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A ligação de Almada Negreiros ao teatro está bem documentada, designadamente em catálogos de exposições várias que se têm vindo a realizar. O acervo do Museu do Teatro e da Dança possui um conjunto apreciável de trajes de cena concebidos por Almada, para além de desenhos, testemunhando a modernidade e o espírito inovador deste artista, que, como se sabe, via o teatro como a reunião de todas as artes. Naturalmente que este espírito moderno não se revia na produção dramatúrgica dos principais palcos da capital, nos quais, em 1917, se representavam peças esteticamente marcadas por um naturalismo oitocentista, e onde começava a imperar o género revisteiro. É neste contexto que Almada irrompe com o seu Ultimatum Futurista, apresentado num dos teatros mais modernos de Lisboa – o Teatro República --, em aberto confronto com o espírito português. Este «descompasso» revela-se também nas suas opções dramatúrgicas e na forma como hostiliza as práticas teatrais coevas. É deste desacerto que nos vamos ocupar.
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Teatro futurista Almada Negreiros, 1893-1970 1917 Teatros de Lisboa
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Edições Esgotadas