Língua, Literatura e Cultura Portuguesas | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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Percorrer Língua, Literatura e Cultura Portuguesas | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals por Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) "04:Educação de Qualidade"
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- Medieval chronicles: forewordPublication . Dunphy, Raymond Graeme; Dias, Isabel de BarrosApresentação do Dossier Temático "Crónicas Medievais" - Revista Medievalista, nº 34 (julho-dezembro de 2023).
- Narrativas de experiência de vida sobre «a guerra do Ultramar»: práticas discursivas de construção da memória e da representação do corpoPublication . Coelho, Maria Inês; Almeida, Carla Aurélia dePartindo-se da análise de um corpus oral de narrativas de vida de soldados portugueses mobilizados para as campanhas militares do “Ultramar” durante os anos de 1969 e de 1974, o presente artigo visa constituir-se como um exercício reflexivo sobre a experiência de guerra, encarada como uma construção coletivamente partilhada. Procura-se perceber, mais em detalhe, não só o lugar do corpo na forma como se apropriou a experiência militar e de guerra, como também verificar quais os efeitos das tensões e deslocações de tais experiências nos antigos combatentes da Guerra Colonial Portuguesa. O presente trabalho irá incidir, mais especificamente, na objetivação das disposições e das práticas discursivas de construção da memória e da representação do corpo dos locutores destas narrativas, reconstituindo-se linguisticamente os processos de acumulação ativa das suas experiências em matéria de domesticação e as marcas linguísticas que denotam o “envolvimento conversacional” (Gumperz, 1982) através da análise linguístico-discursiva dos intensificadores e mitigadores do discurso e do uso de lexemas que expressam a emoção na interação.
- Recensão crítica a Efemeridade de Bárbara SeguierPublication . Sequeira, Rosa MariaEste texto é uma recensão ao primeiro livro de ficção de Bárbara Seguier, publicado nos Açores em 2003. Com o título Efemeridade, o livro gira em torno da crise de identidade causada pela falta de afirmação no plano artístico. Trata-se de uma obra breve, com cerca de quarenta páginas, que relata o curto romance de uma pintora, a narradora desta história, e de um escritor, Rodrigo, ambos procurando, através das respetivas atividades, o reconhecimento dos demais. O tema do efémero (e do seu contrário, o eterno, que ambos ambicionam) tem assim a ver com a história das personagens e também com uma questão que se coloca ao artista perante a sua obra: a experiência única, irrepetível, do ato criador num trabalho incessante de auto-metamorfose.
- Recensão crítica: O Leitor HedonistaPublication . Sequeira, Rosa MariaEsta recensão incide num conjunto de ensaios sobre o tema da guerra colonial. Na I Parte o autor segue as linhas do romance contemporâneo a partir de nomes de valor desigual como António Lobo Antunes, Clara Pinto Correia, Domingos Lobo, Helder Macedo, Helia Correia e Joana Ruas entre outros. A II Parte é constituída por reflexões metateóricas, nas quais as referências à bibliografia alemã são comuns e desempenham um papel fundamental.
- A rota lírica e linguística de Camilo Pessanha pela ChinaPublication . Costa, Sara Raquel Ferreira; Rodrigues, Cristiana Vasconcelos; Marcotulio, Leonardo; Cheng, CuicuiCamilo Pessanha é amplamente considerado um dos mais relevantes poetas da modernidade portuguesa. Uma das características que desde logo se destaca na sua obra é o contributo dado à poesia simbolista portuguesa. Outra das particularidades do autor que o tornam distinto dos seus pares relaciona-se com o facto de Camilo Pessanha ter vivido em Macau e se ter dedicado ao estudo da língua e cultura chinesas, chegando a ser mencionado como “o mais chinês dos poetas ocidentais, antes de Ezra Pound” (Sá Cunha, 1999, p. 72). Essa devoção de âmbito intercultural levou-o à tradução de poesia chinesa, nomeadamente à tradução de “As oito elegias chinesas”, um conjunto de poemas da Dinastia Ming compilados por Long-Fong-Kong. Durante a Conferência sobre Literatura Chinesa que, segundo levantamento biográfico feito por Daniel Pires, teria sido proferida por Camilo Pessanha a 13 de março de 1915 e publicada oito dias depois no jornal macaense O Progresso, Pessanha analisa e caracteriza os seus próprios conhecimentos de língua chinesa, descrevendo-os da seguinte forma: “o intenso prazer espiritual que o seu estudo, por superficial que seja, dessa língua e dos seus monumentos proporciona a quem a ele se dedica, pelas belezas que encerra, pelas surpresas que causa e, principalmente, pelos vastos horizontes que entreabre ao espírito sobre a condição geral da humanidade e pela luz que projeta sobre o modo de ser das civilizações extintas” (Pessanha, 1992, p. 159). Nesta comunicação percorreremos com Pessanha uma rota lírica e linguística em busca de um entendimento maior entre duas civilizações.
