Linguística | Artigos em revistas internacionais / Papers in international journals
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- Recensão crítica: KOCH, Ingedore Villaça - Introdução à linguística textual: trajetória e grandes temas [Introduction to Text Linguistics: Trajectory and Major Themes]Publication . Seara, IsabelIntrodução à linguística textual: Trajetória e grandes temas é o livro mais recente de uma das figuras incontornáveis da linguística brasileira: Ingedore Villaça Koch. Essa obra pioneira teve sua primeira edição em 2004, publicada pela editora Martins Fontes. A edição atual, de 2015 (Contexto), foi revista e reformulada. Nela a autora partilha, com todo o seu vasto público-leitor, a sua concepção de Linguística Textual, assumindo uma postura científica distante das gramáticas tradicionais e perscrutando, de forma inovadora, os contributos das ciências cognitivas e sociais para a fixação deste novo campo disciplinar. Koch procede a uma resenha dos principais trabalhos mundiais que estão na base desta nova ciência, evidenciando como, ao longo das últimas décadas, têm sido várias as concepções de texto e como estas têm repercutido na evolução dessa disciplina linguística, que se iniciou a partir de uma perspectiva de base gramatical, passando posteriormente por uma abordagem discursivo-pragmática, até se ancorar, nos dias de hoje, numa dinâmica sociocognitivista e interacional. A obra divide-se em duas grandes partes: na primeira, a autora traça o panorama da trajetória da Linguística Textual, detendo-se principalmente em análises interfrásicas e gramaticais do texto (nomeadamente a visão da pura gramática de texto e a visão semântica), para expor detalhadamente a virada pragmática e, posteriormente, a sociocognitivo-interacionista. Nessa parte inaugural, aborda ainda os princípios da construção textual de sentido, designadamente os processos de construção da coesão textual do sentido e da coerência. Na parte II, a linguista aborda os principais objetos de estudo da disciplina: referenciação; formas de articulação textual; estratégias textual-discursivas de construção do sentido; marcas de articulação na progressão textual; a intertextualidade e, por fim, os géneros do discurso.
- Recensão crítica: The language myth: why language is not an instinct?Publication . Batoréo, HannaO livro The Language Myth: Why language is not an instinct?, da autoria de Vyvyan Evans e publicado pela Cambridge University Press, em 2014, é um bestseller linguístico no mundo inteiro, que, desde o momento do seu lançamento, tem vindo a causar um aceso debate nos meios linguísticos, tanto nos sites da internet como ao nível das publicações especializadas da área de Linguística. publicação aqui em destaque – The Language Myth: Why language is not an instinct? – é um livro complexo que permite várias leituras académicas. Por um lado, pode ser considerado, numa primeira leitura, apenas um livro erudito que analisa os mitos linguísticos, tal como vários outros o fizeram antes dele (cf. Bauer & Trudgill 1998). Por outro lado, no entanto, e explicando a grande popularidade que imediatamente ganhou, bem como a controvérsia e o impacto que sofreu, é considerado um livro único no meio académico, que, ao abordar e debater o maior mito linguístico de sempre – o da linguagem como instinto, inerente à teoria da Gramática Universal de Chomsky –, ousou questionar as ideias estabelecidas há muitas décadas em Linguística pela vertente da Gramática Generativa. Partindo da perspectva da Linguística Cognitiva, Vyvyan Evans constrói no seu tratado uma forte, apaixonante e minuciosa refutação dos argumentos chomskianos acerca da natureza, origem e uso linguísticos, criando, assim, um antídoto não só à teoria chomskiana ao nível académico, mas também aos populares livros escolares e universitários, nos quais, há mais de cinquenta anos, se propaga a tese da Gramática Universal e da linguagem como instinto.
