Percorrer por data de Publicação, começado por "2002-05-07"
A mostrar 1 - 1 de 1
Resultados por página
Opções de ordenação
- A avaliação da dor da criança no pós-operatório da cirurgia ambulatóriaPublication . Monteiro, Maria Arminda Amaro; Silva, Luísa Ferreira da; Pires, Carlos LopesA gestão da dor da criança, é uma responsabilidade multidisciplinar e as/os enfermeiras/os estão numa posição privilegiada para colaborar na sua gestão. Desde a década de oitenta, um grande número de investigadores fazem sentir a necessidade da avaliação da dor, sem a qual não é possível a sua gestão efectiva. A dor pós-operatória, sendo aguda e programável no tempo, pode ser prevenida, daí a importância da sua avaliação e monitorização do efeito dos analgésicos. O trabalho pesquisa se a dor pós-operatória da criança é subavaliada pelas mães, enfermeiras/os e investigadora (em comparação à auto-avaliação das crianças), bem como analisa os critérios que as mães e as enfermeiras/os usam na sua avaliação e na decisão para administrar analgésico (as enfermeiras); identifica ainda as estratégias não farmacológicas utilizadas na gestão da dor pós-operatória. O estudo é descritivo, analítico e exploratório, com crianças dos 5 aos 10 anos, operadas por diagnósticos de cirurgia geral e otorrinolaringológica, em regime de cirurgia ambulatória. A amostra é não probabílistica de conveniência, constituída por 30 crianças, respectivas mães e enfermeiras que cuidaram delas no pós-operatório. A análise dos dados de avaliação da intensidade da dor, com as escalas Wong e Baker e CHEOPS utilizou medidas de estatística descritiva e não paramétrica. Foi realizada a análise de conteúdo temático dos dados colhidos através de observação participante e inquérito por entrevista. O estudo confirma, que a Intensidade da dor pós-operatória das crianças submetidas a cirurgia ambulatória, é subavaliada pelas mães, enfermeiras/os e investigadora, comparativamente à sua auto-avaliação. Na avaliação da dor pós-operatória, as/os enfermeiras/os e mães, usam essencialmente critérios resultantes da observação do Comportamento da criança, e as enfermeiras/os usam ainda o critério Conhecimento da analgesia, quando se decidem a administrar analgésico às crianças. Quanto às estratégias não-farmacológicas de alívio da dor, constatamos que tanto as enfermeiras/os como as mães privilegiam as Estratégias Gerais.
