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Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa: primeiras narrativas de naufrágios

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Resumo(s)

Os relatos de naufrágios, que o coletor do século xviii Bernardo Gomes de Brito intitulou de modo expressivo História trágico-marítima, integrando- se na chamada literatura de viagens, da qual os escritores portugueses foram pioneiros, podem configurar-se como uma variante especializada daquela, com características próprias, e que privilegia a ótica trágica, ao mesmo tempo que potencia a vertente pedagógica, como aviso proléptico a evitar as causas de tais acontecimentos. [...] A coletânea compreende 12 relatos de naufrágios, de vários autores, ocorridos entre 1552 e 1602, e publicados entre 1554 e 1604, em edições avulsas ou integradas em crónicas, como as Décadas da Ásia de Diogo do Couto (relato iv, início do v e ix). A obra História trágico-marítima é publicada em Lisboa, em 1735 e 1736, dedicada ao rei D. João V, fundador e protetor da Academia Real da História. Esta coletânea, enquanto tal, revela um pioneirismo que se destaca e que se expressa igualmente pelo impacto que a receção destes relatos causava na sociedade dos séculos xvi a xviii como reconhecimento de uma memória histórica e identitária nacional.

Descrição

Obra sob a direção de: José Eduardo Franco e Carlos Fiolhais, e coordenada por: António Moniz

Palavras-chave

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