Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals
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Percorrer Extensão do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra na Universidade Aberta | Artigos em revistas nacionais / Papers in national journals por Domínios Científicos e Tecnológicos (FOS) "Ciências Sociais"
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- 2025, o ano em que a democracia se vê ao espelhoPublication . Alves, FátimaOpinião essencial para refletirmos sobre 2025 e o futuro da democracia. Leia o mais recente artigo de Fátima Alves no Diário As Beiras “2025, o ano em que a democracia se vê ao espelho" — uma análise crítica e necessária sobre os desafios que a nossa democracia enfrenta, desde a normalização de discursos de ódio até à erosão de direitos conquistados ao longo de décadas. Num momento em que as desigualdades sociais, as tensões políticas e a fragilidade de direitos fundamentais ganham relevo, este texto convida-nos a pensar como cidadãos e cidadãs vigilantes e ativos, e a recusar respostas fáceis que ameaçam o tecido democrático.
- As alterações climáticasPublication . Alves, FátimaO artigo apresenta as alterações climáticas como realidade cientificamente inequívoca, associada a desequilíbrios ecológicos, perda de biodiversidade e agravamento de desigualdades, criticando a incapacidade política de acompanhar a urgência do problema. Defende-se uma transformação das relações sociedade–natureza e um compromisso efetivo com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, em nome da responsabilidade intergeracional e de futuros habitáveis.
- A democracia em risco: o discurso de Maria Ressa em Harvard e os desafios que nos deixaPublication . Alves, FátimaO artigo toma como ponto de partida o discurso de Maria Ressa na Universidade de Harvard para discutir a fragilidade contemporânea das democracias. São destacados fatores como a desinformação, a polarização e a manipulação nas redes, bem como a aceleração tecnológica associada à desumanização e à incapacidade institucional de escuta. A reflexão articula ainda democracia e crise climática, defendendo que respostas ambientais eficazes exigem transparência, coordenação política e condições democráticas que permitam justiça social e ambiental, incluindo a audição de comunidades marginalizadas.
- Desafios socio-ecológicos globais em tempos de crise democráticaPublication . Alves, FátimaPublicado no Diário As Beiras, que aborda as implicações preocupantes do recente cenário eleitoral nos Estados Unidos. O regresso de Donald Trump ao poder representa não apenas um retrocesso nas políticas climáticas de um dos maiores emissores de carbono do mundo, mas também um reforço de agendas que marginalizam os direitos humanos e as lutas por justiça social e ambiental.
- Descolonizar o pensamento, para um mundo mais sustentável e justoPublication . Alves, FátimaO artigo desafia-nos a refletir sobre as "lentes" culturais e sociais que moldam nossa visão do mundo e questiona a hegemonia dos saberes dominantes. Ao partilhar as suas experiências com comunidades não ocidentais, a autora realça a urgência de descolonizar o pensamento, promovendo uma coexistência respeitosa com a natureza e com as múltiplas formas de vida e conhecimento.
- Entre a apologia da ignorância, as fake news e a insegurançaPublication . Alves, FátimaNo dia 26 de julho de 2025, foi publicado no Diário As Beiras mais um artigo de opinião assinado por Fátima Alves*. Num registo comprometido, a autora faz da escrita um momento de reflexão crítica, ética e política, interpelando as contradições do nosso tempo e denunciando os mecanismos, explícitos e velados, de dominação e manipulação que marcam a sociedade contemporânea. Da perversidade de uma escassez apresentada como virtude moral à degradação da democracia nutrida pelo medo e pela desinformação, o texto traça um retrato incisivo de um presente em que os direitos conquistados são sistematicamente postos em causa, a violência se normaliza e o debate democrático cede lugar ao ruído e ao espetáculo. Neste cenário de desagregação ética e de erosão das bases da convivência democrática, a autora afirma a urgência da crítica e da imaginação utópica como formas de reconstrução de um horizonte comum. A palavra, aqui, não é apenas de denúncia, é um ato de coragem e esperança.
- Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer!Publication . Alves, FátimaNo seu mais recente artigo de opinião, intitulado «Entre a banalização do inaceitável e as escolhas coletivas que temos de fazer», Fátima Alves parte da imagem de um pequeno bosque de carvalhos abatido para dar lugar a painéis solares para interrogar o modo como a transição energética está a ser conduzida em Portugal. A questão que coloca é simples e incómoda: que energia pode ser verdadeiramente “limpa” quando destrói a pouca floresta autóctone que ainda existe e quando decisões com forte impacto ecológico e social são tomadas em nosso nome, sem participação efetiva das comunidades? A autora recusa a ideia de que a crise ecológica seja um destino inevitável ou uma espécie de castigo natural. Pelo contrário, sublinha que se trata do resultado de décadas de opções políticas e económicas que trataram a natureza como depósito inesgotável e as pessoas como mão-de-obra descartável. Exemplos como a autorização da chegada de elefantes em fim de vida a ecossistemas onde não pertencem, ou a expansão da agricultura intensiva em áreas protegidas, são apresentados como decisões alinhadas com interesses muito concretos, que fragilizam territórios e formas de vida. Ao longo do texto, Fátima Alves* critica também a retórica dos “sacrifícios necessários” em nome do progresso. Pergunta de quem são, afinal, esses sacrifícios: das populações rurais cada vez mais isoladas, dos jovens empurrados para vidas precárias, dos trabalhadores que veem a saúde e a educação públicas encolherem, ou dos migrantes transformados em bode expiatório de problemas que não criaram. A ideia de que “não há alternativa” é analisada como mecanismo que normaliza desigualdades, legitima destruição e oculta quem beneficia deste modelo. Outro eixo central da reflexão é a normalização quotidiana de discursos autoritários e xenófobos por parte de setores da classe política e dos meios de comunicação social. Ao oferecer explicações fáceis para problemas complexos, estes discursos desviam o olhar dos verdadeiros centros de decisão e contribuem para desresponsabilizar quem lucra com o desordenamento territorial, a precariedade laboral e a exploração intensiva da natureza.
- Entre a negação e a naturalização do colapso ecológicoPublication . Alves, FátimaNo texto intitulado "Entre a negação e a naturalização do colapso ecológico", publicado no Diário As Beiras, Fátima Alves, investigadora e coordenadora do Societies and Environmental Sustainability Research Group do Centre for Functional Ecology - Science for People & the Planet, Laboratório Associado Terra da Universidade de Coimbra e da sua Extensão na Universidade Aberta de Portugal, reflete sobre as narrativas dominantes que tentam mascarar ou normalizar o colapso ambiental em curso. Uma leitura essencial para quem quer questionar os discursos instalados e abrir caminhos para a mudança.
- Fogo e desigualdades: quando uns sucumbem para outros prosperaremPublication . Alves, FátimaO texto de opinião problematiza os incêndios como fenómeno simultaneamente ecológico, social e político, recusando a sua naturalização como mera “fatalidade” climática. A partir da experiência de colapso urbano causado pelo fumo e pela poluição, sublinha-se que o fogo não afeta todos de forma igual: os mais vulneráveis — humanos e não humanos — são os primeiros a sucumbir, enquanto se tornam visíveis dinâmicas de lucro associadas ao combate e à reconstrução. Enquadra-se a recorrência dos incêndios no contexto das alterações climáticas, mas enfatiza-se a responsabilidade das opções de governação, da gestão territorial e da fragilidade das políticas de proteção ambiental. Conclui-se com um apelo à passagem de uma lógica reativa (“apagar”) para uma lógica preventiva, interrogando as desigualdades estruturais que alimentam estas tragédias e a relação coletiva com a natureza.
- Justiça climática: quando as COP falham, o que podem os tribunais fazer?Publication . Alves, FátimaO artigo defende que, perante a insuficiência das COP, a via judicial pode reforçar a justiça climática, clarificando obrigações dos Estados e protegendo populações mais vulneráveis. Destaca o pedido de Vanuatu ao Tribunal Internacional de Justiça como potencial marco político-jurídico para responsabilização climática.
