CEMRI | Capítulos/artigos em livros nacionais / Book chapters/papers in national books
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- Canções de embalar: comunicação intergeracional, desenvolvimento humano e património culturalPublication . Ramos, Natália; Ed. ColibriAs canções de embalar, cantos de embalar, acalentar, acalantar, arrular, rular, arrolar, ninar, nanar, como são designadas em países lusófonos, particularmente Portugal e Brasil, continuam vivas no imaginário individual e coletivo, constituindo um valioso património comunicacional, educacional, afetivo, musical, poético, familiar e cultural, transmitido sobretudo pelas gerações femininas, em particular pelas avós e mães. A sua universalidade através dos tempos e dos espaços, evidencia que a humanidade reconhece o valor estruturante destes rituais de tradição imemorial, destes gestos e ritmos ancestrais, primários e universais de acalentar para o adormecimento, a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento do ser humano. Transmitidos através da cultura oral, de geração em geração, no seio das famílias e das culturas, os cantos de embalar constituem expressão de amor, de proteção, de segurança, da criatividade e da sensibilidade individual e familiar, bem como da cultura e tradição de cada sociedade. Na cultura portuguesa, valoriza-se a importância dos gestos, vozes e ritmos de embalar, deste envelope postural e sonoro, nas atividades de maternagem, na comunicação e relação dos adultos com as crianças, particularmente das avós e das mães, com as crianças de tenra idade, proporcionando um espaço afetivo e protetor, de desenvolvimento, de harmonia e de reconforto e um meio para acalmar e adormecer a criança de tenra idade.
- Solidariedade espontânea versus responsabilidade imposta: transferência pelo Estado Português dos encargos na integração de refugiados para a sociedade civilPublication . Costa, Paulo Manuel; Sousa, Lúcio; Bäckström, Bárbara; Magano, Olga; Albuquerque, Rosana; Topa, Joana; Duarte, Vera; Silva, Estefânia; Guerreiro, AnaEste capítulo analisa um momento histórico no processo de acolhimento e integração de pessoas refugiadas em Portugal: a “crise” de refugiados de 2015 e o subsequente processo de recolocação efetuado entre países da União Europeia (EU). A participação de Portugal neste processo só foi possível com o envolvimento de um elevado número de Organizações Não Governamentais (ONG), localizadas em diferentes partes do território nacional e que, na sua maioria, não tinham experiência de trabalho com refugiados. Para compreender como esta participação das organizações decorreu, realizámos um projeto de investigação recorrendo a uma metodologia mista, com a aplicação de métodos quantitativos e qualitativos. Assim, e para além de entrevistas exploratórias, foi aplicado um questionário online e foram realizadas entrevistas de aprofundamento às organizações envolvidas no acolhimento de refugiados. Foi possível constatar que o Estado português não conseguiu implementar uma política de integração centrada no reconhecimento de direitos e deveres e na criação de condições para o exercício da cidadania, optando antes por uma intervenção determinada pela solidariedade e pelo humanitarismo, com o Estado a assumir o papel de fiscalização da ação das organizações. A dispersão geográfica dos refugiados foi, em larga medida, uma consequência dessa atribuição de responsabilidade às organizações, acabando por não revelar um sentido estratégico específico. A integração das pessoas refugiadas recolocadas não dependeu apenas dos recursos e das competências que cada uma das organizações tinha, mas também da capacidade de cada organização para responder às necessidades de integração das pessoas que acolheram. A inexperiência destas entidades fez com que a sua atividade estivesse centrada em dar resposta aos desafios concretos que lhes foram colocados, pelo que a sua ação não foi utilizada para questionar direta e politicamente a definição de políticas públicas relativas às migrações forçadas.
- Tecnologias digitais, educação e interculturalidade: perspetivas de estudantes e professores do ensino superiorPublication . Ramos, Natália; Lopes, Ana Cristina DuarteA realidade cultural e educacional tem sofrido grandes mudanças, sobretudo desde 2020 devido à pandemia Covid-19 que veio provocar profundas alterações societais. As tecnologias afirmaram-se na educação permitindo ultrapassar grandes desafios. Mas terão as tecnologias digitais sido fundamentais para a inclusão educacional e intercultural? Ao longo de 2021-2022, foram realizadas entrevistas a docentes e estudantes do ensino superior com o objetivo de compreender como é que as tecnologias digitais influenciaram o ensino, permitindo que o mesmo mantivesse a qualidade, acompanhando um momento fundamental de aprendizagens. Comportamentos e qualidades como a adaptabilidade e resiliência de docentes e estudantes foram fundamentais para o sucesso e evolução da educação. Dos resultados destacam-se as expectativas, quer no ensino presencial, quer no ensino a distância, quanto à identificação de pilares que permitam definir políticas e metodologias de ensino e aprendizagem abertas, flexíveis e que aumentem a motivação e preparação estudantil e docente e, por conseguinte, a qualidade da aprendizagem, assentes numa participação cultural e educacional ativa. Um aspeto essencial é a capacitação dos professores quer ao nível da educação e comunicação intercultural, quer ao nível da literacia tecnológica e educacional, de forma a acompanharem as mudanças verificadas e ajudarem a construir uma sociedade inclusiva, equitativa, intercultural, sustentável e empreendedora.
