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Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars

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  • Visions of ecological transition in Europe: comparing perceptions, unveiling plurality
    Publication . Vidal, Diogo Guedes; Alves, Fátima; Freitas, Helena; Habuda-Stanić, Mirna
    The wide dissemination of the Ecological transition concept, without the integration of different views, understandings and constraints, could undermine the collective efforts to pursue it. Therefore, in the scope of the H2020 European project “PHOENIX”, this work aims to contribute to providing different visions on Ecological Transition across 6 European countries – Portugal, Spain, France, Italy, Hungary and Estonia - through the application of 41 interviews with policymakers, scientists, NGO actors, representatives of economics groups and citizens. From the interviews, it was clear that the adoption of pro-ecological behaviors is not only dependent on individual choices – lack of awareness or giving up on personal comfort. The interviewees highlight the financial barriers as the main constraints – both at an individual level and the macro level, i.e. the economic interests of companies -, as well as the lack of support of institutions as role models in this ecological transition. More importantly, a general perception of the ineffectiveness of traditional participation models was visible, limiting the possibility of intervention, especially for vulnerable social groups. People want to make part of this transition, but this can only be achieved through mechanisms of participation grounded in fair, inclusive and plural processes. The transformative policy postulated by the ecological transition must be based on in-depth knowledge of the biophysical and socio-economic-cultural characteristics of territories, which is a prerequisite that requires transformative processes at individual and structural levels.
  • Do invisível ao visível: património cultural imaterial e empoderamento de mulheres
    Publication . Rosa, Rosário; Jesus, Miguel
    A investigação-ação, com o seu pendor participativo, reformula e redefine as relações tradicionais entre pessoas investigadoras e pessoas participantes, transformando-as em relações de igualdade e coprodução, tanto do conhecimento, como dos contributos nas transformações sociais pretendidas. Nesta comunicação apresentamos um trabalho de intervenção realizado em duas regiões do centro interior português – São Pedro do Sul e Sabugal - em que se procedeu a um pequeno inventário de práticas e saberes tradicionais com mulheres dedicadas à agricultura familiar. Este trabalho foi realizado partindo das vontades dos grupos de mulheres, articulando técnicas de investigação tradicional (ex.: histórias de vida), com técnicas participativas (ex.: rodas de conversa) e visuais (recolhas de fotografia e vídeo), que culminou numa exposição pública das suas histórias e saberes. O Património Cultural Imaterial (PCI), enquanto expressão viva das tradições, saberes e práticas de comunidades, representa um espaço de construção identitária e de afirmação social. Quando analisado numa perspetiva de género, esse património revela-se também como um instrumento estratégico para o empoderamento feminino e de promoção da igualdade de género.
  • Ciclo de debates TERRA Viva: Kit de Sobrevivência: o impacto das ondas de calor na saúde humana
    Publication . Nogueira, Paulo; Alves, Fátima; Lopes, António
    Na sua participação no ciclo de debates TERRA Viva, a investigadora Fátima Alves do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal foi clara: “o calor mata — e mata cada vez mais”. As ondas de calor são hoje uma urgência científica e social, com impactos diretos na mortalidade e na saúde, sobretudo entre as populações mais vulneráveis. O que está em causa? O aumento da frequência, duração e intensidade das ondas de calor, especialmente no sul da Europa e em Portugal Uma geografia da vulnerabilidade, marcada por desigualdades sociais, territoriais e habitacionais Grupos mais afetados: pessoas idosas, doentes crónicos, crianças, grávidas, trabalhadores ao ar livre e pessoas socialmente isoladas Fátima Alves sublinhou que nem todos sofremos o calor da mesma forma. As condições de vida, o território onde se vive, a qualidade da habitação e o acesso a espaços verdes fazem toda a diferença. As cidades, em particular, concentram riscos agravados devido às ilhas de calor urbano e à falta de preparação arquitetónica e ecológica. A natureza como aliada da saúde Um dos pontos centrais da sua intervenção foi o papel das árvores e dos espaços verdes. Longe de serem elementos decorativos, são agentes ativos dos ecossistemas, fundamentais para reduzir a temperatura, melhorar o conforto térmico e salvar vidas. Cortar árvores é, muitas vezes, agravar riscos invisíveis — mas reais — para a saúde pública. Um “kit de sobrevivência” coletivo Para Fátima Alves, responder ao calor extremo exige muito mais do que conselhos individuais. É preciso um kit coletivo, que inclua: Refúgios climáticos acessíveis (bibliotecas, escolas, centros de dia) Mais arborização e corredores de sombra Articulação entre saúde, proteção civil e serviços sociais Monitorização do território e apoio ativo às populações isoladas Literacia climática e em saúde, para transformar conhecimento científico em ação concreta A mensagem final é clara: investir em prevenção, planeamento e natureza é investir em saúde, bem-estar e justiça social.
  • Os/as portugueses/as e a natureza: emoções ecológicas, desigualdade e cuidado com o mundo natural
    Publication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Rosa, Rosário; Girão, Teresa; Saraiva, Filipa; Freitas, Helena; Crespo Aznar, Pablo; Echavarren, José Manuel; Figueiredo, Elisabete; Guerra, João; Mañas Navarro, José Javier; Vidal, Diogo Guedes
    A partir do estudo nacional sobre a relação dos/as portugueses/as com a natureza, a apresentação analisou como emoções ecológicas, desigualdades sociais e práticas de cuidado moldam as formas de envolvimento com o ambiente. Um olhar indispensável para compreender as dinâmicas socioambientais no contexto português.
  • Ecologias do diálogo: revisão sistemática sobre estratégias interculturais e resiliência comunitária face às alterações climáticas no contexto dos cuidados de saúde primários
    Publication . Ponte, Nidia; Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Crespo Aznar, Pablo; Echavarren, José Manuel; Figueiredo, Elisabete; Guerra, João; Mañas Navarro, José Javier; Vidal, Diogo Guedes
    Esta comunicação destacou a importância das estratégias interculturais e do diálogo para fortalecer a resiliência comunitária face às alterações climáticas, especialmente em contextos de saúde primária. Uma perspetiva inovadora e socialmente urgente.
  • Building brighten futures: knowledge and communication on socio-environmental topics in two Macaronesian Regions
    Publication . Ana Bijóias Mendonça; Alves, Fátima
    No dia 9 julho, na sessão dedicada às dinâmicas socioambientais, as investigadoras apresentaram a comunicação “Building Brighten Futures: Knowledge and communication on socio-environmental topics in two Macaronesian regions”, onde partilharam resultados de investigação que sublinham a importância de abordagens colaborativas e culturalmente enraizadas na construção de futuros mais sustentáveis. O trabalho apresentado destaca: A relevância das racionalidades leigas e dos saberes locais como recursos fundamentais para enfrentar a crise climática; A urgência de ultrapassar a ilusão de inclusão e reforçar políticas de proximidade, verdadeiramente participativas; A necessidade de consolidar redes de atores como alicerces para processos de codecisão orientados para a justiça socioambiental; A importância de escutar, traduzir, comunicar e coconstruir soluções com todas as vozes que habitam os territórios.