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- Promoção da leitura em bibliotecas escolares: análise dos relatórios de autoavaliação do distrito de FaroPublication . Cavaco, Paulo; Bastos, GlóriaA presente dissertação constitui o estudo da promoção da leitura em bibliotecas escolares do distrito de Faro, realizado através da análise dos relatórios de autoavaliação, elaborados pelos professores bibliotecários em 2017 e submetidos à Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). A investigação centra-se exclusivamente na análise do domínio B - Leitura e Literacia do Modelo de Avaliação das Bibliotecas Escolares (MABE), concebido pela Rede de Bibliotecas Escolares (RBE). No enquadramento teórico aborda-se um conjunto de aspetos relacionados com a leitura e a sua promoção, incluindo o papel da biblioteca escolar na promoção da leitura. Analisamos também o Modelo de Avaliação das Bibliotecas Escolares, proposto pela RBE. No trabalho empírico, e especificamente no que se refere aos dados analisados sobre o distrito de Faro, verificou-se que, na globalidade, a média das bibliotecas escolares do distrito se situa ao nível do Bom e que as bibliotecas escolares que servem os níveis de ensino mais baixos são as que obtém melhores resultados. Estes tornam-se menos significativos nas bibliotecas escolares das Escolas secundárias.
- Contos migratórios de Dora Nunes GagoPublication . Cavaco, Paulo; Sequeira, Rosa MariaDe acordo com a conceção de Søren Frank (2008), que defende que a migração só se pode inscrever na obra literária pela conjugação do conteúdo – as temáticas abordadas e / ou a condição migrante das personagens –, com a forma – as estratégias discursivas implementadas –, propomo-nos analisar os contos que constituem a obra Travessias – Contos Migratórios (2014) de Dora Nunes Gago. Partindo da reflexão em torno das designações “contos migratórios” e conto de/sobre migração, procurar-se-á identificar as estratégias discursivas postas ao serviço das temáticas tratadas e, desse modo, constatar em que medida o conceito de migração se converte numa característica intratextual da obra literária e não meramente um tema literariamente explorado.
- A representação do holocausto em Ilse LosaPublication . Cavaco, Paulo; Sequeira, Rosa MariaO Holocausto enquanto facto histórico de proporções sem precedente na história da Humanidade tornou-se um tema literário largamente abordado, inicialmente pelos sobreviventes, que sentiram a necessidade de partilhar a sua experiência, tendo o tema posteriormente também captado o interesse doutros autores. Este conjunto de obras literárias deu origem a um subgénero literário: a Literatura do Holocausto. Em Portugal, contudo, esta temática não suscitou o interesse do mundo literário, sendo Ilse Losa (1913-2006), autora de origem alemã, com ascendência judaica, vinda para Portugal em virtude da perseguição de que foi alvo pelos nazis na Alemanha, uma exceção. A temática do Holocausto é recorrente na obra narrativa desta escritora e constitui o tema da presente dissertação, intitulada A Representação do Holocausto em Ilse Losa. Este estudo centra-se na análise dos romances O mundo em que vivi (1949), Rio sem ponte (1952), Sob céus estranhos (1962) e em alguns contos integrados no volume Caminhos sem destino (1991). A leitura das narrativas da autora, focada no tema em questão, é entendida como uma proposta de roteiro de exploração, que, além de um capítulo dedicado à contextualização da obra losiana no âmbito da Literatura do Holocausto e da Literatura Portuguesa, se centra na análise dos seguintes aspetos: os períodos temporais que contextualizam o facto histórico (o tempo antes, durante e após o Holocausto) e os valores que predominam em cada um; os atores envolvidos no acontecimento (as vítimas, os perpetradores, os observadores passivos e os oponentes ao regime); as estratégias narrativas implementadas que sustentam essa representação (os tipos de narradores, o recurso à analepse e à prolepse, o uso da carta como recurso narrativo, a enunciação do ato de recordar e a descrição física); e os termos em que se pode conceber uma dimensão pedagógica nestas narrativas.
- A personagem migrante em As maçãs azuisPublication . Cavaco, Paulo; Sequeira, Rosa MariaEste artigo analisa a possibilidade da narrativa autobiográfica As Maçãs Azuis: Portugal e Goa 1948-1961 (1987) de Edila Gaitonde ser considerada uma obra de literatura de migração. Para tal, analisar-se-ão duas questões consideradas centrais na Literatura de Migração: a questão da identidade híbrida da personagem migrante e a questão da fronteira, aspetos intimamente relacionados entre si. O percurso da protagonista é o de um ser migrante, marcado pela mudança e pelo movimento, que atravessou constantemente fronteiras, não só físicas, mas também, e sobretudo, culturais, sociais, linguísticas e político-ideológicas. Em virtude de ter contraído matrimónio com um médico nacionalista hindu e opositor ao regime colonial português, os desafios enfrentados pela personagem estão marcados pelo seu encontro com o Oriente (ou com as diversas realidades sociopolíticas e culturais da Índia) aquando da mudança para essa parte do globo, assim como pelo combate político ao partilhar com o esposo os valores da democracia e o sonho de uma Goa independente. A transposição constante de fronteiras repercutiu-se na identidade açoriana-portuguesa-católica-ocidental da protagonista, em resultado das relações de vária ordem (pessoais, familiares ou sociais) estabelecidas com a heterogeneidade de comunidades existentes em Goa ¾ a comunidade portuguesa constituída pela população oriunda da metrópole e que estava no território ao serviço do Estado Português, representando-o, e as comunidades autóctones cristã e hindu de Goa. A integração da personagem nesse espaço sociocultural levou a uma reconfiguração da sua identidade, que se traduziu na formação de uma identidade híbrida, a qual favoreceu, por seu turno, o equilíbrio almejado pela personagem com vista a conciliar a sua identidade cultural ocidental com a das comunidades existentes no Oriente, particularmente a hindu, procurando evitar ou minimizar o choque cultural.