Línguas, Literaturas e Culturas Estrangeiras | Livros / Books
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Recent Submissions
- Grosses Kino: o cinema mudo alemão em PortugalPublication . Bär, GeraldO objetivo principal deste livro é documentar e analisar a receção do cinema mudo de expressão alemã em Portugal desde o surgimento da sétima arte até ao aparecimento e implementação do filme sonoro no início da década dos anos 30. Além de aspetos estéticos e teóricos, investigam-se os fatores históricos, políticos, económicos e tecnológicos que determinaram a importação e distribuição das películas em apreço. Esta primeira apresentação de largo espectro da crítica cinematográfica portuguesa da época fornece uma base para posteriores estudos complementares e transdisciplinares. A abordagem foca o papel da imprensa especializada portuguesa como instrumento que registou e influenciou processos de seleção e a receção da produção cinematográfica alemã, austríaca e suíça em Portugal.
- Sons da fala e sons do canto: música para ensinar fonética do português. Música de PortugalPublication . Castelo, Adelina"Música para ensinar fonética do Português. Vol. 1: Música de Portugal" inclui um conjunto de materiais didácticos baseados em canções. Estes podem ser usados como actividades complementares às tarefas de um manual e são direccionados principalmente para os aprendentes de língua materna chinesa dos níveis iniciais de aprendizagem do Português como Língua Estrangeira. Vinte e cinco canções constituem o suporte de 25 unidades. Cada unidade é autónoma, abordando um tópico de fonética e frequentemente também uma área vocabular, um tópico cultural ou um conteúdo gramatical. São quatro os objectivos principais deste instrumento didáctico: • promover o treino fonético, na iniciação do Português; • dar a conhecer algumas canções e factos da cultura portuguesa; • fomentar a aquisição de vocabulário novo; • estimular a motivação para a aprendizagem da língua e da cultura portuguesas.
- Sons da fala e sons do canto: música para ensinar fonética do português. Música do BrasilPublication . Castelo, Adelina; Morelo, Bruna; Peixoto Coelho De Souza, José"Música para ensinar fonética do Português. Vol. 2: Música do Brasil" é constituído por um conjunto de materiais didáticos baseados em canções do Brasil, elaborado na sequência do volume 1 (com música de Portugal). Estes materiais podem ser usados como atividades complementares às tarefas de um manual e se destinam sobretudo a falantes que têm o chinês como língua materna, nos níveis iniciais de aprendizagem do português como língua estrangeira. Tal como no volume 1, esta obra tem 25 unidades didáticas, baseando-se cada uma delas numa canção diferente, sendo independente relativamente às outras unidades e abordando um tópico de fonética, uma forma de produção oral e, frequentemente, também uma área de vocabulário e um aspecto cultural. São cinco os objetivos principais deste material didático: • promover o treino fonético em Português do Brasil, de forma contextualizada e lúdica, desde o início da aprendizagem do português como língua estrangeira; • estimular a produção de diferentes gêneros orais; • dar a conhecer algumas canções e fatos da cultura brasileira; • fomentar a aquisição de novo vocabulário; • estimular a motivação para a aprendizagem da língua e da cultura em causa.
- Produção de materiais didácticos para o ensino de PLE no contexto da China e Ásia-PacíficoPublication . Zhang, Yunfeng; Augusto, Sara; Castelo, AdelinaO Centro Pedagógico e Científico da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau organizou, em Novembro de 2018, um colóquio subordinado ao tema “Produção de Materiais Didácticos para o Ensino de PLE no Contexto da China e Ásia-Pacífico”, cujo objectivo fundamental consistiu em oferecer uma oportunidade de reflexão científica e profissional, incentivando a partilha de ideias, de experiências e de propostas, recolhidas em espaços tão distintos como Portugal, Austrália e China, capazes de indicar caminhos inovadores, válidos e eficazes. Tendo sido alcançado esse objectivo, alguns dos documentos apresentados nesse colóquio aparecem reunidos neste volume, para disponibilizar à comunidade científica e profissional parte do conhecimento apresentado e discutido, ilustrando as temáticas abordadas no referido evento.
- Exercícios práticos de fonética do português língua estrangeiraPublication . Castelo, AdelinaEste livro didático está especialmente concebido para alunos chineses e visa ser um instrumento útil para: professores que ensinem a pronúncia (em Português, Laboratório de Língua, Oralidade, etc.); estudantes que se encontrem nas fases iniciais de aprendizagem da língua portuguesa; aprendentes de fases mais avançadas que pretendam melhorar ou corrigir aspetos da sua pronúncia. Ao longo de 14 unidades, são abordados tópicos como: o alfabeto, a articulação dos sons do português europeu, a redução vocálica, a acentuação e a entoação. Cada unidade inclui: explicação do tópico fonético; treino de audição e produção de palavras; prática em contexto de frases e pequenos textos; exercícios suplementares de consolidação. As soluções dos exercícios são apresentadas no final do livro e os áudios podem ser descarregados online, na página da editora.
