Educação Pessoal, Social e Comunitária
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- O perfil do formativo-profissional do educador socialPublication . Canastra, Fernando Augusto Coelho; Ferreira, Manuela MalheiroO presente estudo visa compreender a forma como um grupo de Sujeitos de investigação tende a (re)apropriar-se do sentido que foi dando ao seu perfil formativo-profissional, tendo como dinâmica autoformativa as suas narrativas experienciais. Neste sentido, opta-se, do ponto de vista metodológico, por convocar uma abordagem hermenêutica, traduzida e concretizada numa metodologia tipo Biográfico-Narrativa. Partindo de um quadro teórico que procura sustentar alguns dos conceitos mobilizados no âmbito desta investigação, elegeu-se o Modelo Dialógico como modelo de análise dos dados recolhidos empiricamente. Este modelo revelou-se inovador, uma vez que nos permitiu dar conta da complexidade a partir da qual se inscrevem as principais implicações teórico-práticas deste estudo. Convocando os principais resultados apresentados, analisados e interpretados, realçamos os seguintes: (a) o processo de construção do perfil formativo-profissional tende estar associado ao tipo de implicação pessoal e ao investimento subjectivo que cada Sujeito de investigação convocou, tendo como dinâmica autoformativa a mobilização de uma postura de retroacção reflexiva em torno da sua experiência singular; (b) esta dinâmica de autoformação, combinada e articulada no contexto de um movimento ternário, parece constituir-se como condição determinante do sentido de que se revestem os processos de profissionalização. O principal contributo, que este estudo tende a evidenciar, está relacionado com a existência de uma dinâmica compósita que cada Sujeito de investigação organiza, combina e reactualiza de forma pessoal: as Disposições Pessoais, as Transacções Simbólicas e as Ressonâncias Reflexivas.
- Gestão de conflitos e prevenção da violência em meio escolar : das percepções dos diferentes "Actores" às práticas mais correntes em duas escolas do 2º ciclo do ensino básico da Região Centro : enquadramento teórico : estudos de casoPublication . Ferreira, Elsa Dulce; Grave-Resendes, LídiaO presente trabalho, situado na área da Educação Pessoal, Social e Comunitária, surgiu na sequência de um estudo exploratório, realizado no ano lectivo de 2001/2002, com o objectivo de contribuir para a avaliação da aplicação de uma técnica de Resolução Alternativa de Conflitos: a Mediação entre Pares, numa Escola do 2º ciclo da Região Centro. Na primeira parte do nosso trabalho de investigação, partindo do enquadramento teórico da discussão em torno das definições atribuídas aos conceitos de conflito, indisciplina e violência, em geral e, em particular, a sua aplicação aos comportamentos disruptivos, atribuídos a um número crescente de crianças e jovens, que frequentam as escolas, de vários países, procurámos fazer o ponto da situação, em Portugal e noutros países da Europa, nomeadamente, a Alemanha, a Espanha, a Grécia e o Reino Unido. Abordámos, em seguida, com algum desenvolvimento, a problemática do bullying entre pares e, por fim, fizemos referência a alguns projectos anti-bullying, com especial relevo para o “Olweus Bullying Prevention Program” (OBPP), pelo seu carácter pioneiro e pelos resultados positivos que obteve. Salientámos, igualmente, algumas das medidas que têm sido tomadas para combater o fenómeno da violência em contexto escolar, muitas delas orientados no sentido de proteger as vítimas. Na segunda parte do Relatório, apresentámos dois estudos de caso paralelos, instrumentais e essencialmente qualitativos (alguns dados tiveram tratamento estatístico) realizados em duas escolas, geograficamente próximas e inseridas em contextos semelhantes, a fim de reduzirmos ao mínimo a interferência de variáveis exteriores à problemática em estudo. Uma das escolas aplicava uma técnica RAC – Mediação entre Pares, para gerir os conflitos entre os alunos; a outra recorria à vigilância e acompanhamento regular dos alunos problemáticos, O nosso objectivo era comparar o clima das duas escolas, do ponto de vista dos sujeitos, identificando a presença e a prevalência de comportamentos disruptivos, as medidas tomadas pelos sujeitos para lhes fazer face e, finalmente, os resultados obtidos, através do sentido de evolução da indisciplina e da violência, nas referidas escolas, ao longo do ano lectivo de 2002/2003. Não pretendendo generalizar os resultados destes estudos a outras escolas e a outros contextos, podemos, no entanto, concluir que para gerir de modo adequado os conflitos entre os alunos e prevenir a indisciplina e a violência, é necessário promover um diálogo aberto e um trabalho cooperativo, entre todos os elementos da comunidade educativa.
