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Fogo e desigualdades: quando uns sucumbem para outros prosperarem

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O texto de opinião problematiza os incêndios como fenómeno simultaneamente ecológico, social e político, recusando a sua naturalização como mera “fatalidade” climática. A partir da experiência de colapso urbano causado pelo fumo e pela poluição, sublinha-se que o fogo não afeta todos de forma igual: os mais vulneráveis — humanos e não humanos — são os primeiros a sucumbir, enquanto se tornam visíveis dinâmicas de lucro associadas ao combate e à reconstrução. Enquadra-se a recorrência dos incêndios no contexto das alterações climáticas, mas enfatiza-se a responsabilidade das opções de governação, da gestão territorial e da fragilidade das políticas de proteção ambiental. Conclui-se com um apelo à passagem de uma lógica reativa (“apagar”) para uma lógica preventiva, interrogando as desigualdades estruturais que alimentam estas tragédias e a relação coletiva com a natureza.

Descrição

Palavras-chave

Incêndios Diário As Beiras Artigo de opinião Alterações climáticas

Contexto Educativo

Citação

Alves, F. (2024, setembro 24). Fogo e Desigualdades: Quando uns sucumbem para outros prosperarem. Diário As Beiras. https://www.asbeiras.pt/opiniao-fogo-e-desigualdades-quando-uns-sucumbem-para-outros-prosperarem/

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