- Orality, Ossian and translationPublication . Bär, GeraldEpics, ballads, prose tales, ritual and lyric songs, as genres, existed orally before writing was invented. Serious debate about them, at least in modern Western culture, may be said to have begun with James Macpherson and Thomas Percy. Considering the ongoing debate on orality and authenticity in the case of Ossian, this book includes ground-breaking, previously published essays which provide essential information relating to orality, Ossian and translation, but have been frequently overlooked. Its contributions focus on the aspects of authenticity, transmediation, popular poetry and music, examining Scottish, German, Portuguese, Brazilian, African, American Indian, Indian and Chinese literatures.
- Poetische Perspektiven aus dem (Fessel)Ballon: das Jahrhundertereignis als Eventcharakter und seine FiktionalisierungPublication . Bär, GeraldDer erste erfolgreiche Aufstieg eines Heissluftballons mit menschlicher Besatzung (Pilâtre de Rozier und Marquis D’Arlandes, 15.10.1783) erfolgte nach James Cooks Reisen und koinzidiert mit der abschliessenden Kartographierung dieser Welt. Wenn wir die bemannten Flüge der Montgolfièren im Jahre 1783 als Jahrhundertereignis verstehen, vergleichbar mit der ersten Mondlandung (20.07.1969), dann ergeben sich daraus nicht nur technische (cf. Wieland, Goethe, Kleist) sondern auch poetologische Fragestellungen. Der begeisterte Positivismus wurde selbst durch das ungelöste technische Problem der frühen Luftschiffer, die Steuerbarkeit des Ballons, kaum gebremst. Deshalb sind viele frühe fiktionale und empirische Flugberichte im eigentlichen Sinne keine Reiseliteratur, sondern poetische Reflexionen, die auf einer transitorischen (oft imaginierten) entgrenzenden Erfahrung des Aufstiegs in einem Fesselballon beruhen. Erfinder, Wissenschaftler und Luftschiffer aus dem bürgerlichen Lager wurden zu Helden; diese Aufsteiger tourten durch verschiedene Länder. Es war üblich, aus der aufsteigenden Gondel mit der Landesflagge zu winken, was als Huldigung für etwa anwesende Standespersonen gedacht war. Man warf Blumen auf die zusehende Menschenmenge herab, liess Brieftauben steigen und inszenierte Fallschirmsprünge (Mme Garnerin). Ein Höhepunkt war auch das Abwerfen von auf buntem Papier gedruckten Gedichten, die einerseits die Schönheit des Fluges verherrlichten, andererseits aber den Landesherrn priesen, in dessen Gebiet der Ballonaufstieg gerade stattfand. In diesem transitorischen Raum entstehen also Momente der Inspiration und der poetischen Entwicklung. Besonders Jean Paul, aber auch Karoline von Günderrode und die Flugpionierin Wilhelmine Reichard trugen zur Entstehung eines Sub-Genres der ‚Flugliteratur‘ bei. Der implizite Perspektivwechsel bewirkte nachhaltige Veränderungen im anthropologischen Bereich und in der Weltsicht, obwohl das geozentrische Weltbild schon seit Kopernikus in Frage gestellt wurde. Wie beeinflusst die Bewegung mit diesem neuen ,Transportmittel‘ sinnliche und kulturelle Perspektiven? Welche Rolle spielt die physische Bewegung (des Subjekts, des Transportmittels usw.)? Wie sind Zeit und Raum verbunden? Diese Fragen werden anhand von zeitgenössischen Texten um 1800 erörtert, deren gemeinsame Ausgangsbasis und Referenzpunkt der universelle Menschheitstraum vom Fliegen ist.
