Mestrado em Estudos Ingleses | Master's Degree in English Studies - TMEI
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- A mulher do renascimento inglês : segundo a escolástica e a tradição medievalPublication . Oliveira, Susana; Relvas, Maria de Jesus C.Com o Renascimento, o Homem adquire uma nova noção do Eu em relação ao Criador e à Sua criação; desenvolve uma perspectiva de antropocentrismo; aperfeiçoa-se enquanto indivíduo na busca da plenitude (uomo universale). Porém, apesar das características de reavaliação, inovação e transformação associadas a este período, denunciam-se múltiplos diálogos de continuidade entre o homem renascentista e o seu homólogo medieval: comungam da mesma metodologia epistemológica, partilham uma idêntica moldura de pensamento que subjaz à perspectivação da Mulher, apresentando- -se como guardiães da herança ancestral de tradições e ideologias escolásticas. De acordo com a Escolástica e a Tradição Medieval, a Mulher permanecia perspectivada segundo dois arquétipos: Eva (mala mulier) e Maria (bona mulier). Eva representava o vício, o pecado, a insensatez, em suma, as características que contribuíram para a Queda de Adão e Eva e, consequentemente, de toda a humanidade. Maria, mãe de Jesus Cristo, figurava as virtudes inexistentes na mãe da humanidade: a virtude, a castidade, a sensatez. Na dicotomia clara existente nos modelos delineados pela Bíblia para a Mulher, residia a realidade da condição feminina. Esta era a herança recebida pela sociedade renascentista: o pensamento de que a Mulher devia obediência ao Homem permanecia numa linha de continuidade, omnipresente, uma vez que assim decretavam as Sagradas Escrituras, corroboravam os teólogos e metodizavam os filósofos clássicos. Contudo, a época do Renascimento em Inglaterra conheceu factores de mudança: o movimento humanista, a Reforma e o conjunto de reestruturações levadas a cabo pelos monarcas da Dinastia Tudor. A presente dissertação procura, assim, aferir até que ponto foi a sociedade renascentista capaz de se desvincular do legado da Escolástica e da Tradição Medieval, criando novas perspectivas da/sobre a Mulher, ou, remetendo para Joan Gadol, procura a resposta à questão: “Did women have a Renaissance?”.
- O eu e o outro : Dr. Jekyll vs Mr. Hyde : David Bowie vs Ziggy StardustPublication . Ramos, Isabel Patrícia da Silva Fidalgo Batista; Marques, Maria do CéuNo início da década de 70 do século passado, David Bowie editou um álbum conceptual, TheRise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, sobre um alien que veio à terra trazer a salvação. De modo a tornar os seus concertos mais apelativos do ponto de vista estético e para superar a sua própria timidez quando se apresentava em público, Bowie criou o alter-ego Ziggy Stardust. O caminho traçado pelo cantor nesta fase da sua carreira artística pode ser comparado com o de Dr. Jekyll, personagem principal da obra literária de Robert Louis Stevenson, The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde. O médico e o cantor desenvolveram alter-egos que, numa primeira fase, os auxiliaram a atingir os seus propósitos. Bowie apresentou espectáculos únicos ao apresentar-se de forma irreverente e marcante para a época e Dr. Jekyll deu asas ao seu desejo de quebrar os códigos das convenções morais da época vitoriana. Neste trabalho pretendemos estabelecer o paralelo entre as vivências do cantor e da personagem de Stevenson no que respeita à relação com o alter-ego, o modo como ambos lidaram com este, o consumo de drogas e as consequências que resultaram para as suas personalidades
- Euthanasia : a study of the age long controversial issue in Thomas More’s Utopia, Aldous Huxley’s Brave New World and Brian Clark’s Whose Life is it Anyway?Publication . Aguirre, Stella Guedes Nascimento; Relvas, Maria de Jesus C.
- Intertextualidade (e anti-linenaridade) as obras de Janette Winterson : Oranges are not the only fruit, The passion e Sexing the chery : desafio, ou afirmação de convençõpes literárias?Publication . Câmara, Karin Gonçalves; Relvas, Maria de Jesus C.Uma introdução que dá a conhecer o background literário de Jeanette Winterson introduz os tópicos e as teorias que subjazem à argumentação desenvolvida ao longo da dissertação. A anti-linearidade, a intertextualidade, o Pós-Modernismo ou a construção da identidade constituem vectores centrais na abordagem às obras da autora. A crítica literária parece responder em uníssono à questão que pretende categorizar a obra literária da autora. O Pós-Modernismo é uma estética recorrentemente associada a Winterson, nomeadamente pela exploração de questões que instauram a incerteza quanto a verdades universais, desconstruindo a ideia pré-concebida de ordem, jogando com expectativas, contextos, formas, associações e estruturas (supostamente) estáveis – narrativa; estilo; facto/ficção; história/literatura; tempo e espaço, ou género. Partindo de um pressuposto de que um texto não é constituído por uma unidade hermética e linear, mas que comunica com outros textos (no seu sentido mais lato) tal parece constituir a base de criação textual de Winterson, impondo, assim, toda uma dinâmica de análise dialógica/intertextual. Neste sentido, procurarei demonstrar como é que a intertextualidade e uma narrativa anti-linear lhe permitem desafiar convenções literárias, sublinhando a forma como legitimam a produção de sentidos e a definição de uma ou de várias identidades. Tentarei igualmente evidenciar de que modo a autora se apropria das tradições literárias masculinas para centralizar discursos marginais e promover a sua arte
