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A fauna malacológica encontrada no povoado pré-histórico de Leceia (Oeiras): estudo sistemático e respectivo significado

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A província lusitânica, dependência zoogeográfica desprovida de fundos faunísticos verdadeiramente originais, é a que interessa directamente a este trabalho. Atinge, a Sul, a província mediterrânica e, para Norte, faunas boreais da província céltica; pode subdividir-se em zona lusitânica propriamente dita, mediterrânica e canárica, tendo esta, como limite meridional, o cabo Bojador. Desta forma, distinguiremos três grandes grupos de espécies: O primeiro grupo compreende moluscos cuja área de repartição é mais vasta, penetrando na zona céltica, indo por vezes para além do canal da Mancha. O segundo grupo integra as faunas mistas lusitânicas e mediterrânicas. O terceiro grupo engloba as faunas de características mediterrânicas e canáricas, com distribuição na África Ocidental, para além da zona sub-saarica. Deste modo, pode concluir-se que o conjunto faunístico em questão está mais próximo do da região norte- -atlântica, sendo, no entanto, esta setentrionalidade compensada pelo elevado número de bivalves, de características mais mediterrânicas, situando-se, em conformidade, no grupo das faunas mistas lusitânicas e mediterrânicas.

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Palavras-chave

História Arqueologia Fauna malacológica Povoado Leceia Oeiras Portugal

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