Mestrado em Comunicação em Saúde | Master's Degree in Health Communication - TMCS
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Percorrer Mestrado em Comunicação em Saúde | Master's Degree in Health Communication - TMCS por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- A avaliação da dor da criança no pós-operatório da cirurgia ambulatóriaPublication . Monteiro, Maria Arminda Amaro; Silva, Luísa Ferreira da; Pires, Carlos LopesA gestão da dor da criança, é uma responsabilidade multidisciplinar e as/os enfermeiras/os estão numa posição privilegiada para colaborar na sua gestão. Desde a década de oitenta, um grande número de investigadores fazem sentir a necessidade da avaliação da dor, sem a qual não é possível a sua gestão efectiva. A dor pós-operatória, sendo aguda e programável no tempo, pode ser prevenida, daí a importância da sua avaliação e monitorização do efeito dos analgésicos. O trabalho pesquisa se a dor pós-operatória da criança é subavaliada pelas mães, enfermeiras/os e investigadora (em comparação à auto-avaliação das crianças), bem como analisa os critérios que as mães e as enfermeiras/os usam na sua avaliação e na decisão para administrar analgésico (as enfermeiras); identifica ainda as estratégias não farmacológicas utilizadas na gestão da dor pós-operatória. O estudo é descritivo, analítico e exploratório, com crianças dos 5 aos 10 anos, operadas por diagnósticos de cirurgia geral e otorrinolaringológica, em regime de cirurgia ambulatória. A amostra é não probabílistica de conveniência, constituída por 30 crianças, respectivas mães e enfermeiras que cuidaram delas no pós-operatório. A análise dos dados de avaliação da intensidade da dor, com as escalas Wong e Baker e CHEOPS utilizou medidas de estatística descritiva e não paramétrica. Foi realizada a análise de conteúdo temático dos dados colhidos através de observação participante e inquérito por entrevista. O estudo confirma, que a Intensidade da dor pós-operatória das crianças submetidas a cirurgia ambulatória, é subavaliada pelas mães, enfermeiras/os e investigadora, comparativamente à sua auto-avaliação. Na avaliação da dor pós-operatória, as/os enfermeiras/os e mães, usam essencialmente critérios resultantes da observação do Comportamento da criança, e as enfermeiras/os usam ainda o critério Conhecimento da analgesia, quando se decidem a administrar analgésico às crianças. Quanto às estratégias não-farmacológicas de alívio da dor, constatamos que tanto as enfermeiras/os como as mães privilegiam as Estratégias Gerais.
- Intervenção comunitária em saúde: um estudo de caso da ONGD Médicos do MundoPublication . Pereira, Rosa Helena Furtado; Ramos, Natália; Bäckström, BárbaraAs acções de Informação, Educação e Comunicação (IEC), para a mudança de comportamentos de riscos face a problemáticas de saúde, através de estratégias de intervenções comunitárias participativas, têm sido uma das grandes apostas na comunicação em saúde. Estas acções têm sido cruciais para resultados eficazes e impactos positivos nas intervenções de educação para a saúde. As acções de IEC têm como objectivos: informar, educar e comunicar com os públicos-alvo, nomeadamente os jovens, através de materiais e acções que vão ao encontro das suas necessidades, expectativas e dificuldades. A compreensão e conhecimento dos comportamentos, atitudes e práticas dos públicos-alvo de determinada acção, é possível através da teoria Behave Framework1 que permite fazer uma avaliação multidisciplinar, de modo a que as mensagens sejam apelativas, atractivas e tenham resultados eficazes e eficientes, que vão ao encontro dos objectivos delineados numa acção de IEC. A presente investigação é um estudo de caso sobre uma intervenção comunitária em saúde da ONG Médicos do Mundo (MdM)2 , em curso desde 2008 até à data, no bairro Quinta da Fonte, na freguesia da Apelação, concelho de Loures. A componente de educação para a saúde é uma das vertentes da intervenção comunitária de MdM que a coordenação do projecto considera como uma boa prática. O projecto designa-se Saúde pa nos Bairro, uma expressão crioula que significa Saúde para o nosso Bairro, cuja finalidade é diminuir a propagação do VIH/SIDA até 2011, na população residente nos bairros de génese ilegal e bairros municipais do concelho de Loures. O objectivo desta investigação é conhecer qual é a percepção que os jovens beneficiários do projecto (africanos e luso - africanos, da faixa etária entre os 14 e 30 anos) têm sobre as acções de IEC no âmbito das estratégias de educação para a saúde do projecto em curso, para a prevenção do VIH/SIDA e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), no bairro Quinta da Fonte, durante o ano de 2009. As informações foram recolhidas de acordo com uma metodologia qualitativa, com recurso a entrevistas exploratórias, observação directa e realização de sessão de grupo focal, em Agosto de 2009. Os dados foram tratados através da técnica de análise documental e de conteúdo, e recurso ao programa informático excel para tratamento dos dados quantitativos. O trabalho empírico e a análise dos dados recolhidos permitem-nos concluir: Os jovens contemplados no estudo têm uma percepção positiva em relação às acções de IEC; consideram importante que as mensagens sejam apelativas e que as acções sejam dinâmicas; sabem que as acções de IEC existem; reconhecem a importância destas acções para a prevenção do VIH/SIDA e outras IST. Todavia, poucos participaram nas acções de educação para a saúde desenvolvidas no bairro, nomeadamente as acções dinamizadas por MdM, sendo difícil a sua mobilização. De acordo com a coordenação do projecto Saúde pa nos Bairro: a participação dos jovens é maior quando as acções são dinamizadas em parceria com entidades locais. Isto porque há parceiros que têm contactos directos com os jovens, como é o caso dos grupos de jovens existentes no bairro, que dinamizam de forma autónoma actividades lúdicas e recreativas, e podem, portanto constituir um meio privilegiado para enquadrar as acções de IEC. Alguns jovens revelam desconhecimento sobre o VIH/SIDA e outras IST, nomeadamente os meios de contágio, sendo muito importantes as sessões e acções de informação e esclarecimento. Como forma de incentivar a participação dos jovens nas acções de IEC e transmitir boas práticas ao nível de comportamentos e atitudes adequados para a prevenção do VIH/SIDA e outras IST é importante encontrar meios e materiais que sejam apelativos e mensagens de fácil compreensão. O facto de não haver acções de IEC específicas dirigidas aos jovens, deve-se ao facto de as estratégias de intervenção serem direccionadas à população do bairro em geral. O projecto Saúde pa nos Bairro está ainda a conquistar terreno e, ao longo do tempo, vão-se adaptando algumas acções e metodologias já existentes, de acordo com as necessidades da população.
