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Orientador(es)
Resumo(s)
Os materiais exumados na Casa da Moura evidenciam a utilização da cavidade ao logo de um período de tempo relativamente dilatado, desde, pelo menos, o Paleolítico Superior à Idade do Bronze.
A ocupação mais antiga dos tempos pós-glaciários – o único período que foi objecto de estudo – é do Neolítico Antigo; encontra-se representado por numerosas cerâmicas lisas e decoradas, conotáveis com uma
datação de radiocarbono de 5900 ± 60 B.P., a que corresponde o intervalo, a dois sigma, de 4943- 4799 cal a.C. (STRAUS et al., 1988: 70), obtida sobre um fragmento de cúbito humano. A tipologia dos recipientes cerâmicos não deixa dúvidas, actualmente, sobre a inclusão da sua quase totalidade naquele período cultural.
Avultam, nas cerâmicas decoradas, padrões e técnicas quase desconhecidas no Neolítico Antigo da Baixa
Estremadura e, muito menos, no sul de Portugal. Deste modo, é lícito admitir uma forte influência cultural,
na Alta Estremadura, nas fases mais avançadas do Neolítico Antigo, da Beira Alta, tendo presentes as características do espólio cerâmico exumado.
Descrição
Palavras-chave
História Arqueologia Paleolítico superior Idade do Bronze Casa da Moura Cesareda Óbidos Portugal
Contexto Educativo
Citação
Editora
Câmara Municipal de Oeiras
