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  • Do tangível ao figital: integração físico-digital e metodologia criativa na arte pós-digital contemporânea
    Publication . Caldeira, Nelson; Veiga, Pedro Alves da; Cordeiro, Joao
    Este estudo visa apresentar a articulação entre uma proposta de taxonomia figital com a metodologia a/r/cográfica, oferecendo assim um quadro metodológico integrado para analisar e orientar práticas artísticas híbridas contemporâneas. Nos últimos anos, a criação artística contemporânea tem sido marcada pela fusão entre o tangível e o virtual, fenómeno designado por “figital”. Este conceito descreve como elementos físicos e digitais se interligam, redefinindo processos de produção, fruição e interação com a arte. A taxonomia figital, ora apresentada, permite mapear novos territórios híbridos e avaliar detalhadamente a simbiose entre o plano material, incluindo os aparatos tecnológicos, e o plano virtual ou digital, resultante da execução de código ou reprodução de média digitais. Por sua vez, a metodologia a/r/cográfica estrutura o processo criativo em três eixos essenciais: estética (cognição, emoções e sensações despertadas pela obra), aptidão (competências técnicas e concetuais evidenciadas) e função (impacto sociocultural e comunicativo da obra). A obra Texel2048Loom, desenvolvida neste âmbito pelo primeiro autor deste estudo, permite ilustrar a abordagem aqui proposta. Este texto evidencia ainda a necessidade de ajustes adicionais, particularmente nas dimensões éticas, culturais e multissensoriais, oferecendo contribuições claras para futuras investigações e práticas na arte pós-digital.
  • “UrdiSynth42” e a tecelagem figital
    Publication . Caldeira, Nelson; Veiga, Pedro Alves da; Cordeiro, Joao
    O presente estudo aborda o desafio contemporâneo da arte digital na preservação da autenticidade cultural, procurando conciliar a inovação tecnológica com a continuidade histórica. Defende-se que a virtualização, compreendida como um deslocamento identitário para potenciais expressivos, constitui um fenómeno cultural contínuo, presente muito antes da era digital. Utilizando as Tapeçarias de Portalegre como caso paradigmático, este trabalho identifica cinco dimensões históricas de transcodificação; dimensional, material, técnica, temporal e interpretativa, que antecipam métodos da arte digital contemporânea. Apresenta-se o conceito de arte figital, que estabelece uma gramática híbrida temporal, combinando os ritmos dos ambientes online e offline. Neste contexto, o framework "UrdiSynth42" propõe uma arquitetura hierárquica de quatro camadas, Perceção, Cognição, Expressão e Coordenação; que operacionaliza a virtualização histórica através de visão por computador, machine learning e síntese generativa. A utilização estratégica de tecnologias como Docker assegura a preservação digital e cultural. O estudo confirma que a virtualização histórica não representa uma rutura tecnológica, mas sim uma evolução, oferecendo uma base robusta para futuras práticas artísticas que visem respeitar as tradições culturais, ao mesmo tempo que exploram novas possibilidades tecnológicas.