- A reconfiguração didáctica : implicações da educação para a cidadania nas práticas da educação geográficaPublication . Miranda, Branca; Ferreira, Manuela MalheiroA sociedade do século XXI vive um período de transição. A conflitualidade social,política e económica pôs em causa o mundo moderno e esboçam-se já novos caminhos, num esforço de atingir a harmonia, ao mesmo tempo que outros indicadores nos remetem para uma maior desigualdade entre regiões e grupos sociais, uma mais acentuada segregação e isolamento das minorias e o aumento dos excluídos. À problemática da exclusão junta-se o desinteresse pela actividade política por parte de uma elevada percentagem da população o que faz despertar a necessidade de repensar o acto educativo, definindo as funções que poderá desempenhar num processo de mudança de mentalidades e os possíveis contributos sociais que dai poderão advir. Partindo de propostas desenvolvidas ao nível do Conselho da Europa, das análises elaboradas por diversos autores bem como de investigações feitas no terreno,procurou-se interpretar os documentos, que a este propósito, foram produzidos nos últimos anos pelo Ministério da Educação. A fragilidade teórica de algumas propostas levanta inúmeras interrogações relacionadas com a sua exequibilidade,questões que são sublinhadas pelos professores entrevistados e que em nenhum momento se sentem à vontade para desenvolver a Educação para a Cidadania no contexto das suas aulas. As características do currículo de Geografia, dos alunos e das escolas são outros tantos entraves que os professores apontam para que se processe uma mudança real no sistema educativo. Procurando responder às necessidades dos professores apresenta-se uma proposta para a Didáctica da Geografia cuja finalidade consiste em explicitar de que modo a Educação para a Cidadania e a Educação Geográfica se entrelaçam e podem estabelecer relações harmoniosas no processo educacional, contribuindo para a formação integral do aluno.
- A educação de adultos e a educação ao longo da vida, em Portugal, numa perspectiva comparadaPublication . Nogueira, Carlos Alberto da Silva; Miranda, Rosa; Gaspar, IvoneA presente investigação visou o sistema de educação de adultos e aprendizagem ao longo da vida a nível dos ensinos básico e secundário, em Portugal, no período que decorreu entre 1980 e 2000, a fim de analisar a sua aptidão para providenciar um serviço adequado às necessidades dos aprendentes ao longo da vida. O autor considera que o movimento de aprendizagem ao longo da vida está a afectar acentuadamente as opiniões, as teorias e a prática da educação tradicional nesta área. Atraído pela sua experiência como educador de adultos e mercê das suas relações e comunicação com dirigentes educativos, docentes e estudantes – de todos os níveis de ensino – em diversas instituições de educação tradicional e não tradicional, o autor concluiu que uma visão do campo da educação/formação de adultos ao longo da vida, nos seus aspectos metodológicos, jurídicos, e políticos, em Portugal e no período em análise, poderia ser alcançado, baseando a investigação em quatro questões nucleares focando as políticas ou estratégias postas em prática e respectiva avaliação, a influência de algumas organizações internacionais na adopção das referidas políticas ou estratégias e comparação destas com as de alguns países da Europa ocidental, a estruturação e institucionalização da educação extra-escolar e, ainda, a importância da educação/formação ao longo da vida para o indivíduo e para a sociedade. A investigação comprovou que a educação e a aprendizagem ao longo da vida possuem uma filosofia e um método próprios que a educação tradicional, tal como existe, é incapaz de adoptar sem acentuadas mudanças sistémicas, das quais diversas são analisadas e comentadas ao longo do estudo, o qual pode contribuir para um futuro desenvolvimento de um sistema de unificado de aprendizagem ao longo da vida. Aliás, tal como foi encarada, a nossa pesquisa pode carrear elementos de análise e reflexão susceptíveis de enriquecer o quadro pedagógico da educação de adultos e da aprendizagem ao longo da vida e proporcionar aos educadores de adultos uma visão mais ampla da problemática e, também, uma melhor compreensão dos aprendentes com quem interagem.
- Formação reflexiva de professores e cidadania : contributo para o estudo das práticas de formação inicial de professores de geografiaPublication . Alexandre, Fernando; Ferreira, Manuela MalheiroOs primeiros programas de formação inicial de professores surgiram em Portugal na década de 70 e foram ensaiados nas faculdades de ciências. Pretendeu-se então criar uma via de formação alternativa para os alunos que desejassem adquirir habilitação para o exercício da docência, numa altura em que o sistema educativo nacional se começava a expandir e a procura por pessoal docente com preparação científica e pedagógica tinha de ser assegurada a médio e a longo prazo. No entanto, o processo de criação de novos cursos de informação inicial foi relativamente lento, pelo que apenas na década de 80 se verificou a sua extensão a todas as instituições de ensino superior público. A expansão da formação inicial foi marcada desde o seu início por aquilo que alguns autores designam de universitarização dos programas, ou seja, pela reprodução de uma lógica de forte separação disciplinar, reforçada pelos próprios modelos de organização e gestão das instituições formadoras. Sob o ponto de vista da qualidade da formação, este contexto potenciou uma forte separação entre a teoria e a prática e, desse modo, não forneceu aos jovens docentes as ferramentas conceptuais e metodológicas mais adequadas à entrada no mundo das escolas. A formação inicial dos professores de geografia sediada nas faculdades de letras e de ciências sociais e humanas não ficou à margem desses problemas. O ensino da geografia continua amarrado a uma imagem social que associa a disciplina a um saber de natureza factual, enciclopédico e descritivo, que remete a geografia, se não para uma posição de subalternidade curricular, pelo menos para o lugar dos saberes a que os alunos não atribuem especial relevo. Os motivos que podem explicar este fenómeno prendem-se em parte com a natureza dos esquemas conceptuais que os professores aplicam nas suas aulas. Modelos que traduzem um processo de normalização epistemológica, que afasta cada vez mais a geografia escolar da ciência académica. As razões que o explicam não devem ser imputadas exclusivamente aos docentes, pois eles resultam em grande medida da incapacidade das instituições formadoras para delinearem e aplicarem modelos de formação alternativos, que façam uso de ferramentas que impliquem ativamente os formandos na construção do seu próprio saber. Modelos de natureza reflexiva, que atendam aos saberes experienciais dos sujeitos e lhes permitam encontrar um sentido para a teoria e, dessa forma, propiciar uma mudança efetiva das práticas.