História Moderna
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- Os cristãos-novos de Elvas no Reinado de D. João IV : heróis ou anti-heróis?Publication . Pinto, Maria do Carmo Teixeira; Tavares, Maria José FerroOs dezasseis anos do reinado de D. João IV foram marcados por uma situação económica, social e política particularmente delicada, tanto do ponto de vista interno como externo, tendo-se assistido no seio da sociedade portuguesa à alteração do equilíbrio de forças entre alguns dos sectores que a compunham. Tendo, precisamente, como pano de fundo esta realidade a nossa análise e reflexão, num primeiro momento, privilegiou a correlação de forças e de interesses estabelecida entre alguns dos protagonistas da dinâmica social e política do reinado joanino: o próprio monarca, o Tribunal do Santo Ofício, a Companhia de Jesus e os cristãos novos. Assim, buscámos continuidades e rupturas com o passado recente – o da governação filipina – mas também com a realidade mais distante – o século XVI. Procurámos, deste modo, averiguar não apenas em que medida o equilíbrio de poderes entre os referidos intervenientes sofreu eventuais alterações com a subida ao trono do representante da Casa de Bragança, mas também como é que os cristãos novos se enquadraram na nova e conturbada conjuntura restauracionista e o que podiam esperar da sociedade portuguesa da época. Interessou-nos, em particular, procurar compreender as formas de interacção que a gente de nação estabeleceu não apenas com o poder real, mas também com a Companhia de Jesus e com a própria Inquisição e vice-versa. É neste complexo e delicado contexto que nos deparamos com os cristãos novos elvenses e foi sobre eles que a nossa atenção incidiu, num segundo momento do nosso trabalho, procurando reconstituir a vida dos homens e mulheres, cujos antepassados tinham sido judeus, tentando reencontrar a forma como a sua vida se estruturava em termos familiares, religiosos, culturais e socioeconómicos e em que medida, por um lado, essa sua vivência quotidiana era, ou não, devedora de uma herança passada e, por outro, qual o eventual carácter de especificidade que a mesma assumiu. Por último, a nossa atenção incidiu sobre o modo como a Inquisição de Évora accionou os seus mecanismos de controlo e repressão sobre a população cristã nova de Elvas. Esforçámo-nos, neste campo, por ultrapassar uma análise meramente quantitativa, procurando, sempre que nos foi possível, não apenas acompanhar o percurso de vida dos homens e mulheres que caíram nas malhas inquisitoriais, mas também esclarecer sobre os meios que encontraram para contornar a pressão exercida sobre eles, que em muitos casos se consubstanciou na partida para terras do Brasil, Índia, Angola, Castela ou França, em busca de liberdade e fortuna.
- Os italianos na Lisboa de 1500 a 1680 : das hegemonias florentinas às genovesasPublication . Alessandrini, Nunziatella; Avelar, Ana PaulaA importância da presença italiana na península ibérica foi objecto de estudo por parte da historiografia portuguesa e estrangeira que se debruçou sobre as influências económicas e culturais destes estrangeiros desde os primórdios até ao século XVII. A pesquisa por nós desenvolvida em torno desta comunidade permitiu avançar com novos dados. Estes completam e aprofundam as teias de relações familiares e interindividuais dos italianos residentes em Lisboa (séculos XVI e XVII) com conceituadas famílias portuguesas, e analisam percursos de vida de mercadores até agora nunca estudados. Mantendo uma constante ligação com o passado e verificando as razões subjacentes ao desenvolvimento dos vários acontecimentos, procura-se no presente trabalho, enquadrar as famílias italianas e a sua actividade no seio da sociedade portuguesa dos séculos em questão, focalizando a atenção sobre a passagem da hegemonia florentina das primeiras décadas de Quinhentos, à hegemonia genovesa, cujo apogeu se afirma a partir do último quartel de Quinhentos. Apresenta-se igualmente os perfis dos protagonistas italianos de modo a desvendar o peso desta comunidade na sociedade portuguesa dos séculos XVI e XVII.