Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Comunicações em congressos, conferências e seminários / Communications in congresses, conferences and seminars por data de Publicação
A mostrar 1 - 5 de 5
Resultados por página
Opções de ordenação
- Building brighten futures: knowledge and communication on socio-environmental topics in two Macaronesian RegionsPublication . Ana Bijóias Mendonça; Alves, FátimaNo dia 9 julho, na sessão dedicada às dinâmicas socioambientais, as investigadoras apresentaram a comunicação “Building Brighten Futures: Knowledge and communication on socio-environmental topics in two Macaronesian regions”, onde partilharam resultados de investigação que sublinham a importância de abordagens colaborativas e culturalmente enraizadas na construção de futuros mais sustentáveis. O trabalho apresentado destaca: A relevância das racionalidades leigas e dos saberes locais como recursos fundamentais para enfrentar a crise climática; A urgência de ultrapassar a ilusão de inclusão e reforçar políticas de proximidade, verdadeiramente participativas; A necessidade de consolidar redes de atores como alicerces para processos de codecisão orientados para a justiça socioambiental; A importância de escutar, traduzir, comunicar e coconstruir soluções com todas as vozes que habitam os territórios.
- Do invisível ao visível: património cultural imaterial e empoderamento de mulheresPublication . Rosa, Rosário; Jesus, MiguelA investigação-ação, com o seu pendor participativo, reformula e redefine as relações tradicionais entre pessoas investigadoras e pessoas participantes, transformando-as em relações de igualdade e coprodução, tanto do conhecimento, como dos contributos nas transformações sociais pretendidas. Nesta comunicação apresentamos um trabalho de intervenção realizado em duas regiões do centro interior português – São Pedro do Sul e Sabugal - em que se procedeu a um pequeno inventário de práticas e saberes tradicionais com mulheres dedicadas à agricultura familiar. Este trabalho foi realizado partindo das vontades dos grupos de mulheres, articulando técnicas de investigação tradicional (ex.: histórias de vida), com técnicas participativas (ex.: rodas de conversa) e visuais (recolhas de fotografia e vídeo), que culminou numa exposição pública das suas histórias e saberes. O Património Cultural Imaterial (PCI), enquanto expressão viva das tradições, saberes e práticas de comunidades, representa um espaço de construção identitária e de afirmação social. Quando analisado numa perspetiva de género, esse património revela-se também como um instrumento estratégico para o empoderamento feminino e de promoção da igualdade de género.
- Os/as portugueses/as e a natureza: emoções ecológicas, desigualdade e cuidado com o mundo naturalPublication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Rosa, Rosário; Girão, Teresa; Saraiva, Filipa; Freitas, Helena; Crespo Aznar, Pablo; Echavarren, José Manuel; Figueiredo, Elisabete; Guerra, João; Mañas Navarro, José Javier; Vidal, Diogo GuedesA partir do estudo nacional sobre a relação dos/as portugueses/as com a natureza, a apresentação analisou como emoções ecológicas, desigualdades sociais e práticas de cuidado moldam as formas de envolvimento com o ambiente. Um olhar indispensável para compreender as dinâmicas socioambientais no contexto português.
- Ecologias do diálogo: revisão sistemática sobre estratégias interculturais e resiliência comunitária face às alterações climáticas no contexto dos cuidados de saúde primáriosPublication . Ponte, Nidia; Alves, Fátima; Vidal, Diogo Guedes; Crespo Aznar, Pablo; Echavarren, José Manuel; Figueiredo, Elisabete; Guerra, João; Mañas Navarro, José Javier; Vidal, Diogo GuedesEsta comunicação destacou a importância das estratégias interculturais e do diálogo para fortalecer a resiliência comunitária face às alterações climáticas, especialmente em contextos de saúde primária. Uma perspetiva inovadora e socialmente urgente.
- Ciclo de debates TERRA Viva: Kit de Sobrevivência: o impacto das ondas de calor na saúde humanaPublication . Nogueira, Paulo; Alves, Fátima; Lopes, AntónioNa sua participação no ciclo de debates TERRA Viva, a investigadora Fátima Alves do GI Sociedades e Sustentabilidade Ambiental do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal foi clara: “o calor mata — e mata cada vez mais”. As ondas de calor são hoje uma urgência científica e social, com impactos diretos na mortalidade e na saúde, sobretudo entre as populações mais vulneráveis. O que está em causa? O aumento da frequência, duração e intensidade das ondas de calor, especialmente no sul da Europa e em Portugal Uma geografia da vulnerabilidade, marcada por desigualdades sociais, territoriais e habitacionais Grupos mais afetados: pessoas idosas, doentes crónicos, crianças, grávidas, trabalhadores ao ar livre e pessoas socialmente isoladas Fátima Alves sublinhou que nem todos sofremos o calor da mesma forma. As condições de vida, o território onde se vive, a qualidade da habitação e o acesso a espaços verdes fazem toda a diferença. As cidades, em particular, concentram riscos agravados devido às ilhas de calor urbano e à falta de preparação arquitetónica e ecológica. A natureza como aliada da saúde Um dos pontos centrais da sua intervenção foi o papel das árvores e dos espaços verdes. Longe de serem elementos decorativos, são agentes ativos dos ecossistemas, fundamentais para reduzir a temperatura, melhorar o conforto térmico e salvar vidas. Cortar árvores é, muitas vezes, agravar riscos invisíveis — mas reais — para a saúde pública. Um “kit de sobrevivência” coletivo Para Fátima Alves, responder ao calor extremo exige muito mais do que conselhos individuais. É preciso um kit coletivo, que inclua: Refúgios climáticos acessíveis (bibliotecas, escolas, centros de dia) Mais arborização e corredores de sombra Articulação entre saúde, proteção civil e serviços sociais Monitorização do território e apoio ativo às populações isoladas Literacia climática e em saúde, para transformar conhecimento científico em ação concreta A mensagem final é clara: investir em prevenção, planeamento e natureza é investir em saúde, bem-estar e justiça social.
