| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 12.81 MB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
É inegável o papel central da Educação a Distância no ensino superior em Portugal na atualidade. A aprovação, em 2019, do Regime Jurídico do Ensino Superior Ministrado a Distância, a globalização do setor, com o acesso a novos mercados, a expansão do ensino superior para novos públicos e, em alguns casos, a transformação digital da pedagogia,
impulsionada por novas exigências dos estudantes e da sociedade, colocaram esta modalidade de ensino em destaque nos planos estratégicos de diversas Instituições de Ensino Superior. A Educação a Distância deixa, em Portugal, de ser uma exclusividade da Universidade Aberta, abrindo portas a outras instituições, a novas abordagens pedagógicas e a diferentes visões estratégicas de integração do digital — em formatos mais ou menos remotos, híbridos ou síncronos. O crescente interesse por esta modalidade tem levado as instituições de ensino superior a delinearem estratégias de resposta a um público cada vez mais global, diversificado e com interesses e necessidades individualizadas.
Para a Universidade Aberta, pioneira na Educação a Distância em Portugal e precursora de um modelo pedagógico virtual, o impacto deste período foi amplamente positivo, sendo visto como uma oportunidade de crescimento, modernização e transformação.
Recentemente, a digitalização total da avaliação, a utilização massificada e mais ou menos planeada da Inteligência Artificial Generativa (IAGen), de ambientes imersivos e de momentos de comunicação síncrona foram promovendo, de forma natural, transformações nas estratégias pedagógicas dos docentes e na aprendizagem dos estudantes. Em paralelo, o avanço da tecnologia, o reforço e a modernização das infraestruturas tecnológicas, a maturidade e a inovação pedagógica nas práticas dos docentes abriram um leque de oportunidades para a melhoria do modelo pedagógico da Universidade e, consequentemente, exigem a necessária reflexão e atualização do mesmo, de modo a garantir a sua relevância e adequação aos novos contextos e às exigências emergentes da sociedade pósdigital.
É neste sentido que se apresenta esta atualização do Modelo Pedagógico da Universidade Aberta (MP-UAb).
Pretende-se não apenas respeitar a identidade do trabalho realizado pela comunidade da Universidade Aberta, transcrito no modelo anterior e nas respetivas propostas reflexivas
subsequentes, mas também reafirmar o que a Universidade já é, do ponto de vista pedagógico, e projetar o seu olhar para o futuro, enquanto Universidade Aberta, a Distância e Digital, com uma identidade consolidada ao longo do tempo e ermanentemente orientada para a renovação. A Universidade procura, assim, desenvolver contextos de formação que tirem partido das inovações tecnológicas e promovam, nos seus estudantes, competências de pensamento crítico, de criatividade e de inovação, de comunicação e de colaboração. A designação Modelo Pedagógico Virtual® (2007) cumpriu, no seu tempo, o objetivo de afirmar a Educação a Distância como modalidade legítima e de identidade própria. Hoje, porém, essa necessidade esbateu-se: a Educação a Distância e Digital está consolidada, reconhecida e praticada de forma ampla. O termo “virtual” passou a ser redundante e, por vezes, redutor — descreve o meio e não a intenção pedagógica.
Ao adotarmos a denominação Modelo Pedagógico da Universidade Aberta, deslocamos o foco para o que verdadeiramente nos distingue: uma identidade pedagógica própria, orientada a competências, centrada no estudante e sustentada por evidência científica. O novo nome afirma que não precisamos de justificar a modalidade; queremos, sim, marcar posição no campo pedagógico, com uma proposta inovadora e transformadora para os nossos estudantes.
A mudança reforça, ainda, que a integração entre pedagogia e tecnologia deve assumir centralidade, num processo contínuo de apropriação pedagógica das tecnologias mais inovadoras e disruptivas.
O Modelo Pedagógico da Universidade Aberta mantém os seus fundamentos estruturantes — centralidade no estudante, flexibilidade, inclusão e acessibilidade, interação e interatividade —, que definem a sua identidade pedagógica. A estes fundamentos, acrescenta-se um conjunto de orientações que traduzem a evolução do modelo e a sua resposta aos desafios atuais: avaliação autêntica, personalização da aprendizagem, apoio à autorregulação, integração responsável da Inteligência Artificial, desenho inclusivo e reforço das aprendizagens ativas, com o objetivo de produzir impacto real no percurso dos estudantes.
O modelo reforça, ainda, a necessidade de desenvolver as áreas de competência essenciais que caracterizam o perfil do estudante da Universidade Aberta numa era de Inteligência Artificial: Pensamento Crítico, Criatividade e Inovação, Colaboração, e Comunicação.
Em suma, deixamos de enfatizar o virtual para enfatizar o pedagógico. Modelo Pedagógico da Universidade Aberta é a designação que melhor traduz a maturidade da instituição e o
compromisso com uma pedagogia inovadora, transformadora e distintiva.
Descrição
Palavras-chave
Universidade Aberta Educação a distância Ensino virtual Ensino superior Modelo Pedagógico Virtual Portugal
Contexto Educativo
Citação
Editora
Universidade Aberta
Coleções
Licença CC
Sem licença CC
