication . Câmara, Maria Alexandra Gago da; Coelho, Teresa Campos; Alessandrini, Nunziatellla; Russo, Mariagrazia; Sabatini, GaretanoA Embaixada de Itália em Portugal, está sediada em Lisboa, no Palácio dos Condes de Pombeiro (também conhecido como Pombeiro-Belas), sendo propriedade do Estado Italiano desde 1925 . Situado na Bemposta ou Paço da Rainha, local assim designado por ter sido escolhido por Catarina de Bragança (1638-1705) para sua morada quando em 1693, já viúva do rei Carlos II (1630-1685) regressa a Portugal. Após uma residência itinerante por vários palácios de Lisboa , a história e toponímia do local escolhido para sua residência ficariam, assim, para sempre ligadas a esta Rainha. Este texto analisada a evolução do edifício nas diferentes campanhas de obras, assim como o programa decorativo azulejar do seu interior. Palavras chave - arquitetura residencial, Lisboa, Embaixada de Itália, património azulejar.
- Impressões de Viagem. O que vi e ouvi através do Egypto e da Velha EuropaPublication . Sales, José das Candeias; Mota, SusanaVerbete. Em 1901, José de Souza Larcher (1821-1913), pela mão de Mello d’Azevedo Editor, publicou, em Lisboa, Impressões de Viagem. O que eu vi e ouvi atravez do Egypto e da velha Europa, em dois tomos. O livro resultou das duas viagens que fez ao Egipto, ambas a convite do seu filho Alberto de Sousa Larcher (1848-1929), então juiz nos Tribunais Mistos do Egipto: a primeira, no início de 1894 e, a segunda, na primeira metade de 1898. Este texto no E-dicionário trata de forma genérica as grandes características desta obra.
- José de Souza Larcher (1821-1913)Publication . Sales, José das Candeias; Mota, SusanaVerbete dedicado à "Biografia sucinta de José de Souza Larcher".
- O "terror" como instrumento ao serviço da política expansionista de Afonso de Albuquerque no ÍndicoPublication . Avelar, Ana Paula; Rodrigues, Vítor; Ana
- A "Fortuna" como signo de um discurso imperial no Portugal do século XVIPublication . Avelar, Ana Paula; Avelar, Ana; Cardoso, João Luís; Sales, José das CandeiasAo longo deste ensaio analisa-se o modo como a Fortuna se constituiu no século XVI como signo construtor de um discurso imperial no Portugal de Quinhentos, atendendo, para além do conteúdo ontológico deste signo, aos conceitos de milenarismo e messianismo. Interpretar-se-á o discurso imperial consubstanciado nas Histórias gerais redigidas no século XVI sobre a presença portuguesa nos espaços extra-europeus. Nesta análise discursiva atender-se-á á centralidade que ganhou no discurso historiográfico de Fernão Lopes de Castanheda, na impressão de 1554 do primeiro livro da História do Descobrimento e Conquista da Índia pelos Portugueses, a tradição sibilina vertida na incorporação de um capítulo sobre a profecia de sibila Cumea, no momento em que Nicolau Coelho, que partira com Vasco da Gama para Portugal em 1498, noticia o sucesso desta viagem e informa D. Manuel da sua próxima chegada. Esta incursão discursiva demonstra como historiograficamente se expõe um desígnio dinástico.
- El gosto português por los azulejos en los interiores palaciegosPublication . Câmara, Maria Alexandra Gago da; Diez del Corral, Pilar; Pacheco, Milton; Molina, AlvaroO estudo da casa nobre nas suas diferentes dimensões tem merecido nos últimos anos uma atenção especial da historiografia de arte portuguesa, reunindo hoje um vasto conjunto de estudos de referência e apresentando–se, cada vez mais, como área de investigação consolidada. Abordando a caracterização das suas morfologias e desenho arquitetónico, estes estudos empenharam-se ainda num esforço de sistematização e aprofundamento das suas vivências interiores e exteriores, conhecimento fundamental para a percepção articulada da coerência, entre os programas distributivos e a respetiva decoração. O artigo deste livro procura abordar o entendimento e perceção da articulação dos azulejos com a ocupação, transformação e vivência do espaço da casam, destacando o seu papel enquanto um investimento artístico da habitação nobre setecentista.
- Das casas nobres dos viscondes de Coruche em Lisboa: Largo da Academia de Belas ArtesPublication . Câmara, Maria Alexandra Gago da; Coelho, Teresa Campos; Carita, Helder; Pessoa, AnaO estudo que aqui apresentamos surge na sequência e como complemento da investigação que temos vindo a desenvolver sobre o património dos Marqueses de Alegrete, em especial a Quinta Alegre ( sita na Charneca do Lumiar), cuja construção tem sido atribuída ao 1º marquês de Alegrete – Manuel Telles da Silva ( 1641-1709). Esta quinta terá passado para José Bento de Araújo (?-1844) que aparece sempre referido como seu proprietário no século XIX , e a quem é imputada também a sua reconstrução neste período - “ Homem de negócio conhecido e acreditado nas praças de commercio nacionais, como estrangeiras”, terá construído uma imensa fortuna, e um valioso património imobiliário em Lisboa, que viria a ser herdado pelos seus sobrinhos António e Joaquim Pereira da Costa e por uma sobrinha Maria da Assunção Pereira da Costa, Viscondessa de Coruche pelo seu casamento com Caetano da Silva Luz ( 1842-1904). Desse imenso património fazem parte uma morada de casas nobres na Rua de São Francisco e Largo da Biblioteca Pública (hoje Largo da Academia Nacional de Belas Artes) que ser tornaria a principal residência da família, e que ao longo dos anos foi traduzindo a evolução do gosto de uma nova aristocracia oitocentista em Lisboa. Neste contexto, iremos abordar não só a evolução arquitetónica do edifício ( ainda hoje uma referência icónica no espaço em que se situa), como também as campanhas decorativas nele integradas.