- O mercador de palavras ou a rescrita do mundo. Literatura e pensamento económico na Idade MédiaPublication . Carreto, Carlos F. ClamoteNuma altura em que tende a acentuar-se o aparente divórcio epistemológico entre paradigma mercantil e imaginário literário e artístico, este ensaio volta a mergulhar-nos numa época em plena efervescência (os séculos XII e XIII) onde pensamento económico e criação poética participam de uma mesma visão semiológica e simbólica do mundo; uma visão plural, complexa e, não raras vezes, paradoxal que nos permite questionar e apreender aspetos cruciais da nossa própria identidade cultural. «A ousadia do autor manifesta-se desde logo por se ter aventurado num campo riquíssimo e intensamente perscrutado desde há mais de duzentos anos pelos mais categorizados especialistas da literatura medieval europeia […]. Move-se neste amplo e complexo conjunto de predecessores com perfeito à vontade e notório prazer. Consegue comunicar ao leitor o seu próprio encanto por uma escrita saborosa, pitoresca, inventiva, cheia de frescura e, quase sempre, bem mais complexa do que parece à primeira vista […]. Na reconstituição do sentido e na contextualização do meio social em que essa figura [do mercador] aparece e ganha identidade, têm lugar os mais variados apoios da interpretação proposta: a história de conceitos formulados já desde a patrística, mas reformulados por teólogos, moralistas, comentadores, pregadores e mestres espirituais dos séculos XII e XIII; a transformação das condições sociais e económicas da sociedade do centro europeu […]; a construção das teorias sobre as relações entre o poder espiritual e o poder temporal e sobre a função monárquica; as variadíssimas interpretações e adaptações da ideologia das "três ordens"; o papel e a simbólica do dom, da troca, do dinheiro, da compra; a doutrina sobre os vícios e as virtudes; as representações do poder, da avareza e da generosidade; a simbólica da cidade e da floresta, do castelo, da torre e da catedral; enfim, uma imensa multidão de temas, conceitos, discursos, pressupostos e representações que, no seu conjunto, não deixam praticamente nenhum aspecto da vida medieval por examinar, tal como ela é representada em toda a espécie de textos da época» (José Mattoso, do prefácio).
- Figuras do Silêncio: do inter/dito à emergência da palavra no texto medievalPublication . Carreto, Carlos F. ClamoteFalar ou escrever sobre o silêncio representa sempre um desafio. Um desafio e também um paradoxo que devemos assumir quando nos defrontamos com esta ferida que a escrita nunca cessa de deslocar e de reabrir. Ora, desde a sua infância, é justamente através da escrita do silêncio, através da outra face de si mesma, que a literatura medieval se pensa e se reflecte de forma privilegiada. Não se trata aqui do silêncio “mudo”, daquele que se instala como negação ou vazio de sentido, mas sim de um silêncio positivo, matricial e poético na plena acepção do termo: é o silêncio da espera, o silêncio que escande a linguagem e sem o qual nem a comunicação, nem o sentido seriam possíveis, o silêncio que precede uma resposta, o silêncio que traduz um não-saber, uma hesitação ou um consentimento. Ctónico, mortal e opaco, ou, pelo contrário, absolutamente luminoso e numinoso, este silêncio define-se como a presença que se inscreve na própria ausência. Silêncio e palavra in-formam-se assim mutuamente, constiuindo as duas faces indissociáveis de uma única, embora complexa, realidade, essencialmente quando nos situamos num contexto literário (o do romance arturiano em verso do século XII) que se caracteriza pela enriquecedora fusão de culturas, discursos e imaginários. Daí falarmos em figuras do silêncio. As figuras remetem, antes de mais, para uma morfologia, ou melhor, para os diversos rostos desta entidade multiforme constantemente investida pelo mito, a ideologia e o desejo que a obrigam a dissimular-se ou a retirar-se sempre que qualquer um destes discursos a tenta apreender ou aprisionar na e pela palavra, ficando então sujeita a repetidas anamorfoses perante este imenso espelho deformador que o texto medieval representa. Mas as figuras evocam também os lugares comuns da retórica sem os quais o percurso pela plasticidade dos significantes textuais e a evanescência dos significados se tornaria desconcertante. Representam finalmente as entrelinhas do discurso, os interstícios criados no interior da própria palavra: dimensão verdadeiramente simbólica veiculada simultaneamente pelo não-dito e pelo inter/dito. O traço oblíquo que cinde esta última palavra não é fortuito: significa precisamente a fractura que inexoravelmente se inscreve na linguagem, dificultando o acesso ao sentido e bloqueando temporariamente a comunicação do sujeito consigo próprio, com o outro e/ou com o mundo. Este ensaio adquire então, naturalmente, os contornos de um tríptico no qual, podemos observar, num dos lados, os caminhos para o surgimento privilegiado de um tema (Limiares) e, no outro (U-tópicas), algumas das estratégias poéticas que a ficção desenvolve para restituir à linguagem o seu poder de representação, a sua sacralidade e a sua transparência, reintegrando-a na Ordem Universal da qual emerge a “grande planície das palavras e das coisas” (utilizando a bela expressão de M. Foucault). No centro deste quadro e na origem do romance arturiano está o eterno drama de Babel (Anamorfoses). Levar os silêncios a comunicarem algo exige evidentemente, mais do que nunca, uma abordagem inter ou pluridisciplinar. Contudo, na impossibilidade de reencontrar utopicamente o mundo das correspondências perdidas, será na tentativa de fazer convergir o Real, a Linguagem e o Imaginário que este trabalho pretende explorar o universo pluridimensional do silêncio e procurar um sentido no e para o texto medieval cujo objectivo primeiro e último é o de restaurar o bom funcionamento dos signos, inicitando o leitor a “penser et antandre/ a bien dire et a bien aprandre” (Chrétien de Troyes, Érec et Énide, v.11-12).