Percorrer por data de Publicação, começado por "2025-09-29"
A mostrar 1 - 2 de 2
Resultados por página
Opções de ordenação
- Cursos de português língua de acolhimento: metodologias de aprendizagem colaborativa no ensino a distânciaPublication . Vinagre, Maria da Conceição Borralho Zarco; Huet, IsabelO presente estudo procurou analisar a implementação de metodologias de aprendizagem colaborativa nos cursos de Português Língua de Acolhimento ministrados online em formato síncrono. Dada a diversidade linguística e cultural destes grupos de formação, procurou-se compreender de que forma as metodologias poderiam: (1) estimular a aprendizagem da língua através do trabalho com os pares; (2) possibilitar aprendizagens significativas da língua e da cultura portuguesas: (3) promover a integração no país de acolhimento; (4) reduzir a distância transacional. O estudo qualitativo de natureza interpretativa assentou na análise de relatórios de acompanhamento pedagógico de sessões de Português Língua de Acolhimento e na realização de entrevistas a formadores. O enquadramento teórico baseou-se em autores como Dillenbourg, Ausubel, Vygotsky e Moore para estudar a construção colaborativa do conhecimento, a aquisição de aprendizagens significativas, a mediação social da aprendizagem e a importância do diálogo na educação a distância. Os resultados destacaram a relação formador-formando e a interação espontânea como fatores de sucesso e apontaram constrangimentos relacionados com o predomínio dos métodos expositivo e interrogativo, a escassa interação entre formandos, a heterogeneidade dos grupos e a fraca literacia digital. Conclui-se que a adoção de metodologias de aprendizagem mais ativa e a sua contextualização nas vivências dos formandos poderia ter repercussões ao nível da motivação e da aquisição de aprendizagens significativas.
- Arte figital: taxonomia e análise das dimensões híbridas na experiência estética contemporâneaPublication . Caldeira, Nelson; Veiga, Pedro Alves da; Cordeiro, JoaoEste artigo examina a integração entre o físico e o digital na expressão artística contemporânea, sendo proposto o termo arte figital, um conceito derivado do termo phygital, adaptado do inglês para designar experiências híbridas que combinam elementos tangíveis e virtuais. A arte figital reflete uma fusão colaborativa entre o físico (fí-) e o digital (-gital), na qual ambos os componentes se influenciam mutuamente, possibilitando novas formas de expressão artística e de fruição por parte do público. Para analisar estas dinâmicas, propõe-se uma taxonomia composta por seis categorias principais: integração físico-digital, fruição, interatividade, envolvimento corporal, experiência sensorial e profundidade conceptual. Esta estrutura permite uma avaliação abrangente das várias dimensões da experiência figital, fundamentada com base em teorias de autores como Manovich, Grau, Dewey e Veiga, entre outros. Para testar a robustez e validade da taxonomia, esta foi aplicada a três obras representativas; Rain Room, The Treachery of Sanctuary e Unnumbered Sparks, analisando-as de forma comparativa e destacando a singularidade de cada uma no espectro figital. A aplicação deste modelo taxonómico revela-se eficaz para identificar o equilíbrio entre os componentes físicos e digital e o envolvimento do público em múltiplos níveis. A tabela de classificação e o gráfico radar fornecem uma visualização clara da posição de cada obra, permitindo observar as diferentes abordagens. A flexibilidade desta taxonomia torna-a uma ferramenta para a análise e compreensão da arte figital, apoiando a inovação e a interatividade num contexto em que o tangível e o virtual se fundem de forma cada vez mais complexa.
