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Gonçalves, Karina Fernanda

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  • Van Gogh em movimento: Loving Vincent, de Dorota Kobiela e Hugh Welchman
    Publication . Gonçalves, Karina; Childs, Jeffrey Scott
    Esta dissertação de Mestrado é fruto de um trabalho de pesquisas dentro do campo dos Estudos Comparados Interartes e Intermédia. Investiga as relações entre literatura e outras artes na sociedade moderna e contemporânea. Tem como objetos de estudos as produções autorais do artista e escritor Vincent Van Gogh (1853-1890) e o filme Loving Vincent, de Kobiela e Welchman (2017), este, o primeiro longa-metragem da história que foi inteiramente pintado à mão. O trabalho retoma a história da representação do movimento nas artes visuais e localiza nas pinturas de Van Gogh a proposta vanguardista que viria a transformá-lo em um dos artistas mais presentes em obras de arte multimédia no século XXI. Do mesmo modo, expõe como um longa-metragem baseado em fatos reais apresenta, com plasticidade poética, sua vasta produção literária epistolar, de pinturas e desenhos reconhecidos no mundo todo. Nesse ínterim, discute as relações entre narratividade, representação, descrição e retórica presentes na écfrase cinematográfica. Mais ainda, abrese à discussão sobre as conexões entre e tempo e espaço em um aparato multimédia representativo da evolução da história da arte e do imaginário na sociedade contemporânea.
  • Álvaro de Campos e seu imaginário futurista: mitologia da sociedade de consumo
    Publication . Gonçalves, Karina; Dias, Isabel de Barros
    Tomando por método a mitodologia proposta por Durand (1982), o artigo realiza a mitocrítica e mitanálise do imaginário futurista no poema “Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra”, de Álvaro de Campos (Pessoa, 1993). O objetivo é demonstrar a atualidade da poética campista no século XXI, quando a tecnologia continua a impulsionar os signos da estrada e da viagem como predições das transformações humanas ocasionadas pela urbanização e velocidade que advêm do mundo das máquinas. Dentre as vanguardas do início do século XX, o futurismo anuncia o nascimento da sociedade de consumo tomando como símbolo o automóvel, de modo que a poética pessoana representa seu aparelhamento com a emergente indústria da publicidade, do branding e do marketing como forma de encantamento das sociedades para a experiência automobilística. A metodologia proposta por Durand (1989) estrutura antropologicamente a interpretação do sentimento modernista frente às transformações históricas que viriam a alterar a relação dos seres humanos com a natureza, os objetos e a cultura. A comparação entre a poética desse heterônimo de Fernando Pessoa, suas intertextualidades literárias e o movimento liderado por Marinetti (1909) nas artes visuais demonstra a acuidade dos futuristas ao imaginarem a realidade dos centros urbanos no século vindouro.