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Advisor(s)
Abstract(s)
Não sendo de hoje o estabelecimento de ligações entre o joaquimismo e
a cultura portuguesa, havemos de convir que a generalidade desses estudos
ou se tem fixado até agora na mística social do espírito santo ou na temática
do Quinto Império com as respectivas orquestrações teológico-políticas. Ora,
sem deixar de atribuir a estes dois pólos da recepção joaquimita a inegável
importância que têm, esta nova investigação sobre o Abade calabrês repõe o
autor e a obra nas coordenadas da imprescindível problemática interpretativa
e contextual. O conhecimento de Joaquim de
Flora em Portugal foi limitado e os seus textos só raramente foram lidos em
primeira mão. E de maneira ainda mais peremptória, afirma-se
comprovadamente que a leitura da cultura pentecostal do Portugal europeu
feita nos Açores não passa de uma tresleitura, como tresleituras são
igualmente alguns enunciados de Natália Correia sobre essa mesma
“transposição açoriana do Portugal europeu”.