Percorrer por autor "Fernandes, Isabel Cristina F."
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- Cerâmicas muçulmanas do Centro Histórico de OeirasPublication . Fernandes, Isabel Cristina F.; Cardoso, João Luís; André, Maria da ConceiçãoO grupo de cerâmicas que agora se apresenta, apesar de pouco numeroso e constituído por pequenos fragmentos, representa um passo em frente no reconhecimento da ocupação muçulmana na orla marítima de Lisboa – Sintra e uma novidade para o território de Oeiras. As escavações levadas a cabo em Cascais (RODRIGUES & CABRAL, 1990 e outros estudos, não publicados) e em Sintra (COELHO, 2000, 2002) não deixam margem para dúvidas em relação à intensa ocupação islâmica de uma faixa territorial que oferecia condições vantajosas ao nível dos recursos marinhos, agrícolas, minerais e das facilidades comerciais. As fontes escritas muçulmanas são igualmente unânimes a este respeito. Ahmad al-Râzi, na sua descrição do Distrito de Lisboa, empenha-se em realçar a qualidade dos frutos, das pescas, da caça e do mel da região, acrescentando que «sobre o litoral de Lisboa, o mar atira um âmbar excelente, não inferior ao âmbar indiano» (1953: 90, 91). Esta realidade seria com certeza também aplicável ao território hoje correspondente a Oeiras, situado na rota de Lisboa a Sintra, percurso que se fazia em dois dias.
- Contributo para o conhecimento da economia alimentar islâmica e cristã medieval no Castelo de PalmelaPublication . Cardoso, João Luís; Fernandes, Isabel Cristina F.
- Cozinhar e comer no Castelo Medieval de PalmelaPublication . Fernandes, Isabel Cristina F.; Cardoso, João Luís; Detry, CleiaA leitura da paisagem onde se insere o castelo de Palmela é, por si só, demonstrativa das potencialidades agro-pastoris, piscícolas e cinegéticas que beneficiariam as populações medievais. De facto, à planície que se estende a norte, antes em boa parte ocupada por matas com bons recursos de caça e marinhas de sal, acrescentava-se a qualidade dos solos e dos pastos das colinas e vales da Pré-Arrábida, sulcados por ribeiras afluentes do Sado e do Tejo, rios que definem a península interestuarina. Se juntarmos a estas generosas condições de subsistência as particularidades defensivas do morro do castelo e da estrutura militar aí construída em época islâmica, em articulação com outras fortificações e povoações importantes, como Coina-a-Velha, Alcácer do Sal e Lisboa, temos encontrados os factores primordiais de fixação de grupos humanos na região. A História e a Arqueologia têm vindo a demonstrar a veracidade desta constatação para o período medieval, entre os séculos VIII-IX e XIV. A ininterrupta ocupação dos espaços em referência, em épocas posteriores, decorre também de outras variáveis, que não cabe aqui explorar. O investimento na investigação arqueológica ao longo de mais de duas décadas, em prospecção e escavação no castelo, na área urbana de Palmela e na envolvente rural, tem dado os seus frutos, possibilitando um conhecimento acrescido do quotidiano dos habitantes intramuros, na vila e sobre a actividade campesina (Fernandes, 2004). A análise dos restos faunísticos encontrados nas escavações do Castelo de Palmela foi um contributo determinante para o estudo de alguns aspectos desse quotidiano, nomeadamente os relacionados com a alimentação das populações, a qual já deu origem a uma primeira publicação (Cardoso e Fernandes, 2012 ). Com a integração dos dados agora publicados, que abarcam uma amostragem mais numerosa - e que confirmam, nos seus traços gerais, as conclusões anteriormente apresentadas -, no restante arquivo arqueológico, tendo designadamente em consideração a tipologia das produções cerâmicas, pretendeu-se melhorar o conhecimento da alimentação no castelo de Palmela, entre os séculos VIII e XV, abarcando populações islâmicas (séculos VIII-XII) e cristãs (séculos XII -XV), através de um ensaio comparativo. São incluídos alguns dados para o período moderno, sem contudo se efectuar uma análise extensiva e representativa desse período.
- A economia alimentar dos muçulmanos e dos cristãos do Castelo de Palmela : um contributoPublication . Cardoso, João Luís; Fernandes, Isabel Cristina F.O Castelo de Palmela situa-se num morro com cerca de 250 m de altitude, sobranceiro ao Sado e à Arrábida, com um domínio visual notável sobre a planície que se estende a norte até ao Tejo e para lá das suas margens, até Lisboa e Sintra. A poente, as colinas da Pré-Arrábida completam o conjunto paisagístico que surpreende todos os que dele desfrutam. A esta diversidade geográfica associa-se a generosidade dos solos na planura e a proximidade dos rios e do Atlântico, proporcionando múltiplos atractivos à fixação humana.
