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Abstract(s)
Tem-se acentuado, nos últimos anos, o aparecimento, um pouco por todos os continentes, de novos estudos e programas de estudo sobre a globalização, especialmente nos países de língua e de influência anglo-saxónica. Ao mesmo tempo, assistimos à multiplicação de abordagens sobre temas e problemas do fenómeno desta nossa era de interconexão entre povos, culturas, religiões e territórios. Muito mais do que uma simples palavra, o termo e o conceito de «globalização» a ele associados afirmam um novo paradigma de conhecimento multidisciplinar, multidimensional, implicando a consideração de diferentes temporalidades e espacialidades e colocando em relação o que até hoje era estudado de forma compartimentada. O conceito de «aldeia global», cunhado pelo canadiano Marshall McLuhan nos anos 60 do século xx, é cada vez mais o conceito-chapéu para desconstruir e reconstruir o conhecimento sobre a realidade, seja ele material-palpável, seja imaterial-psicológico, cultural ou espiritual. Cada vez se abdica mais de ver o mundo a partir do umbigo nacional, o que configurou uma história do saber marcada por um reducionismo político e social, para se passar a olhá-lo com base numa metodologia heteronómica e, por vezes, mesmo heteróclita.
Description
Obra coordenada por José Eduardo Franco e João Relvão Caetano
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Imprensa da Universidade de Coimbra