- Das casas nobres dos viscondes de Coruche em Lisboa: Largo da Academia Nacional de Belas ArtesPublication . Coelho, Teresa Campo; Câmara, Maria Alexandra Gago daO estudo que aqui apresentamos surge na sequência e como complemento da investigação que temos vindo a desenvolver sobre o património dos Marqueses de Alegrete, em especial a Quinta Alegre ( sita na Charneca do Lumiar), cuja construção tem sido atribuída ao 1º marquês de Alegrete – Manuel Telles da Silva ( 1641-1709). Esta quinta terá passado para José Bento de Araújo (?-1844) que aparece sempre referido como seu proprietário no século XIX , e a quem é imputada também a sua reconstrução neste período - “ Homem de negócio conhecido e acreditado nas praças de commercio nacionais, como estrangeiras”, terá construído uma imensa fortuna, e um valioso património imobiliário em Lisboa, que viria a ser herdado pelos seus sobrinhos António e Joaquim Pereira da Costa e por uma sobrinha Maria da Assunção Pereira da Costa, Viscondessa de Coruche pelo seu casamento com Caetano da Silva Luz ( 1842-1904). Desse imenso património fazem parte uma morada de casas nobres na Rua de São Francisco e Largo da Biblioteca Pública (hoje Largo da Academia Nacional de Belas Artes) que ser tornaria a principal residência da família, e que ao longo dos anos foi traduzindo a evolução do gosto de uma nova aristocracia oitocentista em Lisboa. Neste contexto, iremos abordar não só a evolução arquitetónica do edifício ( ainda hoje uma referência icónica no espaço em que se situa), como também as campanhas decorativas nele integradas.
- O Antropocénico: perceção acerca da influência das oscilações climáticas com base no estudo de caso de uma microcredencial TIA (Tourism International Academy) da Universidade AbertaPublication . Pereira, Olegário Nelson Azevedo; Bastos, Rosário; Mendes, João Ribeiro; Mendes, Maria do Carmo; Leão, Isabel Ponce de; Mendes, Rui PaesA questão do Antropocénicono coloca-se com especial acuidade a partir do momento em que as chamadas “alterações” climáticas surgem a pari passu nas abordagens da Academia, dos media, nas redes sociais, e/ou nas conversas da população em geral. Com mais ou menos equívocos, todos acabamos por ter ideias sobre o tema das alterações climáticas, embora o conceito de Antropocénico não esteja ainda muito divulgado e, mais relevante, cientificamente aceite pelo órgão competente, a saber, a Comissão Internacional de Estratigrafia (subcomissão da União Internacional das Ciências Geológicas), a qual assume como a última era geológica, consensualmente definida, o Holocénico, no final da qual surge o Homo sapiens. Não obstante, alterações climáticas sempre existiram e quanto ao Antropocénico, alguns cientistas tendem a colocar o seu início no Neolítico, considerando que a agro-pastorícia foi a primeira atividade humana a provocar alterações antrópicas no ambiente. Mas qual a perceção que as pessoas, em Portugal, na segunda década do século XXI - e com algum nível de escolaridade - têm destas questões? A emergência de uma linha de fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) criada pela união europeia, com especial enquadramento no item Tourism, International Academy, permitiu a criação na Universidade Aberta de um curso gratuito, de pequena duração (2 meses), creditado para 3 ECTs (Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos), totalmente online e assíncrono, direcionado exatamente para estas questões, numa diacronia de largo espectro e com especialistas/formadores provenientes da área da Arqueologia, História e Gestão. Intitulou-se: “As alterações climáticas, a evolução humana e o empreendedorismo no turismo histórico”. Para frequência do curso era exigido aos formandos que tivessem no mínimo o 12º ano de escolaridade e residência fiscal no território português. A adesão foi significativa de modo que está já em marcha uma reedição deste curso. Detetou-se a avidez de conhecimentos nesta área profundamente interdisciplinar e a assiduidade nos fóruns de discussão da sala de aula virtual foi assinalável independentemente da cronologia ou temáticas em análise. O perfil dos formandos é diferenciado, quer em termos etários, geográficos, académicos, como profissionais e é de enfatizar que, dos 32 inscritos, 60% concluíram o curso com sucesso. Convém, agora, escalpelizar os dados e evidenciar as principais interrogações dos formandos, como mera amostragem ad hoc das questões levantadas pela generalidade das pessoas acerca das oscilações climáticas, pedra de toque do Antropocénico.