- A relação racionalismo vs sobrenatural nas obras de Sir Arthur Conan Doyle : The Hound of the Baskevilles e “The Sussex Vampire"Publication . Diogo, Ana Cristina Antunes Serigado de Oliveira; Avelar, Mário
- Condições de vida e de trabalho na Inglaterra da Revolução IndustrialPublication . Martins, Olga Guimarães; Relvas, Maria de Jesus C.A Revolução Industrial inglesa fomentou o desenvolvimento ao nível da produção de bens e serviços, tão comuns na vida moderna, operando uma mudança radical na estrutura económica, social e política. Devido às revoluções verificadas na agricultura, na indústria, nas comunicações e nos transportes, Inglaterra tornar-se-ia a primeira nação industrial durante o século XIX. Assistiu-se ao investimento de capital na agricultura e na indústria, à urbanização e à consequente concentração da população nas cidades industriais, então recentemente criadas, e à desertificação dos espaços rurais, tendo a fábrica substituído a estrutura familiar de produção. Com o surgimento da “cultura" do vapor, assistiu-se à emergência de uma nova classe social: “the working class". Os novos instrumentos de produção contribuíram para o estabelecimento de novas relações sociais, não descurando a continuidade das tradições políticas e culturais. No entanto, o relacionamento entre patrão e empregado tornou-se mais impessoal e rígido, baseando-se nos princípios do “cash nexus". Esperava-se que a industrialização diminuísse os custos de produção e o esforço humano e melhorasse as condições de vida. Contudo, as cidades ofereciam condições deploráveis aos seus habitantes, transformando-se em locais propícios à difusão de doenças. As fábricas exploravam os trabalhadores, numa tentativa obsessiva de produzir a maior quantidade de produtos possível ao menor preço, recorrendo à mão-de-obra mais barata: mulheres e crianças. Estes seres, tentando equilibrar o orçamento familiar, sujeitavam-se, em conjunto com os homens, às longas horas de trabalho, à rotina, aos baixos salários, à falta de segurança e de condições de higiene. Efectivamente, os resultados humanos desta revolução foram catastróficos
- Ocultismo e esoterismo na obra de William Shakespeare : análise das peças Hamlet, The Tempest e The Winterïs TalePublication . Mateus, Ana Cristina Gonçalves; Relvas, Maria de Jesus C.RESUMO A dissertação “Aspectos Ocultistas e Esotéricos na Obra de William Shakespeare – Análise das peças Hamlet, The Tempest e The Winter’s Tale" pretende constatar a existência de conteúdos e teorias ligados às ciências ocultas na obra deste autor. Hoje a humanidade vive um novo ciclo, ao entrar na “Era de Aquário" (período de paz, harmonia, amor e tranquilidade), em que a procura de novas vias de desenvolvimento pessoal se torna basilar, assim como o interesse generalizado pelas mais diversas doutrinas, filosofias e religiões, das mais simples às mais complexas e misteriosas. Ciências e Pseudo-ciências como a Astrologia, a Cabala ou a Alquimia, tornam-se importantes meios de acesso ao almejado aperfeiçoamento pessoal. A verdadeira “revolução" de pensamentos, costumes e posturas iniciada com o Quattrocento italiano e difundida por toda a Europa do século XVI, bem como a proliferação de estudos e descobertas e invenções científicas desta época, alteraram toda uma mundividência herdada da visão maniqueísta medieval, em que a eterna luta entre o Bem e o Mal – que condiciona os comportamentos, posto que o homem não passa de um títere cujas acções são dominadas por este combate – é nota dominante. É nesta sociedade em ebulição que William Shakespeare se move e produz a sua obra. O estudo da temática ocultista e esotérica na obra de William Shakespeare, um dos maiores autores do cânone literário inglês, ainda não foi objecto de tratamento muito desenvolvido a nível mundial, o que determinou a escolha do tema
- Lewis Carroll e os paradigmas educativos vitorianosPublication . Rodrigues, Lúcia Cristina; Avelar, Mário
- Tree by Tolkien : J.R.R. Tolkien e a teoria dos contos de fadaPublication . Raposeira, Sílvia do Carmo Campos; Prata, RicardoJ.R.R. Tolkien é mais conhecido pelo público devido à obra The Lord of the Rings (pub. 1954-55), contudo o autor deu ainda um importante contributo para a teorização sobre o género fantástico, o qual apelidou de fairy-stories. O conto de fadas obedecia, segundo Tolkien, a um conjunto de factores, como por exemplo a Recuperação, o Escape, a Consolação e a Eucatástrofe (Final Feliz), os quais defende no ensaio “On Fairy-Stories" (1938-39). A sua teoria sobre os contos de fadas encontra-se na base de grande parte da sua obra literária, assim como também está presente a sua visão da verdade última do mito e a noção de subcriação. De modo a verificar a utilização da sua teoria, foram escolhidos dentro do universo literário de Tolkien três contos menos conhecidos, “Leaf by Niggle" (pub. 1945), “Farmer Giles of Ham" (pub. 1949) e “Smith of Wootton Major" (pub. 1967). A opção por estes contos prende-se ainda com o facto de Tolkien não os incluir no seu esforço de subcriação de uma mitologia para Inglaterra, ou seja, de os excluir da sua mitologia dedicada a Arda e aos continentes de Aman e Middle-earth, apesar das muitas semelhanças verificadas. Por fim, no conto "The Lay of Eärendil", inserido no livro The Silmarillion (pub. 1977) e, por conseguinte, na noção de subcriação de uma mitologia para Inglaterra, serão abordadas as diferenças e semelhanças com os três contos referidos, tendo sempre em conta a teoria dos contos de fadas e da verdade do mito segundo Tolkien