| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 1.02 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Basta olhar para a densidade populacional cartografada num mapa atual de Portugal continental para perceber o desequilíbrio entre a sobrepopulação litoral e desertificação do interior. Este desequilíbrio torna-se dramático a vários níveis: social, cultural, ambiental e, obviamente, económico. Neste estudo apresentam-se os resultados de um projeto exploratório desenvolvido no CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória), através do qual se averiguou quando e onde se iniciou a litoralização do território português. Efetuou-se uma análise de longa duração consubstanciada na observação do desenvolvimento urbano e respetivo povoamento, tomando como indicadores os forais antigos outorgados pela coroa até ao reinado de D. Dinis, os chamados forais novos ou manuelinos, o primeiro censo (1856) e o de 2021. A emergência dos municípios portugueses foi o proxy eleito para proporcionar continuidade na análise. Nesta cronologia de largo espectro, fica clara a tendência de continentalização dos municípios portugueses numa primeira fase, o incremento da litoralização nos alvores do Período Moderno e a afirmação dessa concentração concelhia litorânea na contemporaneidade. Feita esta análise compete investigar as causas e consequências para, num projeto subsequente, dissecar os impactos da litoralização do país nas economias coevas e retirar da interpretação histórica os ensinamentos devidos.
Descrição
Palavras-chave
Litoralização Municipalismo Demografia Longa duração
Contexto Educativo
Citação
Bastos, Maria Rosário; Ferreira, Antero; Pereira, Olegário Nelson Azevedo; Salgado, Filipe; Lira, Sérgio; Dias, João Alveirinho (2025). Cidades do Litoral e Cidades do Interior: um passado sem futuro, in As Cidades na História. Guimarães: Município de Guimarães [ISBN: 978-972-8050-85-6].
Editora
Município de Guimarães
