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Abstract(s)
A morte ocupou um lugar absolutamente central e preeminente na cultura da antiga civilização egípcia, constituindo esta civilização, ao longo de toda a sua duração, um momento histórico de especial confronto e relação com a morte.
No Egito antigo, a morte era encarada como o momento de desintegração ou de disfunção temporária da combinação e da harmonia (membra disjecta) dos elementos que compunham a natureza humana, assegurando, porém, os rituais da mumificação e as reanimações mágicas do defunto, como a cerimónia da abertura da boca e dos olhos, a sua posterior e eterna reconstituição.
Neste texto analisamos a narrativa visual apresentada nos baixos-relevos da capela (parede oriental, registos superior e intermédio) do túmulo de Petosíris, evocativos do cortejo fúnebre de Sichu (pai de Petosíris), em Tuna el-Guebel, no Médio Egito, que, embora datados do final do século IV a.C., nos permitem observar e evocar práticas multisseculares de solene celebração ritual da morte.
Description
I Congresso Internacional - A morte: leituras da humana condição - Livro do congresso
Keywords
Morte Antropologia Crenças Procissão fúnebre Narrativa visual
Citation
Sales, José das Candeias - Imagens e noções da morte na capela do túmulo de Petosíris, em Tuna el-Guebel» in Paulo Alves, Maria José Figueiredo, Eugénia Abrantes Magalhães, Fernando Magalhães, Benedita Santiago Neves, Porfírio Pinto, Bruno Venâncio (orgs.): A Morte: Leituras da Humana Condição – Volume II, Lisboa, Paulinas Editora, 2020, pp. 343-376
Publisher
Paulinas Editora