Língua, Literatura e Cultura Portuguesas | Capítulos/artigos em livros nacionais / Book chapters/papers in national books
URI permanente para esta coleção:
Navegar
Percorrer Língua, Literatura e Cultura Portuguesas | Capítulos/artigos em livros nacionais / Book chapters/papers in national books por assunto "Almeida Garrett"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Literatura, morte e (des)substancialização do sujeitoPublication . Vila Maior, DionísioDesenvolvo uma reflexão sobre a presença do signo da “morte” na produção literária de Mário de Sá-Carneiro, Fernando Pessoa e Almada Negreiros, signo esse assumido como noção implicada na habilidade para entender, polifonicamente, a “morte do Homem” e a “morte de Deus” como noções comprometidas com: a desmitologização e falência das grandes narrativas humanistas; o (aparente) triunfalismo científico-tecnológico; apela despossessão linguística e literária do sujeito a que, paradoxalmente, uma profunda consciência que o sujeito de si conduz; a relação entre o sujeito individual e a coletividade; apela relação entre eu humano e Outro divino; a perceção da morte inevitável e da consciência neófita da “imortalidade cósmica” a que a intuição da morte por vezes conduz.
- Tertúlia narrativa: José Saramago, Almeida Garrett e Machado de AssisPublication . Grünhagen, Sara; Marchis, Giorgio deO diálogo de José Saramago com escritores oitocentistas é significativo e tem sido sublinhado sobretudo no que se refere à presença de Almeida Garrett, a quem o Nobel português dedicou o seu livro "Viagem a Portugal" (1981) e de quem disse ter herdado o "gosto pela digressão" (in Aguilera, 2008). O presente trabalho aprofunda a análise do diálogo de Saramago com a produção do Século de Ouro do romance e busca mostrar em que medida ele vai além daquele livro, estando presente tanto em referências diretas e indiretas ao longo da sua obra como no seu modo de narrar, que reflete o impacto que certa prosa romanesca do Oitocentos produziu no grande leitor que Saramago também foi. Trata-se de refletir sobre alguns dos elementos que compõem o estilo de Saramago, um estilo tributário de toda uma tradição narrativa que o precede, dando-se destaque neste trabalho às Literaturas de Língua Portuguesa e aos escritores Almeida Garrett e Machado de Assis. Com o auxílio do campo teórico da narratologia e convocando-se o conceito de metalepse (cf. Genette, 2004; Ryan, 2006; Pier, 2009), procura-se mostrar, em especial, o modo como Saramago recupera e reinventa um tipo de narrador que se mostra abertamente no texto e que, à maneira de Garrett (2017), constantemente interpela o seu "leitor benévolo", dando-lhe "piparotes" bem machadianos (2008) e convidando-o a reagir criticamente às narrativas que lhe são apresentadas.
