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La fin du Chalcolithique et la présence campaniforme dans les basses vallées du Tage et du Sado

dc.contributor.authorCardoso, João Luís
dc.date.accessioned2017-05-30T11:30:14Z
dc.date.available2017-05-30T11:30:14Z
dc.date.issued1999
dc.description.abstractA plena afirmação da presença campaniforme nos estuários e regiões adjacentes dos rios Tejo e Sado, em meados do terceiro milénio a.C. sucede-se a ruptura do sistema sócio-económico baseado em grandes povoados fortificados, onde se concentrava boa parte da população, de que não deverá porém considerar-se como sua consequência imediata. Com efeito, ao abandono da larga maioria desses lugares fortificados, cujas populações mutuamente se guerreavam, seguiu-se a proliferação, pelos campos adjacentes, de múltiplos sítios abertos, caracterizados pela presença de cerâmicas campaniformes, de pequenas dimensões e de provável raiz familiar, cuja economia se baseava no pastoreio e na agricultura intensiva e permanente dos férteis solos ali existentes: o povoamento deste território e o aproveitamento dos seus recursos não foram interrompidos, antes intensificados, ao contrário do que poderia supor-se caso se considerassem apenas os grandes sítios calcolíticos pré-existentes. Consequentemente, o regresso, no final do Calcolítico, a formas de povoamento semelhantes às existentes na mesma região, no Neolítico Final, cerca de mil anos antes, não poderá ser relacionada com qualquer regressão económica ou social, como bem demonstra o aumento de materiais valiosos exógenos, como o cobre. Com efeito, a circulação transregional de produtos manufacturados e standartizados tomou-se então comum, constituindo o chamado "pacote" campaniforme (vasos campaniformes, pontas Palmela, botões do tipo tartaruga e braçais de arqueiro). Os objectos sumptuários, alguns deles de ouro, cuja presença é pela primeira vez indiscutível na Estremadura (espirais, brincos, contas e diademas em folha de ouro), configuram a emergência de elites, reforçando a diferenciação social observada desde, pelo menos, o início do Calcolítico. Tal conclusão é concordante com o aumento progressivo do equipamento bélico recolhido em povoados e necrópoles, com a ocorrência, pela primeira vez, de adagas de cobre usadas por uma classe guerreira em gestação, no seio de uma sociedade constituída também por agricultores, pastores, artesãos e comerciantes, que protagoniza, na região em apreço, insensível e gradual transição para a Idade do Bronze.pt_PT
dc.description.versioninfo:eu-repo/semantics/publishedVersionpt_PT
dc.identifier.isbn972-624-124-3
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10400.2/6489
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.publisherAcademia Portuguesa da Históriapt_PT
dc.subjectHistóriapt_PT
dc.subjectArqueologiapt_PT
dc.subjectHistória da arqueologiapt_PT
dc.subjectJustino Mendes de Almeidapt_PT
dc.subjectHomenagempt_PT
dc.subjectPortugalpt_PT
dc.titleLa fin du Chalcolithique et la présence campaniforme dans les basses vallées du Tage et du Sadopt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.endPage183pt_PT
oaire.citation.startPage159pt_PT
oaire.citation.titleStudium Dilectum : colectânea de homenagem ao Prof. Doutor Justino Mendes de Almeida pelo seu 50º aniversário de actividade científicapt_PT
person.familyNameCardoso
person.givenNameJoão Luis
person.identifier.ciencia-id4916-6273-3F6C
person.identifier.orcid0000-0003-2234-2266
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT
relation.isAuthorOfPublicationc6f6f01a-f706-4a21-903c-b3e585f1e98b
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