Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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- A perda do mundo natural e as nossas emoçõesPublication . Alves, FátimaA partir do encontro com uma árvore “ferida de morte”, é construída uma reflexão sobre a perda do mundo natural enquanto experiência simultaneamente ecológica, cultural e emocional. A argumentação associa alterações climáticas e degradação ambiental a efeitos de rutura identitária e sofrimento, evocando exemplos como degelo acelerado, branqueamento de recifes, cheias em zonas costeiras e falhas agrícolas. Integra-se uma nota experiencial no Brasil, salientando deslocações forçadas de povos indígenas e a vulnerabilidade acrescida em contextos periféricos expostos a eventos extremos, com impactos na coesão social e no bem-estar emocional, sobretudo entre os mais jovens. A peça termina com um apelo à não passividade e à responsabilização coletiva na proteção da vida humana e não humana.
- A democracia em risco: o discurso de Maria Ressa em Harvard e os desafios que nos deixaPublication . Alves, FátimaO artigo toma como ponto de partida o discurso de Maria Ressa na Universidade de Harvard para discutir a fragilidade contemporânea das democracias. São destacados fatores como a desinformação, a polarização e a manipulação nas redes, bem como a aceleração tecnológica associada à desumanização e à incapacidade institucional de escuta. A reflexão articula ainda democracia e crise climática, defendendo que respostas ambientais eficazes exigem transparência, coordenação política e condições democráticas que permitam justiça social e ambiental, incluindo a audição de comunidades marginalizadas.
- Lei de restauro da natureza: um manifesto e um caminho de esperançaPublication . Alves, Fátima; Mendonça, Ana Bijóias; Vidal, Diogo GuedesO artigo enquadra a aprovação da Lei de Restauro da Natureza pela União Europeia como passo político decisivo perante a degradação ambiental e a perda de biodiversidade, sublinhando a dimensão de esperança e compromisso coletivo. Defende-se que a implementação deve integrar diversidades sociais, culturais e biofísicas, valorizando comunidades e práticas locais, e apelando a cooperação e ação multi-escalar para restaurar ecossistemas e reforçar a sustentabilidade.
- As alterações climáticasPublication . Alves, FátimaO artigo apresenta as alterações climáticas como realidade cientificamente inequívoca, associada a desequilíbrios ecológicos, perda de biodiversidade e agravamento de desigualdades, criticando a incapacidade política de acompanhar a urgência do problema. Defende-se uma transformação das relações sociedade–natureza e um compromisso efetivo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em nome da responsabilidade intergeracional e de futuros habitáveis.
- As mulheres podem ser presidentes de qualquer país do MundoPublication . Alves, FátimaO artigo sustenta que a possibilidade de uma mulher exercer a presidência não é apenas uma questão de capacidade governativa, mas um problema de reconhecimento, justiça social e igualdade de género, ainda marcado por exclusões históricas e pela persistência de estereótipos. Reitera-se que, apesar de existirem exemplos consolidados — como Argentina, Brasil, Chile e Alemanha — a representação feminina continua condicionada por barreiras estruturais que opõem “emoção” a “racionalidade”, ecoando críticas como as de Simone de Beauvoir. Valoriza-se a liderança de Angela Merkel e Jacinda Ardern para evidenciar a capacidade das mulheres e a relevância de perspetivas mais inclusivas perante desafios contemporâneos, incluindo desigualdades sociais e alterações climáticas. O texto conclui com um apelo à rejeição de discursos que deslegitimam a participação das mulheres na política e à confiança na sua legitimidade para ocupar cargos de liderança, evocando A Política da Presença e a discussão pública em torno de Kamala Harris.
- Para a transição ecológica todas as vozes contam!Publication . Alves, Fátima; Vidal, Diogo GuedesAfirma-se que a crise global — marcada por alterações climáticas, perda de biodiversidade, guerras e migrações em massa — tende a ser normalizada e invisibilizada, surgindo como distante para quem não a vive diretamente. Apresenta-se o Pacto Ecológico Europeu como tentativa de viabilizar uma transição ecológica, mas assinala-se uma tensão interna: transformar modos de vida e, simultaneamente, preservar instituições e lógicas que contribuíram para a insustentabilidade. Defende-se que o desafio passa por “não deixar ninguém para trás”, dando voz a atores diversos — incluindo elementos da natureza — e por experimentar novas formas de participação e inovação democrática, exemplificadas pelo projeto PHOENIX, orientadas para uma transição
- Só uma revolução sociocultural pode contribuir para salvar (as sociedades n)o planetaPublication . Alves, FátimaSustenta-se que a perda de biodiversidade, a degradação ambiental e as alterações climáticas não se resolvem apenas com respostas técnicas, exigindo uma transformação sociocultural centrada em valores, crenças e estilos de vida. Critica-se a normalização de padrões de consumo excessivo, individualismo e exploração de recursos, associados também a desigualdade e exclusão social. Defende-se uma passagem para paradigmas de sustentabilidade, solidariedade e cuidado, com mudanças nos sistemas económicos e políticos e foco no bem-estar coletivo e na equidade.
- Tudo, todos, em todo o lado e ao mesmo tempo: porque aquilo que se fizer nesta década, irá condicionar os próximos milhares de anosPublication . Alves, FátimaMobiliza-se o alerta do IPCC para sublinhar que as escolhas desta década terão efeitos de longo prazo, exigindo ação imediata e simultânea em todas as geografias, sem deixar ninguém para trás. Defende-se a responsabilização de Estados, empresas, organizações e cidadãos, bem como a implementação articulada de mitigação e adaptação. Critica-se o ímpeto consumista e a visão da natureza como mero recurso, propondo-se um paradigma assente na cooperação, solidariedade e cuidado como estratégia de relação entre sociedades e naturezas, em nome de uma ação climática efetiva e justa.
- Trava-línguas, Trava-vidas e transição ecológica: as metáforas que desafiam a VidaPublication . Alves, FátimaA partir da analogia entre trava-línguas e “trava-vidas”, descrevem-se obstáculos quotidianos — como burocracias e micro-poderes — que dificultam percursos individuais e coletivos, destacando a importância da persistência, adaptabilidade e clareza na comunicação. A metáfora é estendida à transição ecológica, entendida como processo multidimensional atravessado por interesses divergentes, resistência à mudança e falta de vontade política. Defende-se que enfrentar estes entraves requer inovação, políticas públicas, parcerias intersetoriais e envolvimento da sociedade civil, ancorados em resiliência e compromisso continuado.
- Quando as partes não se diluem no todo: ver além das diferençasPublication . Alves, FátimaDefende-se que a compreensão da complexidade socioecológica exige ir além da ideia de interdependência, evitando que a totalidade “apague” as partes. Sustenta-se que a sustentabilidade e o combate às alterações climáticas dependem do reconhecimento e da articulação entre saber científico e saberes locais, tradicionais e indígenas, bem como da negociação de conflitos e relações de poder em territórios marcados por exclusão e colonialidade. Propõe-se uma visão inclusiva orientada para reparação libertadora e para a construção de sociedades mais igualitárias, em respeito pela diversidade humana e não humana.
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