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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Na ponta mais avançada da tradição utópica deste pensamento português, que tem
em Vieira um fundador brilhante, encontramos presentemente o jurisconsulto e filósofo
do Direito Paulo Ferreira da Cunha. A sua reflexão original em torno do Direito como
utopia e, neste âmbito, do Direito Constitucional como aquele que mais procura tornar-se
um instrumento utópico de projeção e construção de sociedades mais perfeitas é uma
reflexão que coloca o pensamento jurídico como novo motor do pensamento utópico. É pertinente notar a surpreendente peculiaridade que o pensamento de Paulo
Ferreira da Cunha acrescenta à genealogia dos contributos em língua portuguesa no
quadro do pensamento utópico inscrito plenamente nas tipologias das utopias inclusivas.
Até aqui, a construção do pensamento utópico português tinha sido protagonizada
fundamentalmente por teólogos, filósofos e poetas. Em Paulo Ferreira da Cunha, o
Direito é colocado no centro da elaboração deste pensamento, e aposta-se no Direito
como meio para traduzir e forçar a realização da utopia possível.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Editora
Kapenke
